Observatório da nossa Polis à luz das memórias contínuas do pensamento filosófico português. Inspirado nos «Modernos Publicistas», segue o mesmo espírito crítico e de indignação:«De feito. Ardeu-me de todo o topete». Porque nunca calaremos no descampado onde reina a verdade que nos traz glória, repetiremos sempre a vontade de mestre Herculano: "é que não costumo calar nem attenuar as proprias opiniões onde e quando, por dever moral ou juridico, tenho de manifestá-las" ...!
quinta-feira, maio 24, 2007
Insulto ou delação
terça-feira, maio 22, 2007
Que concerto desconcertante!
sábado, maio 19, 2007
O My Lord of Beauty

segunda-feira, maio 14, 2007
O Poder dos Sonhos

sexta-feira, maio 11, 2007
Proclamação de liberdade

Com tradições potestativas
1. Tenho lido nos jornais algo que me despertou uma como que necessidade de criação de um novo conceito na Ciência Política: o de governo potestativo, a sistematizar nas tipologias dos regimes políticos (formas de governo, strictu sensu).
Ainda tendo presente o genuíno desabafo de LMC (um “biqueiro” local), em Jornal de Barcelos de 08 de Junho deste ano, tenho de admitir que, ao jeito das verificações possíveis em JAM, também eu confesso que “as mais das iguarias com que vos convido são alheias, mas o guisamento delas é de minha casa” [1]. É que isto de escrever o que se sente, que é o que se vive conforme o que se pensa, também tem as suas raízes num mais além sócio-histórico. Aristóteles continuará, com a espécie humana, a ter razão. Condição sine qua non, ninguém realizará essa específica existência vivendo sozinho. E eu sempre gostei muito de aprender, sobretudo quando, com os outros, confirmo aquilo que, isolado em mim, acho não ser possível resolver. E, acima de tudo, nestes casos não crio invejas ou ciúmes existenciais. Recrio-me nas mais variadas formas de reconhecimentos. Estes meus escritos, como tendes visto, são uma fiel expressão desses meus sentimentos de agraciamento: a montante, pelos largos contributos de todos aqueles com quem aprendo; a jusante, com o interesse que muitos já me têm manifestado pela leitura dos meus escritos publicados. O que comprova a máxima cientificista de que, em ciência, o conhecimento também obedece a essa qualidade participativa e sistémica: tudo, ou todos, concorremos para o mais geral, o mais além, o mais nós, que é nosso, o mais ser. Para se ser mais, para o bem ser melhor, para a VERDADE poder ser mais. Numa palavra, para alcançarmos o poder ser da verdade.
Também por tudo isso gosto de partilhar o que sinto e penso, e vivo-o, neste caso, escrevendo-o! Já o disse! Para que o poder da verdade seja possível com a partilha do esforço de todos para todos, que assim construímos essa procura vivendo o que pensamos.
2. “A expressão portuguesa poder tanto recobre um verbo equivalente a ser capaz, como um polissémico substantivo. Ambas as formas vêm do mesmo verbo, potere ... . Foi ... dessa raiz que ... surgiram as expressões potestas e potentia, ... A potestas, enquanto capacidade de produzir as coisas, tem a ver com o potencial, o poder-ser, o poder vir a exercer um concreto acto de poder. Por seu lado, a potentia quer dizer a força que produz as coisas em acto ... cada coisa teria em si uma potestas que apenas se concretizaria através de uma determinada potentia ... entendendo-se o potente como aquele que é capaz de exercer a potestas, como o poderoso, como aquele que pode possuir, como o possante, o que é capaz de possança (...) A primeira pode ter-se, a segunda apenas pode exercer-se.” [2]
É assim que eu vejo este actual governo como potestativo, e não potente; com potencial, mas não possante nos actos. Apenas exerce o que não pode, mesmo que lhe tenham confiado a republicana potestas, a 20 de Fevereiro. É um governo tradicionalmente potestativo.
3. Não é por acaso que devemos falar em contradições (com tradição), já históricas na imagem do Poder em Portugal (e não só). A imagem que nos projectam de uma modernidade cheia de antiguidades, mas bolorentas. Nem boas imitações são, tão maus têm sido os discípulos que querem, apenas, poder imitar os mestres que, de facto, não toleram.
Exemplos de genuína democraticidade têmo-los mais que incontáveis. Com as seculares manifestas preocupações de defesa dessa inatingível aspiração social. Bem cravadas no ADN lusíada. Veja-se a referência à carta do Padre Casimiro José Vieira, escrita a D. Maria II (1846) [3], que, depois de a ter lido ao povo para saber se o que nela se dizia era a vontade de todos, “considera o novo governo como uma farsa e combinação das seitas para tudo ficar como até ali, com a mudança apenas de pessoas.
Fala d’opressões injustas que têm feito ao povo, tratando-o até agora como se fossem negros e escravos. Pede à Rainha que nomeie para toda a parte homens da maior integridade e desinteresse (...) homens escolhidos à vontade do povo; que se baixem os impostos; nomeadamente a abolição das portagens; que as magistraturas locais possam ser exercidas gratuitamente; que aos deputados se lhes façam os gastos da comida e transportes à custa do povo, mas que não embolsem dinheiro nenhum, para que depois não haja nas eleições tanto suborno, e o povo atine com a boa escolha. (...)”. E, não deixando de defender a instituição do sufrágio universal, com “eleições para toda a espécie de justiça e autoridade”, apenas admite a excepção dos que “não lêem, nem escrevem, para evitar enganos e despertar a instrução, porque só assim se pode exprimir a vontade geral dos povos, que é a verdadeira lei” [4]
4. E por que dizemos com tradições? Veja-se a tradicional contradição do caso de um médico de província tipicamente português (sim, porque esta figura sócio-histórica não foi invenção estrangeira), ainda há dias passado num jornal noticioso das 13:00, na televisão em Portugal (talvez em evocação desta linda data que é o 10/06). Com 84 anos, ainda trabalha, dando muitas consultas gratuitamente, o que fez durante toda a sua vida. António Calapatez Garcia, de seu nome, o “João Semana” do Alentejo. Já foi deputado à Assembleia Nacional, mas “a política só (o) fascina quando cura os males da sociedade”. Promoveu o cooperativismo e o associativismo (ainda não se perguntaram, como eu o fiz, ainda há dias, em Lisboa, com alguns amigos da adolescência, na sede da ‘nossa’ Sociedade Filarmónica Recordação d’Apolo, por que razões estes dois institutos sobreviveram ao salazarismo e pereceram perante o pseudo democratismo neo-liberal?).
O que pode ser revelador de que o futuro nem sempre é melhor. Contra a nossa vontade. Se também acontecer sem a nossa consciência, transforma o devir sócio-humano numa aventura sem rumo, sem sentido, sem ser. E, como disse, queremos o ser! Para poder ser o poder de fazer!
[1] MALTEZ, JA, Princípios de Ciência Política, CEPP, ISCSP – U. T. L., 1996, evocação introdutória de uma exortação de Frei Amador Arrais, pág. 6.
[2] Idem, (... Questões terminológicas), pp. 117-118.
[3] PADRE CASIMIRO JOSÉ VIEIRA, Apontamentos Para a História da Revolução do Minho ou da Maria da Fonte, Braga, Typhographia Lusitana, 1883, p. 84, in MALTEZ, JA, ob. cit. pp.278-279.
[4] Idem, (... As sementes consensualistas), pág. 279.
quarta-feira, maio 09, 2007
Invitation
Percebendo o quanto estas esferas oriundas da democracia cristã se afastaram da matriz anti-liberalista que lhes serviu de substracto (veja-se o carácter marcadamente anti-liberal da Doutrina Social da Igreja, a única linha de orientação sócio-política, se se puder assim designar, dos estatutos do CDS anteriores à era monteirsta PP), prefiro ficar-me pelo "convite" a mais uma meditação, para elevação do espírito, com mais um Poem of the Day:

With wind and the weather beating round me
Up to the hill and the moorland I go.
I sport with solitude here in my regions,
I am the Lord of tempest and mountain,
domingo, maio 06, 2007
Pelo 1º centenário do Dia da Mãe

Leisure

WHAT is this life if, full of care,
We have no time to stand and stare?—
And stare as long as sheep and cows:
No time to see, when woods we pass,
Where squirrels hide their nuts in grass:
No time to see, in broad daylight,
Streams full of stars, like skies at night:
No time to turn at Beauty's glance,
And watch her feet, how they can dance:
No time to wait till her mouth can
Enrich that smile her eyes began?
A poor life this if, full of care,
We have no time to stand and stare.
Photo by Pranlobha: Sri Chinmoy Centre Galleries
sexta-feira, maio 04, 2007
RAM - Os Senhores da Guerra
Nada disso se pode comparar à esmagadora maioria dos países do Mundo de hoje, muito menos aos países alegadamente democráticos, e muito menos àqueles que, como Portugal, são Estados Unitários Regionais. Mas não foi isso o que se viu desta última reportagem sobre as eleições na RAM (Região Autónoma da Madeira): a aferir ainda alguma sanidade mental ao respectivo Presidente, estamos perante um caso de ofensa à integridade do Estado, tendo presente que os "insultos" ao Estado português constituem um autêntico golpe constitucional, por violação, sobretudo, do seu artº 225 (e em especial dos eu nº 3):
- 1. O regime político-administrativo próprio dos arquipélagos dos Açores e da Madeira fundamenta-senas suas características geográficas, económicas, sociais e culturais e nas históricas aspiraçõesautonomistas das populações insulares.
- 2. A autonomia das regiões visa a participação democrática dos cidadãos, o desenvolvimentoeconómico-social e a promoção e defesa dos interesses regionais, bem como o reforço da unidadenacional e dos laços de solidariedade entre todos os portugueses.
- 3. A autonomia político-administrativa regional não afecta a integridade da soberania do Estado e exerce-se no quadro da Constituição.
Ora, Sr. Presidente da República, está à espera de quê? Intervenha, por amor de Deus e à Pátria, que V. Exª sabe tão bem e melhor do que muitos que não há "povo madeirense", mas somente povo português, esteja ele em que parte do Mundo estiver. Senão, amanhã o Algarve pede a autonomia, a favor de protectorado anglo-germânico, o Minho anexa-se à Galiza, e o resto do território que se amanhe.
O Sr. Presidente do Governo da RAM, de quem já tenho admirado alguma coragem para enfrentar alguns dos vícios político-administrativos da pretensa casta democraturista, perdeu o Norte, de modo que já não sabe virar-se para ... leste. Deve, por isso, revisitar alguns dos conhecimentos a readquirir sobre a História do país a que pertence. Senão fique-se pelos sítios que, hoje em dia, estão disponíveis a qualquer um para isso. Basta ver, por exemplo, aqui.terça-feira, maio 01, 2007
Inquérito a 13 generais de Abril
Inquérito a 13 generais de Abril.
Veja-se, na íntegra, todo o inquérito, feito por um insuspeito (!) jornalista, com especial destaque para alguns dos pontos (1, 2, 3, 8 e 9 ).
segunda-feira, abril 30, 2007
Poem of the Day

Come to me in the silence of the night;
Come in the speaking silence of a dream;
Come with soft rounded cheeks and eyes as bright
As sunlight on a stream;
Come back in tears,
O memory, hope and love of finished years.
O dream how sweet, too sweet, too bitter-sweet,
Whose wakening should have been in Paradise,
Where souls brim-full of love abide and meet;
Where thirsting longing eyes
Watch the slow door
That opening, letting in, lets out no more.
Yet come to me in dreams, that I may live
My very life again though cold in death;
Come back to me in dreams, that I may give
Pulse for pulse, breath for breath:
Speak low, lean low,
As long ago, my love, how long ago.
domingo, abril 29, 2007
História Oculta da Igreja
"O aparecimento de Jesus de Nazaré em Jerusalém dá início à história de uma grande religião que converge no catolicismo actual. Este livro narra a outra face de uma Igreja que, no momento mesmo em que o seu fim se adivinha, faz face a uma sociedade que lhe exige soluções reais para os novos problemas do nosso tempo, como seja o aborto, a homossexualidade, a contracepção ou o celibato. Um relato fascinante, escrito em estilo claro e elucidativo, que dá resposta às perguntas feitas pelo Homem comum relativamente à instituição eclesiástica.

- Quem foi realmente Jesus Cristo?
- Que se esconde por detrás da história dos papas?
- Que razões justificam as inúmeras guerras realizadas em nome de Cristo?
- A Igreja será necessária actualmente? Estará a preparar mudanças internas que a tornem mais conforme à ordem mundial actual?
- Que segredos se escondem por detrás da eleição do papa Bento XVI?
sexta-feira, abril 27, 2007
O que lhe anda na cabecinha!?
Esta coisa dos médicos serem pessoas com uma certa imunidade, treino profiláctico ou abstinência relativamente ao que lhes vai na cabeça quando tratam ou, mais ainda, quando têm de intervir a 'corpo quente' junto dos seus pacientes já não cola.
Vejam lá esta recebida através do meu amigo Dr. M. A. Coelho, que ainda não perdeu o jeito para as piadas. O que, diga-se para os dias de hoje, faz cada vez mais falta (ah!, mas quanta falta não fariam aqui as suas opiniões médicas sobre assuntos de interesse geral para a saúde ...). Mas eu sei, que ele já me disse, que não tardará a publicitar aqui as suas dicas e conselhos. E eu sei, porque o conheço, que palavra de M Coelho é para cumprir! Assim, só me resta aguardar pela sua oportunidade.
Até lá, vejam o que lhe vai entretenendo a cabecinha:
"Redacção feita por uma aluna de Letras, que obteve a vitória num concurso interno promovido pelo professor da cadeira de Gramática Portuguesa.
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Era a terceira vez que aquele substantivo e aquele artigo se encontravam no elevador.
Um substantivo masculino, com aspecto plural e alguns anos bem vividos pelas preposições da vida. O artigo, era bem definido, feminino, singular. Ela era ainda novinha, mas com um maravilhoso predicado nominal. Era ingénua, silábica, um pouco átona, um pouco ao contrário dele, que era um sujeito oculto, com todos os vícios de linguagem, fanático por leituras e filmes ortográficos.
O substantivo até gostou daquela situação; os dois, sozinhos, naquele lugar sem ninguém a ver nem ouvir. E sem perder a oportunidade, começou a insinuar-se, a perguntar, conversar. O artigo feminino deixou as reticências de lado e permitiu-lhe esse pequeno índice.
De repente, o elevador pára, só com os dois lá dentro.
Óptimo, pensou o substantivo; mais um bom motivo para provocar alguns sinónimos. Pouco tempo depois, já estavam bem entre parênteses, quando o elevador recomeçou a movimentar-se. Só que em vez de descer, sobe e pára exactamente no andar do substantivo. Ele usou de toda a sua flexão verbal, e entrou com ela no seu aposento.Ligou o fonema e ficaram alguns instantes em silêncio, ouvindo uma fonética clássica, suave e relaxante. Prepararam uma sintaxe dupla para ele e um hiato com gelo para ela.
Ficaram a conversar, sentados num vocativo, quando ele recomeçou a insinuar-se. Ela foi deixando, ele foi usando o seu forte adjunto adverbial, e rapidamente chegaram a um imperativo.
Todos os vocábulos diziam que iriam terminar num transitivo directo.
Começaram a aproximar-se, ela tremendo de vocabulário e ele sentindo o seu ditongo crescente. Abraçaram-se, numa pontuação tão minúscula, que nem um período simples, passaria entre os dois.
Estavam nessa ênclise quando ela confessou que ainda era vírgula.
Ele não perdeu o ritmo e sugeriu-lhe que ela lhe soletrasse no seu apóstrofo. É claro que ela se deixou levar por essas palavras, pois estava totalmente oxítona às vontades dele e foram para o comum de dois géneros.
Ela, totalmente voz passiva. Ele, completamente voz activa. Entre beijos, carícias, parónimos e substantivos, ele foi avançando cada vez mais.
Ficaram uns minutos nessa próclise e ele, com todo o seu predicativo do objecto, tomava a iniciativa. Estavam assim, na posição de primeira e segunda pessoas do singular.
Ela era um perfeito agente da passiva; ele todo paroxítono, sentindo o pronome do seu grande travessão forçando aquele hífen ainda singular.
Nisto a porta abriu-se repentinamente.
Era o verbo auxiliar do edifício. Ele tinha percebido tudo e entrou logo a dar conjunções e adjectivos aos dois, os quais se encolheram gramaticalmente, cheios de preposições, locuções e exclamativas.
Mas, ao ver aquele corpo jovem, numa acentuação tónica, ou melhor, subtónica, o verbo auxiliar logo diminuiu os seus advérbios e declarou a sua vontade de se tornar particípio na história. Os dois olharam-se; e viram que isso era preferível, a uma metáfora por todo o edifício.
Que loucura, meu Deus!
Aquilo não era nem comparativo. Era um superlativo absoluto. Foi-se aproximando dos dois, com aquela coisa maiúscula, com aquele predicativo do sujeito apontado aos seus objectos. Foi-se chegando cada vez mais perto, comparando o ditongo do substantivo ao seu tritongo e propondo claramente uma mesóclise-a-trois.
Só que, as condições eram estas:
Enquanto abusava de um ditongo nasal, penetraria no gerúndio do substantivo e culminaria com um complemento verbal no artigo feminino.O substantivo, vendo que poderia transformar-se num artigo indefinido depois dessa situação e pensando no seu infinitivo, resolveu colocar um ponto final na história. Agarrou o verbo auxiliar pelo seu conectivo, atirou-o pela janela e voltou ao seu trema, cada vez mais fiel à língua portuguesa, com o artigo feminino colocado em conjunção coordenativa conclusiva."
Fernanda Braga da Cruz
terça-feira, abril 24, 2007
Da Uni JN, para a academia blogueira, mais uma aula
«Modernizar o Direito do Trabalho (I)
Glória RebeloEm Março de 2005, a Estratégia de Lisboa – iniciativa definida em Março de 2000 e que se traduziu num compromisso de cooperação entre os Estados-membros da União Europeia, tendo como principal objectivo fazer desta o “espaço económico mais competitivo do mundo até 2010” – foi alvo de uma revisão.
Nas conclusões do balanço intercalar da Estratégia de Lisboa ficou patente que, em matéria de emprego, os resultados têm sido moderados e que o desempenho esperado para a economia europeia em matéria de crescimento, produtividade e emprego não foi atingido. A criação de emprego abrandou e o investimento em investigação e desenvolvimento mostra-se insuficiente. Foi então que, e no intuito de assegurar que a União se torne capaz de enfrentar os desafios da globalização e da livre concorrência internacional, a Comissão Europeia lançou um convite aos Estados-membros, para apresentarem, anualmente, os seus programas de reformas nacionais, através de um processo de coordenação simplificado e de uma concentração de esforços nos Planos de Acção Nacionais (PAN).
Na sequência da crónica aqui publicada na última semana, prossigo uma abordagem ao tema da "Modernização do Direito do Trabalho". Como é do conhecimento geral, encontra-se iminente a revisão do Código do Trabalho. Após as conclusões do estudo Livro Verde das Relações Laborais, ...
À semelhança do que aconteceu nas semanas anteriores, prossigo uma abordagem ao tema da "Modernização do Direito do Trabalho". Entendo, como já aqui expressei, que perante a próxima revisão do Código do Trabalho, o legislador não pode ignorar responder a, pelo menos, quatro grandes desafios: aumentar a qualidade e a qualificação do trabalho e do emprego; ...
De acordo com os dados do Eurostat, em 2005 Portugal era o terceiro país da União Europeia, a seguir a Espanha e à Polónia a apresentar a taxa de contratação emprego não permanente mais elevada: 19,5%. Ou seja, uma taxa muito superior à da média europeia, de 14,5% (curiosamente, na União Europeia, os países que registam percentagens mais reduzidas de trabalho não permanente, são também os países "campeões" em atracção de investimento directo estrangeiro: Luxemburgo, Irlanda e Reino Unido).
Concluo esta abordagem ao tema da "Modernização do Direito do Trabalho" considerando dois grandes desafios específicos nacionais: transformar o trabalho num factor de imunidade contra a pobreza; e assegurar a sustentabilidade financeira do regime público de Segurança Social.
terça-feira, abril 10, 2007
Se eu fosse americano ... ou se pudesse falar ...!?
quinta-feira, abril 05, 2007
Pela amizade, pela nossa rica saúde (acto pré-fundador)
sexta-feira, março 30, 2007
O Homem, a História e a Justiça
Mais contundente na defesa, Rui Patrício, último ministro das Relações Exteriores de Caetano, expôs o "orgulho desmesurado" em ter integrado "aquele fascinante projecto político". E deixou alguns recados aos críticos do sucessor de Salazar: "Quem participou activamente na balbúrdia da descolonização não tem autoridade moral para acusar Marcello Caetano de incoerência."O antigo ministro sustentou ainda que Portugal vive sempre "dramas" nas "encruzilhadas de transição de poder". Mesmo na história recente, advertiu. "Os regimes em Portugal não caem devido à oposição, caem de podres. Ultrapassam o prazo de validade", vaticinou.No salão nobre da maior biblioteca portuguesa fora do território nacional, dezenas de portugueses e luso-brasileiros assistiram à conferência que devia ter-se realizado em Agosto passado, a data em que se assinalaram 100 sobre o nascimento do professor de Direito. Devido à discrepância temporal, todos os presentes esforçaram-se por vincar que a data não estava ligada à eleição de Salazar como "o maior português de sempre". Na data correcta registou-se um imprevisto e muitos intervenientes não puderam participar."
quarta-feira, março 28, 2007
Escutando JAM do Outro lado do Atlântico ...
Eu diria 'répétition', ou o "mito do eterno retorno"!



segunda-feira, março 26, 2007
Sobre a memória colectiva, nestes pequenos dias de 'grandes portugueses'

