


Observatório da nossa Polis à luz das memórias contínuas do pensamento filosófico português. Inspirado nos «Modernos Publicistas», segue o mesmo espírito crítico e de indignação:«De feito. Ardeu-me de todo o topete». Porque nunca calaremos no descampado onde reina a verdade que nos traz glória, repetiremos sempre a vontade de mestre Herculano: "é que não costumo calar nem attenuar as proprias opiniões onde e quando, por dever moral ou juridico, tenho de manifestá-las" ...!




| A célebre ''avaliação'' e o que diz a proposta Enviado por Domingo, Junho 04 @ 13:46:16 WEST por Amaral |
Eu até já tinha avisado que isto ia dar que falar ... "Tomem lá, que é democrático"! antonioamaral escreveu: "Diz o ditado que não se nasce ensinado, pois se pode desculpar a a ignorância. Mas o que dizer de tantos comentadores que opinam sobre tudo e mais alguma coisa, do "ouvi dizer", do "li a notícia", mas não se dão ao trabalho de irem às fontes, de lerem os documentos?
Se esses "iluminados", geralmente pagos para debitarem o seu discurso, em vez de dizerem "eu sobre isso não sei, mas acho que...", fizessem o que lhes compete, ou seja, de se documentarem, prestavam um serviço útil, em vez de alimentarem a confusão e a ignorância.
No caso, bastava lerem a proposta de alteração ao Estatuto da Carreira Docente. Assim, nos Itens de classificação, Artigo 46.º, na alínea h) do ponto 2, lê-se: "Apreciação realizada pelos pais e encarregados dos alunos que integram a turma leccionada, em relação à actividade lectiva dos docentes".
E, no ponto 3 do mesmo Artigo: "A apreciação dos pais e encarregados de educação é promovida no final de cada ano escolar, pelo director de turma, e traduz-se no preenchimento de uma ficha de modelo a aprovar nos termos do n.º 5 do artigo 44.º". E, este Art. 44.º "Intervenientes no processo de avaliação", p. 5, diz: "Junto de cada escola ou agrupamento de escolas funciona a comissão de coordenação da avaliação que integra três membros do conselho pedagógico, um dos quais o seu presidente, que coordenará, bem como os vice-presidentes ou adjuntos da direcção executiva da escola". E, uma das competências desta comissão é "Garantir o rigor do sistema de avaliação, através da validação ou confirmação dos dados constantes das fichas de avaliação".
Afinal de contas, o DL 115-A/98, não consagra a escola como inserida numa "Comunidade Educativa" representada por docentes, pais e encarregados de educação, alunos e pessoal não docente?
Para quê, tanto barulho!?"
Recebido de webmaster@fersap.pt




Three Roses
Sitting by the fireside with a book in your hand
Two lazy dogs sittin' watchin' your man
Three roses were bought with you in mind
Three roses were bought with you in mind
I gotta stop and see what I'm on about
Stop and feel what I want I gotta
Stop and see what I'm on about
Stop and feel what I want with you
Ah
Walking through a wonderland, I got you by the hand
Every move we made, just as if it were planned
Three roses were bought with you in mind
Three roses were bought with you in mind
I gotta stop and see what I'm on about
Stop and feel what I want I gotta
Stop and see what I'm on about
Stop and feel what I want with you
Ah
(album America, dos America)
America - Three Roses (America)










4. É por isso que, nesta tendência de degenerescência social, não há regra que se traduza na confrontação dicotómica entre esquerdas e direitas. Não! Mas, nesta saga de lutas pelo corpo social, vejo agora com mais clareza as posições mais ou menos radicalizadas de quem se barrica pelas direitas, tentando encontrar inimizade nos que, já “enfermos” do complexo de esquerda, não conseguem discernir na propaganda da cura ilusória o mal de que se alimentam esses que lhes prometem bem.

5. São estas as consequências das mutações dos vírus, de que a sua correspondente societal também sofre: uma vez atacado o corpo (a sociedade) os anticorpos são os primeiros a agir e, por isso, os primeiros a eliminar ou a iludir pelos seres ‘alienígenas’ que se adaptarão ao alvo (corpo hospedeiro), como se disse, através de mutações necessárias à sobrevivência que, de outra forma, não atingirão. Esta adaptabilidade é, assim, condição indispensável à prossecução dos seus objectivos: sobreviver, mesmo à custa da vida alheia, estando nesta o próprio corpo em que subsiste a sua alienação, procurando finalmente controlá-lo e dominá-lo. Depois desta fase (autêntica convulsão social), o corpo hospedeiro pode atingir o caos e desaparecer. Assim, será transformado num outro ser (sociedade) propícia ao desenvolvimento das pretensões vencedoras (estado de pandemia social).

6. Não podemos deixar de abstrair desta reflexão a eventual vigência de um novo PREC. A confirmar-se será, actualmente, mais subtil do que em qualquer outro período pós-revolucionário, pelo que importará esclarecer as nossas consciências cívicas, já vivenciadas em factos e conjunturas historicamente análogos, através da sublime evocação de uma simples lição de dignidade popular, manifestada em exortações como as que aludem à coragem de enfrentar os que, aparentemente, continuam a iludir-nos:
Todos, que tendes falado por mim,
Apenas vejo o que me mentem
Será por pensarem assim
Que eu vejo o que não sentem?
7. Devo, por tudo quanto nos interessa nesta questão, reler e seguir mais aprofundadamente as lições do meu primeiro mestre na ciência política, a quem desde a leitura do Novíssimo Príncipe, tenho citado com alguma frequência para realçar a fidedignidade das fontes com que sustento as minhas conjecturas e reflexões. Mesmo as que, partindo de inspirações nascidas na inquietude da minha existência social, cedo se revêem nos infortúnios a que a sociedade vai assistindo e que nos espíritos se reflectem.

8. Vou, assim, empreender mais uma revisitação à “Luta escalonada” [1] pelo Poder, e tentar melhor perceber o comportamento desses ‘vírus sociais’ que andam por aí, sediados em tudo quanto são organismos institucionais [2], constituindo uma como que sede real do Poder [3], dado que, mesmo electiva e formalmente emergente num sistema representativo, esta força está socialmente activa em todos os domínios e com uma influência institucional muito acima do valor da sua legítima representatividade eleitoral.
[1] Moreira, Adriano JA, Ciência Política, cap. IV, §3º, Almedina, Coimbra, 1984.
[2] Assinale-se que, por coincidência ou não, é pelas lições do mesmo Professor (AJAM) que comecei a percorrer os caminhos que, na academia, levam ao entendimento e apreensão da importância social do institucionalismo. E, porque também faz parte dos conteúdos que lecciono, não deixa de ser devidamente salientado nos meus ensinamentos.
[3] Moreira, Adriano JA, ob. cit., cap. IV, § 1º.



