Mostrar mensagens com a etiqueta Hoje ... de Outros Tempos. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Hoje ... de Outros Tempos. Mostrar todas as mensagens

domingo, maio 06, 2007

Pelo 1º centenário do Dia da Mãe

Mais uma comemoração "Dia Mundial de ...", neste caso do que qualquer ser humano, psico-afectivamente saudável, não precisando ser muito civilizado, deve ter acima de tudo na vida: a imagem da própria Mãe.

Ser entrar em lirismos balofos ou em poéticas hipocrisias, resta-me apenas evocar, porque faz este ano o 1º centenário da efeméride, a história deste dia (veja aqui), que também dedico à minha querida e santa mãe, lembrando de um quadro que lhe ofereci (com os secretos escudos que eu, então com dez anos, recebi de minha já falecida avó):

Minha Mãe é uma Santa

Que Jamais esquecerei

Porque amor igual ao Seu

Nunca mais encontrarei!

Por muitos anos que passem, nunca esquecerei este poema! Porque é para a MÃE!

terça-feira, julho 04, 2006

Hoje ... de Outros Tempos

4 de Julho [1]

- de 1336. A Rainha Isabel de Aragão, viúva de D. Dinis, morre em Estremoz, sendo o seu corpo transladado para o Convento de Santa Clara de Coimbra. Será canonizada em 25 de Maio de 1625 no pontificado de Urbano VIII

- de 1776. A Declaração de Independência dos Estados Unidos da América é aprovada pelo Congresso Continental. A data tornou-se o Dia Nacional dos Estados Unidos.

Declaração de Independência dos Estados Unidos da América
DECLARAÇÃO DE INDEPENDÊNCIA
Determinação do Segundo Congresso Continental, 4 de Julho de 1776

Declaração unânime dos treze Estados Unidos da América

Quando, no decurso da História do Homem,


se torna necessário a um povo quebrar os elos políticos que o ligavam a um outro e assumir, de entre os poderes terrenos, um estatuto de diferenciação e igualdade ao qual as Leis da Natureza e do Deus da Natureza lhe conferem direito, o respeito que é devido perante as opiniões da Humanidade exige que esse povo declare as razões que o impelem à separação.
Consideramos estas verdades por si mesmo evidentes, que todos os homens são criados iguais, sendo-lhes conferidos pelo seu Criador certos Direitos inalienáveis, entre os quais se contam a Vida, a Liberdade e a busca da Felicidade. Que para garantir estes Direitos, são instituídos Governos entre os Homens, derivando os seus justos poderes do consentimento dos governados. Que sempre que qualquer Forma de Governo se torne destruidora de tais propósitos, o Povo tem Direito a alterá-la ou aboli-la, bem como a instituir um novo Governo, assentando os seus fundamentos nesses princípios e organizando os seus poderes do modo que lhe pareça mais adequado à promoção da sua Segurança e Felicidade. É verdade que a sensatez aconselha que não se substituam Governos há muito estabelecidos por razões levianas e momentâneas; e de facto a experiência mostra-nos que, enquanto lhe for possível suportar as contrariedades, a Humanidade está mais disposta a sofrer do que a reparar os erros abolindo as formas a que se habituaram. Mas quando um extenso rol de abusos e usurpações, invariavelmente com um mesmo Objectivo, evidencia a intenção de o enfraquecer sob um Despotismo absoluto, é seu direito, é seu dever, destituir tal Governo e nomear novos Guardas para a sua segurança futura. Tal tem sido o paciente sofrimento destas Colónias; e tal é agora a necessidade que as obriga a alterar os seus anteriores Sistemas de Governo. A história do actual Rei da Grã-Bretanha é uma história de sucessivas injúrias e usurpações, todas com o Objectivo último de estabelecer um regime absoluto de Tirania sobre estes Estados. Para provar tudo isto, que se apresentem os factos perante o Mundo honesto.
Ele recusou a Aprovação de Leis, as mais favoráveis e necessárias ao bem comum.
Proibiu os seus Governadores de aprovar Leis de importância imediata e premente, suspendendo a sua aplicação até que estas obtivessem a sua aprovação; e ao suspendê-las deste modo, negligenciou claramente a atenção que lhes era devida.
Recusou aprovar outras Leis para a fixação de grandes áreas populacionais, excepto no caso dessas pessoas prescindirem do direito de Representação nos Corpos Legislativos, um direito inestimável para elas e terrível apenas para os Tiranos.
Convocou os Corpos Legislativos para lugares invulgares, desconfortáveis e distantes do arquivo dos Registos públicos, com o intento único de, vencidos pelo cansaço, os induzir a aceitar as suas disposições.
Dissolveu repetidamente as Câmaras dos Representantes por estas se oporem com grande determinação às suas investidas sobre os direitos do povo.
Após tais dissoluções, recusou durante muito tempo a eleição de novas Câmaras; por essa razão, os Poderes Legislativos, insusceptíveis de extinção, regressaram ao Povo para que este os exercesse; entretanto, o Estado permanecia vulnerável a todos os perigos de invasão exterior, bem como de convulsões internas.
Fez o possível para impedir o povoamento destes Estados; com essa finalidade, embargou as Leis de Naturalização de Estrangeiros; recusou aprovar outras leis que estimulassem a migração para o nosso território e agravou as condições para novas Apropriações de Terras.
Obstruiu a Aplicação da Justiça, recusando a Aprovação de Leis que estabelecessem Poderes Judiciais.
Fez depender os Juízes apenas e só da sua Vontade para o exercício dos seus cargos públicos, assim como para o valor e pagamento dos seus salários.
Instituiu uma multiplicidade de Novos Cargos Públicos, tendo enviado um batalhão de Funcionários para atormentar o nosso povo e sorver a sua substância.
Manteve no nosso seio, em tempo de paz, Exércitos Permanentes, sem o Consentimento dos nossos Corpos Legislativos.
Tornou a Força Militar independente e superior ao Poder Civil.
Aliou-se a terceiros para nos submeter a uma jurisdição que não se enquadra na nossa Constituição e que não é reconhecida pelas nossas Leis, tendo dado a sua Aprovação às supostas Leis daí resultantes, as quais:
Autorizam o aquartelamento grandes corporações de forças armadas entre nós;
As eximem, por meio de simulacros de julgamentos, do castigo por quaisquer Assassínios que venham a cometer sobre os Habitantes destes Estados;
Asfixiam as nossas Relações Comerciais com todas as partes do mundo;
Impõem-nos Impostos sem o nosso Consentimento;
Privam-nos, em muitos casos, das vantagens de um Julgamento com Jurados;
Permitem que nos levem para além-mar, onde somos julgados por supostos delitos;
Abolem o livre Sistema das Leis Inglesas numa Província vizinha, estabelecendo ali um Governo Arbitrário, e alargando as suas fronteiras, por forma a utilizá-la prontamente como um exemplo e um óptimo instrumento para a introdução das mesmas regras despóticas nestas Colónias;
Anulam as nossas concessões de privilégios, abolindo as nossas Leis mais valiosas e alterando profundamente a Forma dos nossos Governos;
Suspendem os nossos próprios Corpos Legislativos, permitindo que outros se declararem investidos com o poder de legislar em nosso nome, em toda e qualquer circunstância.
Ele abdicou do Governo neste território, tendo-nos declarado fora da sua Protecção e fazendo Guerra contra nós.
Saqueou os nossos mares, pilhou as nossas Costas, queimou as nossas cidades e destruiu as vidas do nosso povo.
Encontra-se neste momento a transportar grandes Exércitos de Mercenários estrangeiros para completar a obra de morte, desolação e tirania já anteriormente iniciada, com requintes de Crueldade e Perfídia sem paralelo mesmo nas Eras mais bárbaras, sendo absolutamente indigno de exercer o cargo de Chefe de uma nação civilizada.
Obrigou os nossos Concidadãos que foram levados como Prisioneiros para alto mar a pegar em Armas contra o seu País, a tornarem-se os carrascos dos seus amigos e irmãos, ou a sucumbirem eles próprios nas suas mãos.
Instigou insurreições internas entre nós, tendo procurado provocar os habitantes das nossas fronteiras, os impiedosos Selvagens Índios, cujo conhecido permanente estado de guerra, representa a destruição indiscriminada das pessoas de quaisquer idades, sexo e condições.
Enquanto suportávamos tais Opressões, nos mais humildes termos lançámos Apelos para que reconsiderasse. Aos nossos sucessivos Apelos respondeu apenas com injúrias acrescidas. Um Soberano cujo carácter fica assim marcado pelo modo de acção que define um Tirano, não serve como governante de um povo livre.
Não deixámos de dar a devida atenção aos nossos irmãos britânicos. De tempos a tempos, avisámo-los das tentativas por parte dos seus corpos legislativos para estender uma jurisdição injustificável sobre nós. Lembrámo-lhes as circunstâncias da nossa emigração e colonização deste território. Apelámos à sua justiça e magnanimidade inerentes, rogando-lhes que, face à origem comum que nos une, negassem estas usurpações, pois estas haveriam inevitavelmente de conduzir à extinção das nossas relações e ligação. Não deram igualmente ouvidos à voz da justiça e da consanguinidade. Temos pois que reconhecer a necessidade da nossa separação, pelo que os consideraremos, tal como o resto da Humidade, Inimigos na Guerra, Amigos na Paz.
Assim sendo, nós, Representantes dos ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA, reunidos em Congresso Geral, suplicando ao Juiz Supremo do mundo pela rectidão das nossas intenções, em nome e com a autoridade que o nobre Povo destas Colónias nos conferiu, anunciamos e declaramos solenemente que estas Colónias Unidas são e devem ser por direito ESTADOS LIVRES E INDEPENDENTES; que ficam exoneradas de toda a Fidelidade perante a Coroa Britânica e que qualquer vínculo político entre elas e o Estado da Grã-Bretanha é e deve ser totalmente dissolvido; e que, na qualidade de ESTADOS LIVRES E INDEPENDENTES, assiste-lhes toda a competência para declarar Guerra, assinar a Paz, contrair Alianças, estabelecer Relações Comerciais e levar a cabo quaisquer decisões ou acções, tal como compete aos ESTADOS INDEPENDENTES. E para sustentação desta Declaração, confiando plenamente na protecção da Divina Providência, empenhamos mutuamente as nossas Vidas, os nossos Bens e a nossa Honra sagrada.
[2]

- de 1821. D. João VI regressa a Portugal, chamado pelas Cortes Constituintes, reunidas em virtude da revolução de 1820.

“Após diversos adiamentos, a família real acaba por regressar definitivamente a Portugal. Com ela veio um séquito de cerca de 4.000 indivíduos: ministros, oficiais, diplomatas e as suas famílias, além de deputados às Cortes pelo Rio de Janeiro. Depois do desembarque, na Praça do Comércio, o rei deslocou-se para a Sala das Cortes, no convento das Necessidades, onde novamente jurou as bases da Constituição. Inicia-se, assim, em Portugal o exercício efectivo da monarquia constitucional, onde o rei é chamado a desempenhar um novo papel e os cidadãos passa a poder intervir mais activamente,através dos seus representantes nas Cortes.”
[3]

Corte larga do Brasil - D.João VI, o corpo diplomático e a Corte, cerca de três mil pessoas, partem do rio de Janeiro para Lisboa (26 de Abril). Depois de cerca de cinco semanas de viagem, em 3 de Julho, chegam ao Tejo. Antes de largar, o rei terá dito a D. Pedro:
se o Brasil se separar, antes seja para ti que me hás-de respeitar do que para algum desses aventureiros.
Regresso do Rei – Os chamados áulicos, integrados nessa excursão do aparelho central do Estado, até então reproduzido no Brasil, fundeiam no Tejo em 3 de Julho. No dia seguinte, depois do desembarque, o rei segue para a Ajuda, onde jura as bases da Constituição, lendo-se um discurso elaborado por Silvestre Pinheiro Ferreira, Palmela é, então, impedido de vir para terra, sendo mandado recolher a Borba, mas d. Carlota Joaquina ainda é muito saudada por aqueles regeneradores que sabem fascinar, insinuando poder governar mesmo contra a vontade do rei.”
[4]

[1] Retirado do Portal da História.
[2] Retirado do Google (http://213.63.132.233/epe/his_geo_julho.cfm)
[3] História de Portugal em Datas, Círculo de Leitores, pág. 203.
[4] MALTEZ, JÁ, Tradição e Revolução, vol. 1, Tribuna da História, Lisboa, 2004, pág. 180.

sábado, junho 24, 2006

Hoje ... de Outros Tempos

E se Portugal nasceu a 24 de Junho, então...

24 de Junho

- Então o de 1128?

Por que será que muitas pessoas se perguntam pela razão de ser da comemoração do dia de Portugal a 10 de Junho e não a 24 do mesmo mês? Continuaria o 10 a ser dia de Camões e das Comunidades Portuguesas, relevando a evocação universalista da nossa epopeia mundial. Mas, assim como cada ser comemora o seu aniversário no dia do seu nascimento, Portugal deveria comemorar o seu a 24 de Junho.
Tenho dito.
Ateste-se pelas efemérides que na minha querida cidade berço se comemoram e pelo que se diz no ‘sítio’ da respectiva edilidade (www.cm-guimaraes.pt)


Comemorações da Batalha de São Mamede Dia Um de Portugal
Em 24 de Junho celebra-se em Guimarães, uma efeméride muito especial: 24 de Junho de 1128, o alvor da Nacionalidade. Na Batalha de S. Mamede concretizou-se o propósito, com D. Afonso Henriques, de levar por diante o projecto de uma Nação livre e independente. O Município de Guimarães tem assinalado condignamente esta data, cujo carácter deveria interessar todo o País.



- de 1819. Nasce em Londres a futura rainha Vitória.
- de 1833. Desembarque das tropas constitucionais, comandadas pelo duque da Terceira no Algarve, na praia da Alagoa. Atravessando o Alentejo, chegarão a Lisboa em 24 de Julho.

quarta-feira, junho 14, 2006

Hoje ... de Outros Tempos

O cimento carbonário e maçónico em que se edificou a nossa 1ª República

14 de Junho

- de 1910. A Maçonaria decide nomear uma «comissão de resistência» encarregada de colaborar de forma mais activa com a Carbonária.

- de 1940. O exército alemão entra em Paris, previamente tornada cidade livre.
(Retirado do Portal da História)
(ver desenvolvimentos no Legitimamente)

Hoje ... de Outros Tempos

Revoluções maçónicas, carbonárias, republicanas, laicas, socialistas, elitistas, social-democráticas, ... e este Portugal eternamente adiado!
14 de Junho

- de 1910. A Maçonaria decide nomear uma «comissão de resistência» encarregada de colaborar de forma mais activa com a Carbonária.
“A Maçonaria decide, em assembleia geral, nomear uma «comissão de resistência» encarregada de colaborar de forma mais activa com a Carbonária (ver nota de desenvolvimento). Dessa comissão fariam parte, José de Castro, Miguel Bombarda, Machado Santos, Francisco Grandela entre outros. António José de Almeida e Cândido dos Reis são os representantes do Directório republicano, nesta comissão”
[1]
“Conspiração republicana – Juiz de instrução Almeida Azevedo em informação confidencial dirigida a d. Manuel II, reconhece que os republicanos preparam-se activamente para a revolução (9 de Junho). Machado Santos reúne cerca de mil carbonários, criando-se uma comissão de resistência para entrar em acção quando saísse a revolução para a rua, estrutura que não dependia do directório do PRP (14 de Junho). (…)” [2]
O que foi a Carbonária ?
“Como em quase toda a parte, também em Portugal a Carbonária foi muitas vezes uma associação paralela à Maçonaria (embora nem todos os maçons fossem carbonários). "Sociedade secreta essencialmente política", adversa do clericalismo e das congregações religiosas, tendo por objectivo as conquistas da liberdade e a perfectabilidade humana, impunha aos seus filiados "possuirem ocultamente uma arma com os competentes cartuchos". Contribuía directa e indirectamente para a educação popular e assistência aos desvalidos. "Tinha uma hierarquia própria, em certos aspectos semelhante à maçonaria, tratando os filiados por "primos". Os centros de reunião e aglomerações de associados chamavam-se, por ordem crescente de importância, "choças", "barracas" e "vendas". A Carbonária Portuguesa, à qual pertenceram pessoas da mais elevada categoria social, parece ter sido estabelecida em 1822 (ou 1823) "por oficiais italianos que procuravam, por meio de sociedades secretas, revolucionar toda a Europa Meridional". Até 1864 a sua intervenção fez-se sentir em muitos momentos críticos da vida nacional, pois todos os partidários políticos possuíam a sua carbonária. Depois de longo marasmo, desaparecem completamente. A indignação nacional suscitada pelo afrontoso ultimato da Inglaterra (1890) e as desastrosas consequências da revolta de 31 de Janeiro de 1891, com o seu cortejo de prisões, deportações e perseguições de toda a espécie, arrastaram a mocidade académica para as sociedades secretas. Mas foi em 1896 que surgiu a última Carbonária portuguesa, sendo completamente diferente das anteriores : diferente organização, ritual e até processos de combater. Foi seu fundador o grão-mestre Artur Duarte Luz de Almeida. A sua influência exerceu-se de maneira intensiva em quase todos os acontecimentos de carácter político e social ocorridos no País, nomeadamente naqueles que tinham em vista defender as liberdades públicas ameaçadas e combater o congreganismo e os abusos do clero. Tendo participado grandemente nos preparativos do movimento revolucionário de 28 de Janeiro de 1908, que abortou, a sua acção tornou-se depois decisiva para a queda da Mornaquia, mais acentuadamente a partir de 14 de Junho de 1910, quando, a propósito de apressar a revolução, em perigo pelo número crescente de civis presos e militares transferidos, a Maçonaria nomeou uma comissão de resistência encarregada de coadjuvar a implantação da República por uma colaboração mais activa com a Carbonária. A fragmentação do Partido Republicano, sobrevinda ao advento do novo regime político nacional, tornou inevitável a extinção da Carbonária portuguesa, tendo depois, até 1926, resultado infrutíferas todas as tentativas feitas para o seu ressurgimento.

(Dicionário de História de Portugal, 4 volumes, SERRÃO, Joel (ed. lit.), 1ªedição, Lisboa, Iniciativas Editoriais, volume I, 1963-1971, pp. 481-2 )” [3]

- de 1940. O exército alemão entra em Paris, previamente tornada cidade livre.

[1] História de Portugal em Datas, Círculo de Leitores, pág. 260
[2] MALTEZ, José A. E., Tradição e Revolução, Vol. 1, Tribuna da História, Lisboa, 2004, pág. 561.
[3] Retirado do Google.pt.

terça-feira, junho 13, 2006

Hoje ... de Outros Tempos

A "Alegria no Trabalho" e "Pessoa", em tempos de coexistências que sempre comemoraram o dia da morte santoantoniana.

13 de Junho

- de 1231. Morre Stº António, a caminho de Pádua.

SANTO ANTÓNIO
RETALHOS DA VIDA DE UM PREGADOR

Por Maria Luísa V. Paiva Boléo

Texto publicado na revista Público Magazine do jornal Público de 12-06-1994.
Revisto pela autora em 12-06-2005 para o site www.leme.pt

Lisboa está cheia de testemunhos de Santo António – o seu santo mais querido e popular. Os museus e bibliotecas portuguesas possuem quase tudo o que um erudito pode querer saber sobre este português fora do vulgar, que viveu nos primórdios da nacionalidade. Porém para a maioria dos lisboetas que não vão às bibliotecas e raramente aos museus, o dia 13 de Junho não passa de um agradável feriado em honra de Santo António, onde se aproveita para ir comer caldo verde e sardinhas assadas, de preferência junto aos bairros da Sé e ver as marchas populares.As crianças já não pedem umas moedas para enfeitar o trono do Santo e as meninas solteiras provavelmente já não lhe pedem um namorado. Tanta popularidade, oitocentos e dez anos depois do seu nascimento, leva-nos a recordar aspectos da vida deste santo, passada entre Lisboa, Coimbra e Pádua.

Desde 1140 que D. Afonso Henriques, o nosso primeiro rei, tentava a conquista de Lisboa aos Mouros, feito que só teve êxito sete anos depois, em 1147, depois de prolongado cerco imposto aos aguerridos Almóadas e com o oportuno apoio dos Cruzados, em número treze mil (grande exército de homens cristãos que vieram do Norte da Europa, rumo à Terra Santa, para expulsarem os Muçulmanos. Usavam uma cruz de pano como insígnia, daí o seu nome. Houve oito Cruzadas desde 1096 a 1270). Lisboa era pois uma cidade recém-cristã, quando na sua catedral foi a baptizar o menino Fernando Martins de Bulhões – Santo António, filho da fidalga D. Teresa Tavera, descendente de Fruela, rei das Astúrias e de seu marido Martinho ou Martins de Bulhões. Há dúvidas quanto ao apelido do pai, bem como se era ou não descendentes de cavaleiros celtas. Sabe-se sim que D. Teresa nascera em Castelo de Paiva e o marido numa terra próxima. Viviam em casa própria no bairro da Sé quando o recém-nascido veio a este mundo, no ano de 1145, embora alguns apontem como data de nascimento 1190 ou 1191.
Fernando frequentou a escola da Sé e até aos 15 anos viveu com os pais e com uma irmã de nome Maria. Aos 20 anos professou nos Cónegos Regrantes de Santo Agostinho em Lisboa, no Mosteiro de São Vicente de Fora. Nesta ordem monástica prosseguirá os seus estudos teológicos.
Rumou a Coimbra ao mosteiro de Santa Cruz, onde tinha à sua disposição a melhor biblioteca monacal do País. Nesse tempo era a abadia de Cluny, em França, que possuía uma das maiores bibliotecas da Europa, com um total de 570 volumes manuscritos, porque ainda não tinha sido inventada a imprensa. Aqui em Coimbra, sendo já sacerdote toma o hábito de franciscano, em 1220. Segundo os seus biógrafos, Santo António terá lido muito, e não foi por acaso que se tornaria pregador.
O mundo cristão vivia intensamente a época das Cruzadas. A chamada «guerra santa» desencadeada contra o Islão. E da parte dos Muçulmanos dava-se a inversa, luta contra os cristãos. Ambos acreditavam que a fé os levaria à vitória. De Oriente a Ocidente os exércitos batalham, e neste turbilhão surgem novas formas de espiritualidade. Em 1209 Francisco de Assis (S. Francisco) abandona o conforto e luxo da casa paterna, para, com outros companheiros, se recolher numa pequena comunidade, dando origem a uma nova reflexão sobre a vivência do Evangelho. É a aproximação à Natureza, à vida simples e à redescoberta da dignidade da pobreza preconizada pelos primeiros cristãos. Em poucos anos, homens e mulheres, alguns ainda bem jovens e filhos de famílias abastadas e poderosas sentem-se atraídos por esta vida de despojamento e sacrifício, com os olhos postos no exemplo de Cristo. A Portugal também chegaram ecos deste novo misticismo.Em Janeiro de 1220 são degolados em Marrocos, pelos muçulmanos, cindo frades menores (franciscanos) e todo o mundo cristão sofre um enorme abalado. A própria Clara de Assis (Santa Clara), praticamente da mesma idade que Santo António (nasceu em 1193 ou 1194) vai querer partir para Marrocos para converter os sarracenos, mas Francisco de Assis seu amigo de infância e seu orientador espiritual não lho permite.
Por cá o nosso futuro Santo António, já ordenado padre, decide mudar de Ordem religiosa e também ele passa a envergar o hábito dos franciscanos. È nesta ocasião que muda o nome de baptismo de Fernando para António e vai viver com outros frades no ermitério de Santo Antão (ou António) dos Olivais, na altura um pouco afastado de Coimbra, nuns terrenos doados por D. Urraca, mulher do rei D. Afonso II.
Em meados de 1220 chegam, com grande pompa religiosa, ao convento de Santa Cruz de Coimbra, as relíquias dos mártires de Marrocos e esse acontecimento vai ser decisivo no rumo da vida de Santo António. Parte para Marrocos, sentindo também ele que é chamado a participar na conversão dos chamados infiéis. Porém adoece gravemente e não podendo cumprir aquilo a que se propunha, teve de embarcar de regresso a Lisboa. Só que o barco é apanhado numa tempestade e o Santo vê o seu itinerário alterado ao sabor de uma vontade superior. Acaba por aportar à Sicília num período de grandes conflitos armados entre o Papa Gregório IX e o rei da Sicília, Frederico II. Relembra-se que várias regiões do que é hoje a Itália unificada eram reinos independentes e este ambiente de guerras geradoras de insegurança e perigos.
Em Maio de 1221 os franciscanos vão reunir-se no chamado Capítulo Geral da Ordem, onde Santo António está presente. No final os frades regressam às suas comunidades de Montepaolo, perto de Bolonha, onde, a par da vida contemplativa e de oração, cabe também tratarem das tarefas domésticas do convento. Aqui os outros frades reparam na grande modéstia daquele estrangeiro (Santo António) e jamais suspeitaram dos seus profundos conhecimentos teológicos. Findo aquele período de reflexão, como que um noviciado, os frades franciscanos são chamados à cidade de Forlì para serem ordenados e Santo António é escolhido para fazer a conferência espiritual. E começa a falar. Ninguém até ali percebera até que ponto ele era conhecedor das Escrituras e como a sua fé e os seus dotes oratórios eram invulgares.
Pelo que se sabe quando começou a falar imediatamente cativou os outros frades e a sua vida seria a partir daquele dia de pragador da palavra de Cristo. Percorrerá diversas regiões da actual Itália, entre 1223 e 1225. Por sugestão do próprio São Francisco vai ser mestre de Teologia em Bolonha, Montpelier e Toulouse.
Quando S. Francisco morre, em 1226, Santo António vai viver para Pádua. Aqui vai começar por fazer sermões dominicais, mas as suas palavras tão cheias de alegorias eram de tal modo acessíveis ao povo mais ou menos crente, que passam palavra e casa vez mais se junta gente nas igrejas para o ouvir. Da igreja passa para os adros para conter as multidões que não param de engrossar. Dos adros passa a falar em campo aberto e é escutado por mais de 30 mil pessoas. É um caso raro de popularidade. A multidão segue-o e começa a fama de que faz milagres. Os rapazes de Pádua têm mesmo que fazer de guarda-costas do Santo português tal a multidão à sua volta. As mulheres tentam aproximar-se dele para cortarem uma pontinha do seu hábito de frade como uma relíquia.
O bispo de Óstia, mais tarde papa com o nome de Alexandre IV, pede-lhe que escreva sermões para os dias das principais festas religiosas que eram já muitas na época. Mais tarde seria este papa a canonizá-lo. Santo António assim faz. São hoje importantíssimos esses documentos escritos, porque Santo António com pregador escreveu pouco. Apenas lhe são atribuídos Sermones per Annum Dominicales (1227-1228) e In Festivitatibus Sanctorum Sermones (1230) .
Sentindo-se doente, o santo pediu que o levassem para Pádua onde queria morrer, mas foi na trajectória, num pequeno convento de Clarissas, em Arcela, que Santo António «emigrou felizmente para as mansões dos espíritos celestes». Era o dia 13 de Junho de 1231.Depois, como é sabido, foi canonizado, em 1232, ainda se não completara um ano sobre a sua morte. Caso único na história da Igreja Católica. Já que nem São Francisco de Assis teve tal privilégio.
Os santos como Santo António, há muito que desceram dos altares para conviverem connosco, os simples mortais, que tomamos como nosso protector e amigo. O seu sumptuoso sepulcro, em mármore verde em Pádua, na igreja de Santo António é o tributo do povo que o amou e é muito mais do que um lugar de peregrinação e de oração. Através dos séculos, a sua fama espalhou-se por todos os continentes. No dia 13 de Junho de cada ano, Lisboa e Pádua comemoram igualmente a passagem por este mundo de um português que pregou a fé e morreu em Pádua. Como todos os santos é universal.
(Retirado do Google.pt)

- de 1645. Início da Insurreição Pernambucana, que levará à expulsão dos holandeses do Brasil.

UM POUCO DE HISTÓRIA DO RECIFE
“Quando Duarte Coelho aqui chegou, em 1535, batizou a sua capitania de Nova Lusitânia, em homenagem à sua pátria - o nome que não permaneceria por muito tempo, talvez como um sinal de que esta viria a ser a capitania mais rebelde ao domínio português. Ficaria conhecida por Pernambuco que significa "Mar Furado".
Duarte Coelho não deu muita importância àquela terra enlameada, cheia de manguezais, foz de não sei quantos rios e riachos. Preferiu fincar sua corte na alta e ladeirosa Olinda, de onde se podia apreciar melhor o litoral (e os invasores). Bom, pelo menos aquela barreira de arrecifes proporcionava um bom porto natural, e foi assim que surgiu a povoação dos Arrecifes, em 1548.A cultura açucareira na capitania desenvolvia-se depressa; a riqueza instalava-se em Olinda.
Tanta fartura chamou a atenção dos Holandeses, que nos séculos XVI e XVII se dedicavam a práticas variadas tais como comércio, pirataria e invasões em geral. Assim, em 1630, 70 navios, 7000 homens e 200 canhões desembarcaram na costa pernambucana, na praia de Pau Amarelo, ao norte de Olinda. Como primeira providência para enfraquecer os portugueses, incendiaram Olinda, em 1631.
Com a capital destruída, onde se estabelecer? Para os holandeses, certamente nada lembrava mais a terra natal que o povoadozinho do porto, já rebatizado de Recife. Naturalmente, para acomodar a nova corte, mais espaço teria de ser ganho às aguas. E assim drenaram-se rios, aterraram-se mangues, construíram-se pontes. O principal artífice desta transformação chegaria ao Brasil em 1637: o Príncipe Johann Mauritius van Nassau-Siegen (em bom português, Maurício de Nassau), comandante das tropas holandesas e governador-geral da província.
Tomado de amores pelo lugar, lá decidiu construir o seu sonho pessoal de cidade: a Cidade Maurícia, projetada pelo arquiteto Pieter Post, irmão do pintor Frans Post. A primeira ponte foi construída em 1643, chamada de Ponte Nassau. A ela seguiram-se outras pontes (hoje há 39, só no centro) dois palácios, igrejas e ruas. Só que a idéia da Companhia das Índias Ocidentais não era bem transformar Recife numa metrópole, e sim conseguir lucros com as plantações de cana-de-açúcar. Daí uma certa irritação com Maurício de Nassau, que resultou no seu chamado de volta à Holanda, em 1644. Sem Maurício de Nassau, cessaram as festas, os saraus e os empréstimos, e começaram as cobranças de dívidas. Os portugueses acharam então que chegara a hora de expulsar os invasores.
A resistência dos portugueses à invasão holandesa foi tênue. Do litoral, apenas o porto era protegido por dois fortes (de São Jorge e de São Francisco) e ofereceu certa resistência. Daí os membros da resistência se refugiarem no interior, construindo o Arraial do Bom Jesus. Nesse local, onde hoje fica o sítio da Trindade, no bairro de Casa Amarela, os portugueses resistiram por cinco anos, até o dia 8 de Junho de 1635. A partir daí, e durante a presença de Maurício de Nassau, a resistência portuguesa foi pouca ou nula.
Com o retorno de Maurício de Nassau à Holanda e a cobrança de dívidas dos senhores de engenho por parte da Companhia das Índias Ocidentais, a elite pernambucana decidiu pegar em armas para expulsar os invasores, através de um movimento chamado Insurreição Pernambucana. É interessante o facto de que o movimento não teve apoio formal da Coroa portuguesa, cujos diplomatas na época encontravam-se ocupados tentando vender o Nordeste brasileiro à Holanda!
Tendo como líder o senhor de engenho João Fernandes Vieira, o movimento conseguiu importantes vitórias frente aos Holandeses em 1645, no Monte das Tabocas (na cidade de Vitória de Santo Antão, a 45Km de Recife) e no Engenho de Casa Forte (no bairro de mesmo nome). Mas a vitória definitiva viria após as duas batalhas do Morro dos Guararapes (na vizinha cidade de Jaboatão), em 1648 e 1649. Este local é hoje considerado o berço do exército brasileiro. A retirada completa das tropas holandesas ainda seria demorada: somente a 27 de Janeiro de 1654 os portugueses retomariam o controle do Recife. Em 6 de Agosto de 1661, em troca de uma indenização de oito milhões de florins, os holandeses assinariam acordo em Portugal renunciando a qualquer pretensão sobre terras brasileiras.
A semente de desenvolvimento plantada pelos holandeses germinou em Recife. Pouco a pouco a cidade, lar de comerciantes e pequenos burgueses, chamados mascates, suplantaria a capital Olinda, lar dos tradicionais senhores de engenho. O ciúme entre as cidades irmãs culminou com a guerra dos mascates, em 1710.
O espírito revolucionário contaminou o sangue dos Recifenses. A capital pernambucana seria palco de várias revoltas, como a Revolução de 1817 e a Confederação do Equador, de 1824. Nelas se destacaria a figura de Frei Caneca, religioso fuzilado pelos seus ideais libertários. Recentemente, os mesmos ideais norteariam o trabalho de D. Hélder Câmara à frente da Arquidiocese de Olinda e Recife: a sua voz calma e mansa foi o instrumento mais poderoso de combate às atrocidades cometidas pela ditadura militar no Brasil nos anos sessenta e setenta.
Em resposta ao Texto acima, o Miguel Monteiro faz um complemento:
Os Portugueses nunca procuraram vender o Nordeste Brasileiro. Apenas negociaram a indeminização que os holandeses, aproveitando-se da situação débil de Portugal, exigiram pelos prejuízos da expulsão, em troca do reconhecimento da Restauração da Independência de Portugal face a Espanha.

Ainda que talvez pouco importante para si, não se deve ignorar essa época (triste) da História de Portugal, até mesmo para entender a invasão "holandesa" no Brasil, à luz de alguns factos pouco divulgados;

1. As relações próximas de António Prior do Crato (único pretendente/oponente de Filipe de Espanha ao trono de Portugal em 1580) com Maurício de Nassau, um dos seus apoiantes no exílio que se seguiria.

2. Os judeus dos Países Baixos como impulsionadores da Companhia das Índias Ocidentais.
Sendo que boa parte desses judeus eram à época, originários de Portugal.

3. Manuel de Portugal, filho do Prior do Crato, que acompanhou o pai no exílio, casou em 1597 com Emília de Nassau - princesa de Orange (irmã de Maurício de Nassau).

Coincidências???”
(Retirado do Google.pt)

- de 1888. Nasce Fernando Pessoa, em Lisboa.
Cronologia da Vida e Obra de Fernando Pessoa
1888 Nasce, a 13 de Junho, o poeta Fernando António Nogueira Pessoa, no 4º andar esquerdo do nº 4 do Largo de São Carlos em Lisboa, filho de Maria magdalena pinheiro Nogueira e de Joaquim de Seabra Pessoa.
1889 Data do nascimento de Alberto Caeiro
1890 Data do nascimento Álvaro de Campos
1893 Em janeiro, nasce Jorge, irmão do poeta. A 13 de Julho, morre, tuberculoso, Joaquim de Seabra Pessoa, pai de Fernado Pessoa, com 43 anos de idade.
1894 Em Janeiro, morre o irmão Jorge. A mãe do poeta, D. Maria Magdalena Pinheiro Nogueira Pessoa, conhece o comandante João Miguel Rosa.
Criação do primeiro heterónimo: Chevalier de Pas.João Miguel Rosa é nomeado cônsul interino em Durban, África do Sul.
1895 Fernando Pessoa escreve, em Julho, a sua primeira poesia: À minha querida mamã.
A 30 de Dezembro, casa, por procuração, D. Maria Magdalena, com o comandante João Miguel Rosa.
1896 Partida para a África do Sul de D. Maria Madalena e o filho, no início do mês de Janeiro.
Nasce Henriqueta Madalena, irmã do poeta
1897 Fernando Pessoa inicia a instrução primária na escola da West Street, e em três anos alcançaria a equivalência de 5 anos.
1898 Nasce, em Outubro, a 2ª filha do casal Miguel Rosa, Madalena Henriqueta.
1899 Em Abril, Fernando Pessoa matricula-se na High Scholl, Form II-B. Em Junho passa para a Form II-A. Em Dezembro ganha o Form Prize na Form II-A. Neste ano cria o heterónimo Alexandre Search, em nome do qual, escreve cartas para si mesmo.
1900 Em Janeiro, nasce o 3ª filho do casal, Luís Miguel. Em Junho, Fernando Pessoa passa para a Form III e é premiado em Francês
1901 Fernando Pessoa faz, em Junho, o exame da Cape Scholl High Examination. Falece Madalena Henriqueta.
Em Agosto, Fernando Pessoa vem de visita, com a família, a Portugal.
1902 Nascimento do 4º filho do casal Miguel Rosa, João Rosa. Regresso da família a Durban, em Setembro. Fernando Pessoa matricula-se na Commercial School, em Durban.
1903 Faz exame de admissão à Universidade do Cabo da Boa Esperança. Lê Shakespeare, Milton, Byron, Poe, Keats, Shelley, Tennyson. Escreve poemas em inglês assinados por Alexandre Search.
Surgem os heterónimos Charles Robert Anon e H.M.F. Lecher.
1904 Regressa novamente à High Scholl, e entra na Form IV. Ganha o Prémio Rainha Vitória, concedido ao seu ensaio de inglês, prova de exame de admissão à Universidade do Cabo. Nascimento de outra filha do casal, Maria Clara. Em Dezembro, faz a Intermediate Examination em Artes, da Universidade do Cabo. Terminam os seus estudos na África do Sul.
1905 Parte sozinho para Lisboa e vai viver com a avó Dionísia e as duas tias, na Rua da Bela Vista,17.
1906 Matricula-se no Curso Superior de Letras de Lisboa. A família volta, de férias a Lisboa. Morre, durante esta estadia, a irmã Maria Clara.
1907 Abandona o curso, sem concluir o primeiro ano. Monta, com o dinheiro herdado da avó Dionísia, uma Tipografia a que dá o nome de Empresa Ibis - Tipografia Editora - Oficinas a Vapor, que mal chega a funcionar.
1908 Entra no comércio como «correspondente estrangeiro», profissão que desempenhará ao longo de toda a vida
1910 Funda-se no Porto a revista A Águia, 1ªfase.
1911 Pessoa é encarregado de traduzir para português uma Antologia de Autores Universais, dirigida por um editor americano.
1912 Funda-se, em janeiro, a Renascença Portuguesa, no Porto. A Águia, dirigida por Teixeira de Pascoaes, torna-se o órgão desse movimento. Em Abril, publica em A Águia, órgão da Renascença Portuguesa, o seu primeiro artigo, A nova Poesia Portuguesa Sociologicamente Considerada, onde profetiza o surgimento de um «Supra-Camões». Inicia a sua correspondência com Mário de Sá-Carneiro o qual, de Paris, o põe ao corrente das novas correntes como o cubismo e o Futurismo. Nasce na mente do poeta Ricardo Reis. Após viver algum tempo num rés-do-chão da Rua da Glória, muda-se para a Rua do Carmo, 18-1º, e depois vai morar com a sua tia, D.Ana Luísa Nogueira de Freitas, na Rua Passos Manuel, 24-3ºEsq.
1913 Escreve a poesia Pauis, que iria dar origem ao paúlismo. Contacta com Almada Negreiros e Mário de Sá-Carneiro. Escreve O marinheiro, drama estático.
Colabora no semanário teatro e prossegue a sua colaboração com A Águia. Escreve Epithalamium e Hora Absurda.
1914 Surge Alberto Caeiro e o texto O Guardador de Rebanhos. Escreve a Ode Triunfal e Opiário, atribuídas a Álvaro de Campos. Escreve Chuva Oblíqua, texto-chave do Interseccionismo. Muda-se para a Rua Pascoal de Melo, para casa da tia Anica Em Junho, escreve a 1ª poesia de Ricardo Reis. Em carta a Sá-Carneiro, datada de Julho, declara ter atingido o período completo da sua maturidade literária. Rompimento com os poetas de A Águia.
1915 Vive algum tempo na Leitaria Alentejana, devido à partida da tia Anica para a Suiça. Sai, em Abril, o primeiro número do Orpheu. Sai, em Julho, o segundo número do Orpheu. Mário de Sá-Carneiro parte para Paris. Período de intensa produção literária de Fernando Pessoa e dos heterónimos. Data possível da morte de Alberto Caeiro.
1916 Em Abril, suicida-se, em Paris no Hotel de Nice, Mário de Sá-Carneiro. Almada Negreiros publica o Manifesto Anti-Dantas. Em Setembro, anuncia-se a saída do 3º número do Orpheu, que não chega a aparecer. Colabora em revistas como Centauro e Exílio.
1917 Sai o primeiro e único número de Portugal Futurista, revista publicada por Almada Negreiros e Santa-Rita Pintor onde Álvaro de Campos colabora com a insercção de Ultimatum. Reside na Rua Bernardim Ribeiro, 11, 1º.
1918 Morrem Santa-Rita Pintor e Amadeo de Sousa Cardoso. Pessoa publica os seus poemas ingleses Antinous e 35 Sonnets.
1919 Apesar de o ter dado como morto, escreve nesta data, uma série de poemas (Poemas Inconjuntos) em nome de Alberto Caeiro. Ricardo Reis exila-se no Brasil. Morre, em Pretória, o comandante João Miguel Rosa, padrasto do poeta.
1920 Escreve a 1ª carta de amor e inicia-se o namoro com Ophélia Queirós. Muda-se para a Rua Coelho da rocha, onde vai habitar com a mãe e os irmãos.
1921 Publica os seus English Poems (I, II e II) por uma casa de edições criada pelo próprio (Olisipo).
1922 Colabora com assiduidade na revista Comtemporânea.
1924 Início do surrealismo em França. Sai em Outubro o primeiro número da revista Athena, que Fernando Pessoa dirige com o pintor Ruy Vaz.
1925 Morte da mãe do poeta. Athena cessa a sua publicação.
1926 Pessoa dirige com o cunhado, coronel Caetano Dias, a Revista de Comércio de contabilidade, cujo primeiro número sai em Janeiro desse ano, e na qual publica artigos sobre temas sócio-económicos.
1927 Publica-se em Coimbra o primeiro número da «folha de arte e crítica» - Presença.
1929 Recomeça o namoro com Ophélia Queirós. Empreende com António Botto, a publicação de uma antologia de Poetas Portugueses Modernos.
1930 Entra em correspondência com o do mago inglês Aleister Crowley e recebe a sua visita em Setembro. O mago desaparece, nesse mês, misteriosamente na Boca do Inferno, em Cascais, desaparecimento no qual Fernando Pessoa participa. Período fecundo de criação poética heterónima e ortónima.
Prossegue a sua colaboração com a Presença.
1931 Publica na Presença a tradução do Hino a Pã, de Aleister Crowley.
1932 Candidata-se, sem sucesso, a um lugar de conservador de um Museu bibliográfico, em Cascais. Colabora com a Presença, onde publica Iniciação bem como fragmentos do Livro do Desassossego.
1933 Atravessa uma grave crise de neurastenia.
1934 Aparece, em Dezembro, a Mensagem. É-lhe atribuída, nesse mesmo mês, pela publicação da Mensagem, a segunda categoria do prémio Antero de Quental, do Secretariado de Propaganda Nacional.
1935 É internado, em 28 de Novembro, com uma cólica hepática, no Hospital de S.Luís, em Lisboa, onde morre a 30 de Novembro..
Quadro cronológico resultante da adaptação e do resumo da cronologia da vida e obra do poeta apresentada por João Gaspar Simões (in Fernando Pessoa - breve história da sua vida e da sua obra, Lisboa, Difel, 1983), por José Augusto Seabra (in Fernando Pessoa ou o Poetodrama, Imprensa Nacional da Casa da Moeda) e por Maria José de Lencastre (in Fernando Pessoa uma fotobiografia, Lisboa, Quetzal Editores, 1996)."
(Retirado do Google.pt)

- de 1935. É criada a FNAT - Federação Nacional para a Alegria no Trabalho, que imita a organização nazi Força pela Alegria e a fascista Doppo Lavoro.
(retirado do Portal da História)

“Através do Decreto-Lei nº 25 495, o governo de Salazar cria a Federação Nacional para a Alegria no Trabalho (FNAT).
À semelhança das actividades de Doppo Lavoro desenvolvidas pelo regfime fascista italiano, a FNAT procurará, em colaboração com o SPN, enquadrar os tempos livres dos trabalhadores de forma a promover e a reforçar uma imagem positiva do Estado Novo.
Concretiza, quer actividades de «mera diversão», quer iniciativas de cariz político-ideológico explícito.” [1]
[1] História de Portugal em Datas, Círculo de Leitores, pág. 327.

domingo, junho 11, 2006

Hoje ... de Outros Tempos

Já depois das "medalhasoens", e porque já foi dia da raça, este

10 de Junho

que, então do ano de 1580, assinala a data provável da morte de Luís Vaz de Camões (o primeiro grande evocador do universalismo lusíada, também por isso tornado ainda hoje como o dia de Portugal e das Comunidades Portuguesas), ano este em que também morreu o Cardeal D. Henrique, ou em que D. António, prior do Crato, é aclamado Rei em Santarém, quando se preparava a invasão de Portugal pelo exército espanhol, com entrada de Felipe II, surge a peste, Nagasáqui era doada aos jesuítas e Fernão Mendes Pinto concluía a sua Peregrinação. [1]

- de 1580. Morte de Luís de Camões (data provável). Terá nascido provavelmente em 1525.

- de 1880. Comemorações do tricentenário da morte de Luís de Camões, aproveitadas pelos republicanos que o associam ao renascimento da Pátria.

- de 1911. Cortejo cívico em Lisboa, em homenagem a Luís de Camões.

- de 1926. O arquitecto catalão Antoni Gaudi morre devido a atropelamento, em Barcelona.

- de 1942. Na vila checa de Lidice, todos os 172 homens e rapazes com mais de 16 anos são mortos, em retaliação pela morte do chefe das SS e governador do Protectorado alemão da Boémia-Moravia, actual território da República Checa, Reinhard Heydrich. As mulheres foram enviadas para o campo de concentração de Ravensbruck onde a maior parte morreu. Noventa crianças foram enviadas para o campo de Gneisau. A vila foi completamente arrasada.

- de 1944. O Estádio Nacional é inaugurado oficialmente no decorrer das comemorações do «Dia da Raça». [2]

“Integrado nas comemorações do «Dia da Raça» e contando com a participação de milhares de jovens filiados da MP/MPF e da FNAT («desfilando marcialmente» em fato de ginástica ou com farda de gala), realiza-se em Lisboa , com a presença de Óscar Carmona e Oliveira Salazar, a cerimónia oficial de inauguração do Estádio Nacional.
Construído no âmbito de um programa de obras públicas lançado pelo Estado Novo na fase preparatória das «Comemorações do duplo Centenário», visou afirmar, também no campo desportivo, a grandeza e a superioridade do Portugal «regenerado» devido à acção dos líderes da «Revolução Nacional».
A adopção de uma linguagem arquitectónica «ultra» neo-clássica resulta, no essencial, da reprodução das concepções estéticas monumentalistas e teatrais do III Reich nacional-socialista” [3]

quero precisar, no entanto, a importância sociológica e política que tem para a cidadania, que só se entende livre de "inclinações" conceptuais, a necessiade de revisitarmos o que entendemos por raça, porque da raça muitas vezes poucos são o que sabem do que estão a falar, sobretudo quando a querem inscrever em qualquer intenção nacionalista ou pseudo-nacionalista. Para tal não tenho aqui melhor do que a remissão para mais uma excelente aula de politologia (com um tratamento conceptual muito iscspiano) que é a exortação antropagógica que o meu mui citado mestre JA Maltez faz do tema, no seu Novas e velhas reflexões sobre a nação, em dia que já foi da raça, contra racistas e ideologias pretensamente científicas.

[1] Adaptado da História de Portugal em Datas, Círculo de Leitores, pág. 106.
[2] Retirado do Portal da História.
[3] História de Portugal em Datas, ob. cit., pág. 341.

quarta-feira, junho 07, 2006

Hoje ... de Outros Tempos

Maomé, Portugal e ... o resto do Mundo!
7 de Junho

- de 632. Morte do profeta Mahomet, em Medina.

por Guilherme Pereira (Jornalista)
Maomé

"Oportunamente casado com uma viúva rica, 15 anos mais velha, alguns dos elementos biográficos do profeta Maomé equiparam-no a outros líderes religiosos. Para o bem e a desgraça.

Diante do choque cultural e político entre o islamismo e o Ocidente verificado desde a Revolução Iraniana promovida pelo ayatola Khomeini em 1979, talvez convenha reflectir sobre os fundamentos da religião islâmica e a sua relação com as classes políticas.


Maomé (Mohamed, em árabe) nasceu em Meca por volta de 570, filho de Abdallah e Amina, do clã dos Beni Hashemi, um ramo pobre da tribo dos coraixitas, a tribo que dominava Meca durante o século VII.

Naquela época, a tribo constituía a célula social básica em toda a Arábia, algo que já ocorrera cerca de 1500 anos antes entre os israelitas. O pai de Maomé morreu antes do futuro profeta nascer. A mãe faleceu quando o petiz tinha apenas seis anos.

Aos 25 anos, Maomé passou a trabalhar para uma viúva rica, Cadija, 15 anos mais velha do que ele, com quem se casou. Teve quatro filhas, das quais apenas uma, Fátima (que depois se tornaria nome de santa católica) teve descendentes com Ali, filho de Abu Talib.
A chamada iluminação de Maomé é também um mistério, sendo comum as tradições religiosas apresentarem quinquilharias equiparadas para seus grandes profetas ou presuntivos messias, desde Moisés a Buda, Jesus, Constantino, Shabetai Zvi e outros.
Segundo a tradição, o profeta meditava numa das grutas do Monte Hira, quando ouviu a voz do anjo Gabriel mandando-o recitar a shahada, que se tornaria a profissão de fé do islamismo. Foi Cadija quem o encorajou a revelar a sua visão. Maomé continuou, ao que a propaganda berra, recebendo as suas revelações, mas frequentemente hostilizado ao pregar em Meca. Apenas alguns (poucos) pobres se dispuseram a levar a criatura a sério, posto que a humanidade é sempre feita dos seus cépticos encartados, pouco dispostos a crer em charlatães.
Mas, pouco a pouco, foram aumentando os seguidores, incluindo gente da nobreza, como Abu Bakr, seu primeiro sucessor.

Aumentaram, também, as hostilidades contra a nova religião. Maomé deu à sola para a Abissínia, entre 615 e 616. Em 619 morreram os seus protectores, Abu Talib e Cadija e, em 622, depois de sofrer um atentado, decidiu abandonar Meca definitivamente. O homem não se tratava mal - mudou-se para Iatrib, um rico oásis a 400 quilómetros ao norte de Meca. Esta transferência ficou conhecida como a hégira e marca o início do calendário islâmico.
Medina era habitada por uma maioria de pagãos e por judeus, organizados em torno da sua vida comunitária, com escolas, rabinos e um sistema jurídico próprio. Em pouco tempo, Maomé conseguiu converter a maioria dos pagãos e obrigou, nem sempre por métodos pacíficos, muitos judeus a aceitar a sua fé. A partir desta "república islâmica" que se tornou Medina é que o profeta iniciou sua jihad contra Meca. No ano 632, Maomé fez nova peregrinação a Meca, acompanhado por 80 mil seguidores. Foi durante esta peregrinação que o profeta removeu os ídolos da Caaba - templo em forma cúbica, situado na mesquita central de Meca, onde se encontra a famigerada Pedra Negra, que segundo a tradição foi dada pelo anjo Gabriel a Ismael (filho de Abraão) para selar a aliança de Deus com os homens, reservando o templo apenas a Alá. Pouco depois de regressar a Medina, neste mesmo ano, Maomé morreu, ao que se sabe de morta macaca.
Após a sua morte, o islamismo conquistou (quase sempre pela violência)crescentes adeptos, inicialmente em todo o mundo de fala árabe e, posteriormente, entre outros povos. As duas fontes do islamismo são o Alcorão e a suna, que está sintetizada no hadiz.
Ao contrário da propaganda oficial, o Alcorão não foi escrito directamente por Maomé. A sua versão actual corresponde a uma compilação feita em 652 pelo terceiro sucessor do profeta, o califa Otman, embora o assunto seja tudo menos pacífico. O livro tem 6.226 versículos agrupados em 114 capítulos (suras), que não estão organizados por ordem cronológica, mas segundo a dimensão. Os ulemás dividem o Alcorão em quatro grandes temas: as crenças da fé (al ágida), os cultos (al ibáda), a moralidade (al ajilág) e as relações sociais entre os homens (al muamalát).
Com respeito às duas outras religiões monoteístas do planeta, o islão critica os judeus por serem considerados, conforme a Bíblia, o "povo escolhido de Deus" e por não admitirem que o Alcorão siga a tradição da Torá. Os cristãos são criticados por afirmarem que Cristo seja o filho de Deus. Ainda assim, o islão garante (ao menos teoricamente) protecção (dhimma) aos judeus e cristãos, desde que mantenham seu culto restrito aos locais adequados (sinagogas e igrejas) e não causem distúrbios na comunidade islâmica.
Com o passar do tempo, o islão viu-se dividido entre três correntes básicas: os xiítas, sunitas e sufistas. A origem da divisão entre sunitas e xiítas é uma questão sucessória. Ali Ibn Abu Talib, genro de Maomé (casado com sua filha, Fátima), era o preferido do profeta na função de seguir a sua obra como chefe islâmico. Mas em função de uma série de factos, geralmente mal explicados, Ali foi empossado como quarto califa somente em 655. Em 661, foi assassinado e o cargo passou às mãos do governador da Síria, Mowiya, que conquistou o apoio da maioria islâmica.
A minoria, os xiítas, simpatizante de Ali, não aceitou esta situação, preiteando que o califado passasse para as mãos de Hassan e Hussein, filhos de Ali. Mas ambos acabaram também sendo assassinados, iniciando uma sangrenta tradição de sangue na religião do deserto.
A seita dos sunitas, que hoje constitui cerca de 90% dos muçulmanos, originou-se dos primeiros apoiantes de Moawiya. O seu nome deriva de suna, e tendem a agir de forma mais pragmática quanto às coisas terrenas.
O terceiro grupo são os sufistas, uma corrente exotérica islâmica. Estão mais preocupados com as questões espirituais da mensagem de Maomé, de que com as questões de natureza ortodoxa.
Espero não ser metralhado pela simples revelação de factos iniludíveis, onde borbulham traições, controvérsia e o sangue que jorra, quantas vezes com uma brutalidade inqualificável, em nome de disputas ferozes e caseiras em partes iguais.

Todas as religiões – a Católica infelizmente incluída - têm dezenas de milhões de esqueletos cinicamente arquivados nos armários de milénios.

Mistérios, omissões ou trapaças, são mais que muitos. Já agora: em que texto bíblico ou evangelho se explica por que paragens andou Jesus Cristo entre os 12 os 30 aos?

Os evangelhos aludem a Cristo, aos 12 anos, no templo. Depois, retomam a discursata oficiosa quando ele tem 30 anos, no Rio Jordão. Quem explica 18 anos de uma das mais fantásticas figuras do nosso misticismo colectivo – admiro Jesus Cristo, embora seja ateu, graças a Deus - seguramente a mais investigada, antes de Che Guevara?

No fundo, o Zé Pagode, de Bagdad, Nova Deli ou Madrid, paga a factura de hediondas zangas de comadres s edentas de poder que, hoje, municiam a pauta ideológica de genocídios ao arrepio da Humanidade, da Paz e dos homens bons.

Francamente, não dou para esse peditório, brindado pelas generosas contradições de Bush, Bin Laden e sus muchachos."
(Retirado do Google.pt, em)

- de 1494. Assinatura do Tratado de Tordesilhas.

- de 1755. Criação da Companhia Geral do Grão-Pará e Maranhão, que será estabelecida pelo Alvará de 30 de Outubro de 1756.

- de 1801. Assinatura do Tratado de Badajoz, que é antedatado para 6 de Junho, por conveniência do embaixador francês. Portugal perde a cidade e o termo de Olivença.
(Retirado do Portal da História)

terça-feira, junho 06, 2006

Hoje ... de Outros Tempos

Dia D, ou o começo da concretização da invasão americana da Europa, ainda sem MacDonald's!

6 de Junho

- de 1714. Nasce D. José, filho de D. João V e de D. Maria Ana de Áustria, futuro rei de Portugal.

- de 1755. Lei que restitui aos Índios do estado do Grão-Pará e Maranhão a liberdade das suas pessoas e bens.

- de 1784. Bocage, oficial de marinha, é considerado desertor.

- de 1861. Cavour, ministro do rei da Sardenha, artífice da unidade italiana em torno da casa real de Sáboia, morre.

- de 1926. Gomes da Costa entra triunfalmente em Lisboa, afirmando a vitória militar da «Revolução Nacional».

“Uma vez concluída a concentração de tropas em Santarém, afirmando a vitória militar da «Revolução Nacional» ─ bem como a sua própria supremacia política ─, Gomes da Costa entra triunfalmente em Lisboa à frente de cerca de 15 000 homens provenientes de unidades militares do Norte, Centro e Centro-Sul do país.” [1]

- de 1944. Dia D. Desembarque das tropas aliadas na Normandia.


“Na alvorada de mais um dia 6 de Junho, o Dia D é relembrado na Normandia. Hoje, como então, a maré está baixa. Hoje, como então, a areia endurece debaixo dos pés. Toco com a mão numa viga ferrugenta enterrada na areia, um vestígio das barreiras que revestiam esta praia em 1944. Esta manhã, o céu está carregado. Hoje, como então, vai ser um dia cinzento.


Este é um excerto da reportagem que pode encontrar na edição impressa da NGM – Portugal.

Todos os anos, em Junho, chegam a esta praia grupos de homens silenciosos, que por aqui passeiam, acompanhados pelos familiares e pelas recordações. Um deles é Joseph Vaghi, um enérgico e caloroso oficial veterano da Marinha, responsável pela orientação das manobras de desembarque durante o Dia D num sector sangrento da praia de "Omaha" baptizado com o código de "Easy Red". "Era uma espécie de polícia de trânsito", recorda. Encontro-me com ele no alto das falésias ventosas que se debruçam sobre aquelas areias cinzentas, hoje tão vazias e serenas.
Ali perto fica o cemitério americano, com 9.387 sepulturas, 23 das quais pertencentes a membros da unidade de Joe, o Sexto Batalhão Naval das Praias. Cabia-lhes desactivar minas, marcar corredores no mar para os navios de desembarque, tratar dos feridos atingidos a tiro na posição adiantada da praia e carregá-los para os navios de evacuação através do mar ensanguentado. No dia em que nos encontramos, Vaghi participa na inauguração de um monumento tardio à memória dos camaradas caídos em combate. Segundo afirma, rindo-se, a unidade militar a que pertenciam era tão discreta que as forças armadas dos EUA - e até a própria Marinha - se esqueceram deles durante quase 60 anos. Foi para conhecer homens como Joe Vaghi e ouvir as suas histórias que viajei até à Normandia no Verão passado. Queria descobrir os pedaços fascinantes de história e de heroísmo que, durante décadas, ficaram em grande parte por contar. Muitas destas histórias perderam-se porque o mar se fechou sobre elas, selando bocas para sempre.

(Texto de Thomas B. Allen)
Leia a história completa nas páginas da National Geographic Magazine.”
____________________
[1] História de Portugal em Datas, Círculo de Leitores, pág. 308.

domingo, junho 04, 2006

Hoje ... de Outros Tempos

4 de Junho

E de como nesta data de 1989 ainda se acham sangrentas ditaduras ditas repúblicas populares.

- de 1624. Carta régia que permite a expulsão de Lisboa de pessoas «inquietas e escandalosas».

- de 1738. Nascimento do futuro rei inglês Jorge III (1738-1820). Foi considerado inapto para governar devido a loucura em 1812.

- de 1941. O antigo imperador alemão Guilherme II morre na Holanda, local de exílio desde 1918, ocupada pelo exército alemão.

- de 1989. O governo chinês ordenou ao Exército que expulsasse da Praça de Tiananmen, em Pequim, os manifestantes que a ocupavam desde 16 de Abril. O exército usará tanques, transportes de tropas blindados, metralhadoras, gás lacrimogéneo e bastões para o conseguir matando mais de 3.000 pessoas, prendendo cerca de 1.600 manifestantes, dos quais 27 foram executados. (ver desenvolvimentos deste artigo no Legítima Mente)
Retirado do Portal da História

terça-feira, maio 30, 2006

Hoje ... de Outros Tempos

30 de Maio

- de 1662. Casamento de D. Catarina, filha de D. João IV, com Carlos II de Inglaterra.
- de 1672. Nascimento de Pedro o Grande (1672-1725), imperador da Rússia. Foi responsável pela ocidentalização da Rússia, edificando a cidade de São Petersburgo.
- de 1834. As ordens religiosas masculinas são extintas e os seus bens nacionalizados. A medida é da responsabilidade de D. Pedro, enquanto regente, e de Joaquim António de Aguiar, que passa por isso a ser conhecido por «o Mata-Frades».
- de 1926. O primeiro governo saído do golpe militar de 28 de Maio entra em funções. É presidido pelo comandante Mendes Cabeçadas, herói da Revolução de 5 de Outubro de 1910.

(Tirado do Portal da História)

Ver desenvolvimentos em Legítima Mente

Ainda sobre o 28 de Maio de 1926

Por detrás das reportagens,

Há os pormenores que só quem tem informações muito detalhadas consegue descrever, com significado muito mais profundo na alma de quem as vê, os cenários com que devem ser evocados certos factos históricos.
Sobre o tema em epígrafe, leia-se o interessante post do meu mui citado mestre JAM, em O Tempo Que Passa.

segunda-feira, maio 29, 2006

Hoje ... de Outros Tempos

29 de Maio

- de 1453. Constantinopla é conquistada pelos Turcos, que lhe dão o nome de Istambul. É o fim do Império Bizantino. Marca, na cronologia histórica, a passagem da Idade Média para a Idade Moderna.
- de 1660. A monarquia inglesa é restaurada na pessoa de Carlos II, representante da dinastia Stuart. O rei casará mais tarde com a infanta portuguesa D. Catarina de Bragança, filha de D. João IV.
- de 1848. Criação da Carbonaria Lusitânia, sociedade secreta, fundada em Coimbra, defensora do regime republicano.
- de 1915. Teófilo Braga é proclamado presidente da República, em substituição de Manuel de Arriaga, que se tinha demitido do cargo. Completará o mandato deste até 5 de Outubro de 1815.
- de 1917. Nascimento do Presidente dos Estados Unidos da América John Fritzgerald Kennedy, em Brookline, Massachusetts. Será o mais novo presidente americano.
- de 1953. Edmund Hillary e Narkey Tensing escalam, pela primeira vez, o monte Everest (tecto do Mundo com 8848 m de altitude), nos Himalaias.

Fontes: Portal da História.

(ver desenvolvimentos em Legítima Mente)

domingo, maio 28, 2006

Hoje ... de Outros Tempos

28 de Maio [1]

- de 1357. Com a idade de 66 anos, morre em Lisboa D. Afonso IV, que governou Portugal durante 32 anos.

- de 1911. Primeiras eleições legislativas do regime republicano. A legislação eleitoral é praticamente igual à da monarquia, não sendo estabelecido um sistema eleitoral democrático. Há 850.000 eleitores, dos quais só 60% votarão.
[1] Retirado do Portal da História.
- de 1926. Um golpe militar iniciado em Braga e comandado pelo general Gomes da Costa pôs fim à 1.ª República. (Este assunto tem desenvolvimento interessante em O Tempo Que Passa).
- de 1933. Membros do Partido Nacional-Sindicalista, os «camisas azuis» chefiados por Rolão Preto, surgem fardados nas comemorações do 28 de Maio realizadas em Braga.
- de 1940. A Bélgica rende-se aos alemães.

- de 1952. É inaugurado no Porto o Estádio das Antas.

- de 1961. A Amnistia Internacional é fundada em Londres pelo advogado Peter Berenson. Tendo lido que alguns estudantes tinham sido presos em Portugal, lançou uma campanha para a sua libertação com o nome Apelo à Amnistia.

- de 1975. As sedes do MRPP são ocupadas pelo Comando Operacional do Continente (COPCON), comandado por Otelo Saraiva de Carvalho, que prende alguns dos seus dirigentes.
Ver desenvolvimentos em Legítima Mente
Fontes: Portal da história; História de Portugal em Datas, Círculo de Leitores.

sábado, maio 27, 2006

Hoje ... de Outros Tempos

27 de Maio

- de 1823. Sublevação militar dirigida pelo infante D. Miguel, filho de D. João VI, conhecida pela Vila-Francada. Terminou com a primeira experiência liberal portuguesa, iniciada com a Revolução de 1820.
- de 1834. D. Pedro IV é apupado no Teatro de S. Carlos, quando assistia à representação do Il Pirata, de Belini, devido à amnistia proclamada pela Concessão de Évora-Monte. Terá um ataque de hemoptises e adoecerá. Morrerá em Setembro seguinte.
- de 1871. Antero de Quental lê o texto das Causas da Decadência dos Povos Peninsulares nos Últimos Três Séculos, no decurso das Conferências Democráticas do Casino Lisbonense, mais conhecidas por Conferências do Casino.
- de 1974. É afixado em decreto o primeiro salário mínimo nacional, Esc. 3.300$00 mensais.
- de 1980. É restabelecida, em Coimbra, a tradicional festa da Queima das Fitas. A festa tinha deixado de se realizar em 1969.
(Tirado do Portal da História)
Pode ver os desenvolvimentos no Legítima Mente

domingo, abril 30, 2006

Hoje ... de Outros Tempos

Entre conjunturas europeias e pseudo-revoluções, o destino malfadado da portugalidade, a qual, em dias como este de 1536 do nosso D. João III, dá sinais de não voltar sem o inevitável sebastiânico nevoeiro!
Para recordar destaco, de entre as efemérides possíveis que seguem, a primeira ...

30 de Abril
- de 1536. A Inquisição é instalada em Portugal.
- de 1789. George Washington é empossado no cargo de Presidente dos Estados Unidos da América.
- de 1845. Nascimento de Oliveira Martins. Historiador autodidacta, socialista, defensor mais tarde da instauração de um regime autoritário, será um dos membros da «Geração de 70» do século XIX.
- de 1945. Adolfo Hitler suicida-se em Berlim.
- de 1948. Criação da Organização dos Estados Americanos (OEA).
- de 1975. O Brasil, os Estados Unidos da América, a Espanha e a França reconhecem o novo regime saído do golpe de estado de 25 de Abril anterior.

Vejo as notícias e as datas que a História tem marcadas para os dias deste fim de semana prolongado, ainda mais prolongado neste feudo cor de laranja-amargo-doce (…), e que me aguça o topete? Uma sobre a CGD, no JN de sexta-feira (artigo de um leitor), outra com o artigo de VPV no Público de sábado, tudo isto para servir de condimento às minhas razões, também causadas por episódios da minha vida profissional, tornando pessoais as lamentações de muitos daqueles que, noutras épocas, sofreram com perseguições inquisitoriais, das que ainda andam por aí …

"Desejo falar livre, mas não posso. Nunca se veja o que eu daqui já vejo (…) A medo vivo, a medo escrevo e falo, tenho medo do que falo só comigo; mas ainda a medo cuido, a medo calo (…)"

António Ferreira em Poemas Lusitanos

Valha-nos Deus!

Por tudo isto e o muito mais da nossa infelicidade de que vamos sendo vivos testemunhos, no meu pensamento dançam ideias sobre o bailado social que todos temos seguido, já de cor pela persistência com que insiste em nos condenar, nas garras de um qualquer Leviathan devorador dos seus próprios filhos …
Ah!, Luís Vaz, que desta praia lusitana só andamos por mares já dantes navegados …, pois este mar continental não será, certamente, dominium nostrum! …


A Inquisição

"Maria Mendes foi presa. Confessou logo. Denunciou quantos filhos tinha, netos e parentes, (…) todos quantos conhecia e lhes sabia os nomes, que se entendeu que havia denunciado mais de seiscentas pessoas. Ainda assim foi condenada a morrer queimada. E negou tudo, declarando serem tudo falsidades que haviam posto sobre si e sobre
seus próximos (…) Estando esta mulher no auto já para morrer, uma filha sua que saiu no mesmo auto, em altas vozes lhe quis lembrar alguns parentes, para que ali no auto fosse denunciá-los e não morresse (…)"

Padre António Vieira em Notícias recônditas do modo de proceder da Inquisição com os seus presos (adaptação)

(Retirado da Diciopédia 2000, Porto Editora - veja-se o desenvolvimento do artigo sobre a Inquisição)


A Inquisição era um tribunal eclesiástico destinado a defender a fé católica: vigiava, perseguia e condenava aqueles que fossem suspeitos de praticar outras religiões. Exercia também uma severa vigilância sobre o comportamento moral dos fiéis e censurava toda a produção cultural bem como resistia fortemente a todas as inovações científicas. Na verdade, a Igreja receava que as ideias inovadoras conduzissem os crentes à dúvida religiosa e à contestação da autoridade do Papa.

As novas propostas filosóficas ou científicas eram, geralmente, olhadas com desconfiança pela Inquisição que submetia a um regime de censura prévia todas as obras a publicar, criando o Index, catálogo de livros cuja leitura era proibida aos católicos, sob pena de excomunhão.

As pessoas viviam amedrontadas e sabiam que podiam ser denunciadas a qualquer momento sem que houvesse necessariamente razão para isso. Quando alguém era denunciado, levavam-no preso e, muitas vezes, era torturado até confessar. Alguns dos suspeitos chegavam a confessar-se culpados só para acabar com a tortura. No caso do acusado não se mostrar arrependido ou de ser reincidente, era condenado, em cerimónias chamadas autos-da-fé, a morrer na fogueira.


Execução de condenados pela Inquisição, no Terreiro do Paço, em Lisboa (séc. XVIII)

Defendendo a Igreja Católica as concepções geocêntricas, por as considerar mais de acordo com as Sagradas Escrituras, opôs-se totalmente à teoria heliocêntrica de Copérnico que Galileu defendeu, impondo-lhe silêncio sobre as suas opiniões.

Por isso, a publicação do livro Diálogo sobre os Dois Maiores Sistemas do Mundo custou a Galileu a instauração de um processo pela Inquisição na sequência do qual ele foi obrigado a negar as suas convicções.

"Nós, os cardeais da Santa Igreja Romana, pela graça de Deus, tendo sido nomeados inquisidores-gerais da Santa Fé Católica, verificámos que tu, Galileu, filho de Vicente Galilei, florentino, de 70 anos de idade, já no ano de 1613 foste denunciado a este tribunal do Santo Ofício, em virtude de considerares verdadeira a falsa doutrina de que o Sol é o centro do mundo; e de aceitares a ideia de que a Terra não está imóvel [...].Tendo os teólogos e doutores considerado estas teorias absurdas e erróneas [...] e tendo nós constatado que, depois de teres sido advertido, publicaste em Florença um livro intitulado Diálogo dos Dois Sistemas do Mundo, de Ptolomeu e de Copérnico, no qual continuas a defender as mesmas opiniões [...], declaramos-te, Galileu, fortemente suspeito de heresia. Deverás renegar publicamente as tuas teorias, contrárias aos ensinamentos da Igreja; e ordenamos que o referido Diálogo seja proibido e tu próprio aprisionado nos cárceres do Santo Ofício, ficando à nossa ordem." (Processo de Galileu, semelhante a muitos outros que vão acontecendo, um pouco por aí...).
(Retirado do Google)

quarta-feira, abril 26, 2006

Hoje ... de Outros Tempos

Talvez a última lição da História, neste dia holocáustico!

Que, conjuntamente com outras efemérides de hoje que não tenho de as recordar
( 26 de Abril
- de 1860. Morte do duque da Terceira, marechal do Exército, político liberal. Tinha nascido em 1792.
- de 1937. Aviões alemães, a Legião Condor, bombardeiam a cidade espanhola de Guernica, no País Basco.
- de 1946. É criado o MUD Juvenil.
- de 1986. Acidente na Central Nuclear ucraniana de Chernobyl) - retirado do Portal da História,
apesar de apontá-las, é a última marca da estupidez humana, quando sabe que a nossa capacidade para evitar os riscos da aventura em que nos lança a inteligência não é directamente proporcional à nossa capacidade para os interpretar, descodificar e, assim, instituir a aprendizagem com a qual poderemos não permitir a repetição deste tipo de erros! Não digo mais nada. Apenas reproduzo o que hoje tirei do Google. Vale a pena!

Roentgens
To begin our journey, we must learn a little something about radiation. It is really very simple, and the device we use for measuring radiation levels is called a geiger counter . If you flick it on in Kiev, it will measure about 12-16 microroentgen per hour. In a typical city of Russia and America, it will read 10-12 microroentgen per hour. In the center of many European cities are 20 microR per hour, the radioactivity of the stone.
1,000 microroentgens equal one milliroentgen and 1,000 milliroentgens equal 1 roentgen. So one roentgen is 100,000 times the average radiation of a typical city. A dose of 500 roentgens within 5 hours is fatal to humans. Interestingly, it takes about 2 1/2 times that dosage to kill a chicken and over 100 times that to kill a cockroach.
This sort of radiation level can not be found in Chernobyl now. In the first days after explosion, some places around the reactor were emitting 3,000-30,000 roentgens per hour. The firemen who were sent to put out the reactor fire were fried on the spot by gamma radiation. The remains of the reactor were entombed within an enormous steel and concrete sarcophagus, so it is now relatively safe to travel to the area - as long as we do not step off of the roadway.......

The map above shows the radiation levels in different parts of the dead zone. The map will soon be replaced with a more comprehensive one that identifies more features.

It shows various levels of radiation on asphalt - usually on the middle of road - because at edge of the road it is twice as high. If you step 1 meter off the road it is 4 or 5 times higher. Radiation sits on the soil, on the grass, in apples and mushrooms. It is not retained by asphalt, which makes rides through this area possible.

domingo, abril 23, 2006

Hoje ... de Outros Tempos

Terra é sempre, todos os dias! Não só naquele em que também nasceram figuras célebres, os portugueses descobriram o Brasil e os liberais acabaram com o mais cobarde sistema de repressão que a Humanidade conheceu!

22 DE ABRIL (Retirado do Portal da História)
1. Dia Mundial da Terra.
2. 1500 - Pedro Álvares Cabral descobre as Terras de Vera Cruz, que mais tarde passarão a ser designadas pelo nome de Brasil.
3. 1724 - Nasce o filósofo germânico Immanuel Kant, em Konigsberg, na Prússia.
4. 1732 - Nasce George Washington, em Bridge's Creek, Virgínia, EUA.
5. 1821 - É abolida a Inquisição em Portugal.
6. 1870 - Nasce Vladimir Ilich Ulianov (Lenine) em Simbirsk na Rússia.

Ainda vou a tempo de editar esta rubrica, mesmo já no adiantar do calendário. Assim:

(1) Não subscrevo a comemoração neste dia dedicada à
Terra, porque, necessariamente, é uma das dimensões da nossa existência que, por um lado, prescinde dessa efeméride para ser o que é, quer dizer, a Terra ou sistema Mundo; por outro lado, por ser a realidade que é, e na perspectiva de que o é sempre sob a influência da acção humana, então merece que lhe dediquemos todos os dias das nossas vidas, seja quanto ou como for.

(2) Merece algum destaque, pelo impacto que tiveram nas nossas vidas, seja de que formas for, figuras como
Immanuel Kant, George Washington e Lenine.

(3) Por que razões as
terras de Vera Cruz se tornaram tão importantes para Portugal? Para compreendermos as razões da altura, que o diga a lógica da leitura da História de Portugal, sob o prisma das relações diplomáticas que então se desenrolavam entre a coroa portuguesa, a espanhola e a papista “católica-romano-poucoapostólica”.

(4) Especial destaque a este dia pela abolição da Inquisição, ou Tribunal do Santo Ofício, expressão que apenas deveria ter valido pelo ofício de que se ocuparam as maiores bestas humanas da Idade Média, salvo o devido respeito por aqueles que, nele, achavam o que de santo poderia dalí operar-se, concomitantemente com os que nele encontraram eco para eventuais juízos tribunícios. Mas cristão, lá isso é que não o foi, pois Cristo não sofreu às mãos dos seus carrascos o que, historicamente, conhecemos que muitos passaram nas garras daqueles inquisidores.

Por isso, bem haja o dia em que, neste Abril de tantas aberturas lusitanas, se dá a “extinção do Tribunal do Santo Ofício. O espírito tolerante e laico do liberalismo, que assimilou os valores do iluminismo, entendeu desde logo extinguir este órgão católico repressivo, ao mesmo tempo que pugna pela secularização da sociedade, da cultura e das instituições e por uma não interferência da Igreja nos poderes do Estado.”
[1]

[1] História de Portugal em Datas, Círculo de Leitores, pág. 202.

quarta-feira, abril 19, 2006

Hoje... de Outros Tempos

(1) A natureza é dos "indígenas", mesmo quando Portugal ainda era uma potência mundial (2); (3) e ... como nasce o Partido Socialista!

Como sempre, há nas efemérides uma como que natural escolha/ selecção subjectiva que, na história dos eventos, tendemos a operar.
1. E, porque para uns este dia evoca a trizteza do destino das populações indígenas do Brasil, e para outros o Índio é lembrado no calendário ambiental (consideram-no as duas referências aqui citadas, com alguma frieza realista, como um factor de preservação ambiental, mesmo que os processos de desenvolvimento colonialista e capitaleiros os tenham relevado ao esquecimento), eu prefiro a versão de Aldous Huxley na fantástica obra que é o Admirável Mundo Novo, ou a realidade fielmente interpretada na obra cinematográfica realizada por Roland Joffré "A Missão", contrapondo as artificialidades do "fardo do homem branco" ao teocratismo naturista, a exemplo do nosso P. António Vieira, de que os jesuítas sempre foram, também, eloquentes transmissores: ("Uma das marcas relevantes da espiritualidade franciscana, que de algum modo se pressente no Santo português, é o entendimento do mundo do homem no quadro de uma interioridade que não o fecha sobre si próprio, estimulando um movimento de abertura e de relação solidária a tudo o que o cerca, no âmbito de um já muito vincado optimismo na valorização da criação como obra de Deus. A espiritualidade antoniana permanecerá muito permeável, na forma como viveu a perspectiva da interioridade e da pobreza, ao concreto, à natureza e à relação humana. A interioridade acentua a ideia de dependência em relação aos outros homens bem como ao conjunto da criação, numa espiritualidade eminentemente prática e vivencial" - in Pedro Calafate, retirado do Google).
2. Mas a História também nos dá como que ironias do destino. Senão, vejamos o que, neste dia 19 de Abril de 1648, contingentes significativos de índios fizeram contra as tentativas de usurpação holandesa das nossas possessões ultramarinas, também no Brasil, aqui referidos no Recife... .
Como ironicamente, poderíamos ter perdido a que eraconsiderada a "jóia da Corôa" ... .
3. Tempo ainda para fazer referência a essa transformação da Acção Socialista Portuguesa, neste dia de 1973, na então Alemanha Ocidental, nesse tão curioso Partido Socialista Português (PS), quando o marxismo ainda não era peça arqueológica da ideologia da acção.
Senão, vejam-se, de entre os documentos referentes ao acontecimento, por exemplo o Relatório de Mário Soares ou o seu Manuscrito aonde o fundamentou, apresentados na ocasião.
"No dia 19 de Abril de 1973, na cidade alemã de Bad Munstereifel, militantes da Acção Socialista Portuguesa idos de Portugal e de diversos núcleos no estrangeiro, reunidos em Congresso, aprovam, por 20 votos a favor e 7 contra, a transformação da ASP em Partido Socialista. Finda a votação, todos os congressistas aplaudiram de pé a deliberação. Eram 18 horas."
Esta também será, certamente, mais uma das ironias da nossa História!?