sábado, junho 10, 2006

Letras do Pensamento

O Fim da Incerteza
Porque escrevo este título com maiúsculas? Porque, ao estar a tentar ver um filme que me faça passar a ligeira insónia, depois de um serão ao ar pouco livre na atmosfera de mais uma feira de vaidades que também se fazem nas escolas públicas portuguesas, com rituais de hipocrisia (apenas encoberta com o esforço daqueles que, institucionalmente, ainda merecem a admiração da res publicae que servem - como é o caso dos que efectivamente da concretização de mais um número anual desta Revista Avenida do Minho
que se faz nesta Escola Pública onde sirvo a comunidade), dou comigo em casa a pegar no portátil, a ligá-lo ao blogger e a "retaliar" o filme que a TV pública passava a esta hora, "O Princípio da Incerteza". E, ao jeito de mais uma das minhas Cogitadelas, dou comigo a constatar que, mais uma vez, os ditos "agentes de socialização" nos induzem no atrasadismo, tal é a distância que medeia entre o significado deste título que agora contemporizo na realidade que passa e a certeza cada vez maior do que nos deveriam, muito democraticamente, confessar os que sabem que o povo se vai consciencializando, cada vez mais, da canalhocracia lusitana que nos domina! A começar pelas escolas de Portugal, sobretudo (como será lícito esperar) as do Ensino Público, onde se esconderão, muito provavelmente, as mais vis subversões do Estado português!!!
E porquê este apontamento na rubrica Letras do Pensamento, que é dedicada à interpretação dos factos sociais, que vamos testemunhando, mas naquela perspectiva de uma crítica social que já tem referência e enquadramento na literatura sobre o pensamento filosófico de cariz portuguesa? Porque, como quis referir com o título deste artigo, chegamos ao fim de um ciclo, certamente, tantos são os dados concretos que retiramos daquilo a que vamos assistindo no nosso quotidiano social, em que não devemos ter mais dúvidas sobre quem nos tem dirigido, como temos sido governados e porquê as coisas (sobretudo os assuntos públicos) têm seguido o rumo dirigido a este estado em que nos encontramos! Com ênfase especial para o facto de, historicamente falando, não estarmos a assistir a algo de novo, mas sim a uma espécie de repetição ou reformulação de cíclicos episódios históricos!
Estamos, com a certeza que terão os princípios que possam definir uma nova interpretação realista dos factos (portanto isentos de qualquer carga ideológico-partidária ou, mesmo, teórico conceptual) perante uma espécie de tiranocracia (em que o tirano, por mais que queira assumir-se como legítimo, nunca poderá conseguir esse estatuto jurídico-político, dado tratar-se de um princeps não conformado com os reais interesses dos súbditos, mas tão somente com os daqueles que constituem o próprio corpo orgânico que é esse gigantesco domínio absoluto dos meios de controlo socializante das instituições que ele próprio cria)! E nova interpretação, sim, mas a partir de princípios que, não tendo forçosamente de ser novos, continuem a corresponder aos valores que mais e melhor sublimem as aspirações da polis, que não pode ser sem cidadãos, mas apenas com eles! Assim sendo, convém dizê-lo, há autoritarismos mais democráticos que alguns democratismos tirânicos, quando transformam a maioria dos interessados numa autêntica hipocrisia com que se apresenta a governação atenta aos maiores interesses de uma minoria cada vez maior.
Agora, que as certezas começam a clarificar a nossa memória à medida que se confirmam no nosso colectivo cepticismo dos "brandos costumes", mais certo ainda está a metodologia dos escalonadores do Poder, dentro d o funcionalismo subserviente dos politicamente correctos à esquerda e à direita do Poder cada vez mais clandestino, à revelia dos mecanoismos legitimadores de uma democracia que apenas se vende em campamnhas eleitorais, nunca se cumpre no campo das realizações existenciais dos seus mais legítimos destinatários.
Mas estas "Letras do Pensamento" ainda irão buscar as raízes do que na nossa cultura filosófica para a educação tem para lembrar, contrariando muitas das expectativas educacionesas dos que hoje, de nada se lembrando porque certamente pouco aprenderam, cairam no esquecimento do papel que cabe aos mais activos intervenientes agentes da Educação em Portugal.
Fica para breve nesta rubrica.

quarta-feira, junho 07, 2006

Hoje ... de Outros Tempos

Maomé, Portugal e ... o resto do Mundo!
7 de Junho

- de 632. Morte do profeta Mahomet, em Medina.

por Guilherme Pereira (Jornalista)
Maomé

"Oportunamente casado com uma viúva rica, 15 anos mais velha, alguns dos elementos biográficos do profeta Maomé equiparam-no a outros líderes religiosos. Para o bem e a desgraça.

Diante do choque cultural e político entre o islamismo e o Ocidente verificado desde a Revolução Iraniana promovida pelo ayatola Khomeini em 1979, talvez convenha reflectir sobre os fundamentos da religião islâmica e a sua relação com as classes políticas.


Maomé (Mohamed, em árabe) nasceu em Meca por volta de 570, filho de Abdallah e Amina, do clã dos Beni Hashemi, um ramo pobre da tribo dos coraixitas, a tribo que dominava Meca durante o século VII.

Naquela época, a tribo constituía a célula social básica em toda a Arábia, algo que já ocorrera cerca de 1500 anos antes entre os israelitas. O pai de Maomé morreu antes do futuro profeta nascer. A mãe faleceu quando o petiz tinha apenas seis anos.

Aos 25 anos, Maomé passou a trabalhar para uma viúva rica, Cadija, 15 anos mais velha do que ele, com quem se casou. Teve quatro filhas, das quais apenas uma, Fátima (que depois se tornaria nome de santa católica) teve descendentes com Ali, filho de Abu Talib.
A chamada iluminação de Maomé é também um mistério, sendo comum as tradições religiosas apresentarem quinquilharias equiparadas para seus grandes profetas ou presuntivos messias, desde Moisés a Buda, Jesus, Constantino, Shabetai Zvi e outros.
Segundo a tradição, o profeta meditava numa das grutas do Monte Hira, quando ouviu a voz do anjo Gabriel mandando-o recitar a shahada, que se tornaria a profissão de fé do islamismo. Foi Cadija quem o encorajou a revelar a sua visão. Maomé continuou, ao que a propaganda berra, recebendo as suas revelações, mas frequentemente hostilizado ao pregar em Meca. Apenas alguns (poucos) pobres se dispuseram a levar a criatura a sério, posto que a humanidade é sempre feita dos seus cépticos encartados, pouco dispostos a crer em charlatães.
Mas, pouco a pouco, foram aumentando os seguidores, incluindo gente da nobreza, como Abu Bakr, seu primeiro sucessor.

Aumentaram, também, as hostilidades contra a nova religião. Maomé deu à sola para a Abissínia, entre 615 e 616. Em 619 morreram os seus protectores, Abu Talib e Cadija e, em 622, depois de sofrer um atentado, decidiu abandonar Meca definitivamente. O homem não se tratava mal - mudou-se para Iatrib, um rico oásis a 400 quilómetros ao norte de Meca. Esta transferência ficou conhecida como a hégira e marca o início do calendário islâmico.
Medina era habitada por uma maioria de pagãos e por judeus, organizados em torno da sua vida comunitária, com escolas, rabinos e um sistema jurídico próprio. Em pouco tempo, Maomé conseguiu converter a maioria dos pagãos e obrigou, nem sempre por métodos pacíficos, muitos judeus a aceitar a sua fé. A partir desta "república islâmica" que se tornou Medina é que o profeta iniciou sua jihad contra Meca. No ano 632, Maomé fez nova peregrinação a Meca, acompanhado por 80 mil seguidores. Foi durante esta peregrinação que o profeta removeu os ídolos da Caaba - templo em forma cúbica, situado na mesquita central de Meca, onde se encontra a famigerada Pedra Negra, que segundo a tradição foi dada pelo anjo Gabriel a Ismael (filho de Abraão) para selar a aliança de Deus com os homens, reservando o templo apenas a Alá. Pouco depois de regressar a Medina, neste mesmo ano, Maomé morreu, ao que se sabe de morta macaca.
Após a sua morte, o islamismo conquistou (quase sempre pela violência)crescentes adeptos, inicialmente em todo o mundo de fala árabe e, posteriormente, entre outros povos. As duas fontes do islamismo são o Alcorão e a suna, que está sintetizada no hadiz.
Ao contrário da propaganda oficial, o Alcorão não foi escrito directamente por Maomé. A sua versão actual corresponde a uma compilação feita em 652 pelo terceiro sucessor do profeta, o califa Otman, embora o assunto seja tudo menos pacífico. O livro tem 6.226 versículos agrupados em 114 capítulos (suras), que não estão organizados por ordem cronológica, mas segundo a dimensão. Os ulemás dividem o Alcorão em quatro grandes temas: as crenças da fé (al ágida), os cultos (al ibáda), a moralidade (al ajilág) e as relações sociais entre os homens (al muamalát).
Com respeito às duas outras religiões monoteístas do planeta, o islão critica os judeus por serem considerados, conforme a Bíblia, o "povo escolhido de Deus" e por não admitirem que o Alcorão siga a tradição da Torá. Os cristãos são criticados por afirmarem que Cristo seja o filho de Deus. Ainda assim, o islão garante (ao menos teoricamente) protecção (dhimma) aos judeus e cristãos, desde que mantenham seu culto restrito aos locais adequados (sinagogas e igrejas) e não causem distúrbios na comunidade islâmica.
Com o passar do tempo, o islão viu-se dividido entre três correntes básicas: os xiítas, sunitas e sufistas. A origem da divisão entre sunitas e xiítas é uma questão sucessória. Ali Ibn Abu Talib, genro de Maomé (casado com sua filha, Fátima), era o preferido do profeta na função de seguir a sua obra como chefe islâmico. Mas em função de uma série de factos, geralmente mal explicados, Ali foi empossado como quarto califa somente em 655. Em 661, foi assassinado e o cargo passou às mãos do governador da Síria, Mowiya, que conquistou o apoio da maioria islâmica.
A minoria, os xiítas, simpatizante de Ali, não aceitou esta situação, preiteando que o califado passasse para as mãos de Hassan e Hussein, filhos de Ali. Mas ambos acabaram também sendo assassinados, iniciando uma sangrenta tradição de sangue na religião do deserto.
A seita dos sunitas, que hoje constitui cerca de 90% dos muçulmanos, originou-se dos primeiros apoiantes de Moawiya. O seu nome deriva de suna, e tendem a agir de forma mais pragmática quanto às coisas terrenas.
O terceiro grupo são os sufistas, uma corrente exotérica islâmica. Estão mais preocupados com as questões espirituais da mensagem de Maomé, de que com as questões de natureza ortodoxa.
Espero não ser metralhado pela simples revelação de factos iniludíveis, onde borbulham traições, controvérsia e o sangue que jorra, quantas vezes com uma brutalidade inqualificável, em nome de disputas ferozes e caseiras em partes iguais.

Todas as religiões – a Católica infelizmente incluída - têm dezenas de milhões de esqueletos cinicamente arquivados nos armários de milénios.

Mistérios, omissões ou trapaças, são mais que muitos. Já agora: em que texto bíblico ou evangelho se explica por que paragens andou Jesus Cristo entre os 12 os 30 aos?

Os evangelhos aludem a Cristo, aos 12 anos, no templo. Depois, retomam a discursata oficiosa quando ele tem 30 anos, no Rio Jordão. Quem explica 18 anos de uma das mais fantásticas figuras do nosso misticismo colectivo – admiro Jesus Cristo, embora seja ateu, graças a Deus - seguramente a mais investigada, antes de Che Guevara?

No fundo, o Zé Pagode, de Bagdad, Nova Deli ou Madrid, paga a factura de hediondas zangas de comadres s edentas de poder que, hoje, municiam a pauta ideológica de genocídios ao arrepio da Humanidade, da Paz e dos homens bons.

Francamente, não dou para esse peditório, brindado pelas generosas contradições de Bush, Bin Laden e sus muchachos."
(Retirado do Google.pt, em)

- de 1494. Assinatura do Tratado de Tordesilhas.

- de 1755. Criação da Companhia Geral do Grão-Pará e Maranhão, que será estabelecida pelo Alvará de 30 de Outubro de 1756.

- de 1801. Assinatura do Tratado de Badajoz, que é antedatado para 6 de Junho, por conveniência do embaixador francês. Portugal perde a cidade e o termo de Olivença.
(Retirado do Portal da História)

terça-feira, junho 06, 2006

Fiat Lux (Do Observatório Social)

E, para complementar a visão que tem sido apresentada sobre esta artificial mas tão crucial polémica, aqui vai mais esta do Portal da Fersap:

Opinião dos pais será consequente
Enviado por Domingo, Junho 04 @ 12:55:26 WEST por Amaral
Hoje Público escreveu: "A apresentação da proposta ministerial para a revisão do estatuto da carreira docente valeu à ministra da Educação uma das semanas em que mais críticas recebeu. A 14 de Junho, Maria de Lurdes Rodrigues enfrentará mais uma greve de professores, convocada pela Fenprof [Federação Nacional dos Professores]. Lamenta que o debate esteja a ser tão extremado e "com grande exagero na argumentação" e apela aos críticos para que façam propostas mais construtivas.Entrevista em Leia Mais...(Entrevista à ministra da Educação pelo PÚBLICO e Rádio Renascença)Que nota dá aos professores portugueses?Não se podem dar notas aos professores portugueses em abstracto. Cada um deverá ser avaliado, poderá ter direito à sua nota, mas não será dada por mim. Será dada pelos seus pares, pela escola onde exerce funções e eu defendo que é também indispensável uma componente de avaliação externa. A proposta do Governo agora em discussão é que sejam os pais a participar nessa avaliação. Penso que, entre os diversos agentes com intervenção exterior à escola, os que têm melhores condições para perceber o desempenho dos professores, sobretudo nas matérias relativas à capacidade de relação e comunicação, são os pais.Que peso terá essa classificação na avaliação global do professor?Essa é uma matéria que está em discussão. As questões da avaliação são muito difíceis e não há modelos perfeitos. Mas isso não nos deve impedir de os ter. Todos os sistemas sujeitos a avaliação melhoram com ela. É isso que pretendemos com o sistema de ensino. Espero ainda que possamos avançar para a avaliação das escolas em paralelo com a dos professores. Porque eu não vejo o trabalho dos professores de forma isolada do contexto em que ele se exerce. Há escolas em que o trabalho é mais exigente e mais difícil. A avaliação dos docentes tem de ter em consideração a dificuldade do contexto em que se insere.Voltando à questão da participação dos pais. Acha exequível que numa família com três ou quatro filhos um dos pais esteja em condições de avaliar 18 ou 20 professores?Esse é um exemplo muito concreto. Os pais são muito diferentes, como diferentes são os alunos, os professores, as escolas. A desigualdade económica e social é uma das características do nosso sistema. De novo, isso não pode ser um obstáculo, mas uma variável que temos de considerar, estudar e ultrapassar. Há pais que participam, pais que não participam, que estão envolvidos na escola com diferentes motivações. De uma coisa ninguém tem dúvida: quanto mais qualificada e empenhada a intervenção dos pais, melhor as condições de aprendizagem das crianças. Então temos de criar condições para que esta participação seja possível, de qualidade e consequente.Por mais diferentes que os pais sejam, têm em comum o facto de ter uma visão muito subjectiva e, eventualmente, faltar-lhes a capacidade técnica para fazer uma avaliação rigorosa do professor.Não está em causa avaliar a capacidade técnica do professor. A avaliação de desempenho tem muitas dimensões: científica, pedagógica, relacional, de participação na organização. Tudo isto deve ser segmentado e devem ser chamados a participar na avaliação diferentes actores.Essa participação traduzir-se-á numa percentagem?Uma percentagem que pode ser mínima. A nossa proposta é uma proposta minimalista. Eu não aceito críticas como os pais não têm condições, os pais são analfabetos. Alguns serão, mas mesmo assim terão muita competência.A ideia é tentar levar os pais à escola, pelo menos?Melhorar a qualidade da participação dos pais nas escolas é um dos objectivos que se podem conseguir. Neste momento é difícil porque as escolas têm tendência para se fechar aos pais. E em muitos casos os pais sentem que não têm uma participação efectiva e consequente. O seu testemunho pode ajudar a despistar casos extremos de desempenho deficiente, porque os pais são os primeiros a perceber as dificuldades de alguns professores no acompanhamento das crianças.A participação pode ser minimalista mas tem de ser consequente. E os riscos podem ser minimizados. Não precisa de ser uma avaliação directa, a nossa proposta é que seja filtrada pelo conselho executivo. Podemos exigir que, para haver avaliação, os pais participem em todas as reuniões, que façam um acompanhamento regular dos seus filhos na escola. Desta forma podemos dar passos significativos na melhoria das escolas e na participação dos pais.Outros dos factores que serão tidos em conta são as notas dos alunos. Não poderá haver uma subversão do sistema, com os docentes a darem boas notas aos alunos que não merecem?O que está apontado na proposta é que serão considerados os resultados. Podem ser as provas de aferição, os exames, ou seja, elementos que não resultam da avaliação interna da escola. O risco que vejo é que seja posta uma ênfase excessiva na orientação dos professores para esses resultados. Como disse no início, não há modelos perfeitos de avaliação. A proposta requer uma participação efectiva dos sindicatos e está aberta à discussão pública. O que tenho percebido é que o debate tem sido muito extremado, com grande exagero na argumentação. Perante uma proposta é preciso ter uma opinião mais construtiva. Tem-se discutido muito, por exemplo, a lista de funções para a profissão docente, mas faltam sugestões concretas sobre o que falta ou o que está a mais.04.06.2006

Fiat Lux (Do Observatório Social)

Agora sim! Para que conste: já tive processos disciplinares por dizer muito menos (por apontar culpas à liderança da minha Escola, entre outas acusações cabalísticas promovidas pelos visados, já sofri um mês de suspensão com perda de vencimento)! E agora, vão processar a Srª Ministra?

Ministra da Educação culpa docentes pelo insucesso escolarEnviado por Terça, Maio 30 @ 14:40:40 WEST por Amaral
Um Pai escreveu: "A ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, responsabilizou os professores pelo insucesso escolar e a falta de qualificação dos alunos e criticou o funcionamento dos estabelecimentos de ensino, noticia hoje a imprensa. Leia Mais e ComenteNa abertura de uma série de seminários, promovidos pelo Conselho Nacional de Educação, no Fórum da Maia, Maria de Lurdes Rodrigues disse que o trabalho dos professores «não se encontra aos serviço dos resultados e das aprendizagens».Maria de Lurdes Rodrigues lamentou também que a escola não esteja a combater as desigualdades sociais.A título de exemplo, refere o Jornal de Notícias, a ministra referiu-se à organização dos horários escolares que, segundo sublinhou, privilegia os alunos melhores, assim como os filhos de funcionários das escolas.«No conjunto de regras de funcionamento da escola tem de se lhe inscrever a preocupação com os resultados dos alunos, medidos quer nas provas de aferição, quer pela qualidade dos diplomas e das competências adquiridas pelos alunos», realçou.Os professores não ficaram incólumes no discurso da ministra da Educação, que considerou ser uma classe com uma cultura profissional (que comparou com os médicos) que não têm como objectivo o sucesso educativo dos alunos, escreve o Diário de Notícias na sua edição de hoje.«[Os docentes] Não são orientados para os casos mais difíceis. Os melhores professores ficam com os melhores alunos e os docentes com pior estatuto na casa levam com as turmas difíceis», afirmou a ministra, garantindo ainda não haver trabalho em equipa nas escolas.Alguns docentes presentes no evento não gostaram das palavras da ministra e protestaram, exortando a governante a adoptar um discurso que respeite a sua dignidade profissional.A governante já apontou várias vezes a falta de mobilização da escola para os resultados dos alunos.No início do mês, em Oliveira de Azeméis, Maria de Lurdes Rodrigues disse que o Ensino Secundário não pode continuar «a preparar alunos apenas para o acesso à universidade».O cenário traçado segunda-feira pela ministra da Educação veio agravar o descontentamento dos professores, gerado pela apresentação das propostas de alteração ao Estatuto da Carreira de Docente, no fim-de-semana passado.Para os sindicatos do sector, as declarações de Maria de Lurdes Rodrigues são «lamentáveis» e «perigosas».Paulo Sucena, da Federação Nacional de Professores (Fenprof), assegurou ao DN que as acusações da ministra - dizendo que as escolas e os docentes não estão orientados para os resultados - «não correspondem à verdade pois, se assim fosse, «não haveria professores a leccionar no interior ou nas áreas urbanas mais marcadas pela indisciplina dos alunos».Já João Dias da Silva, da Federação Nacional de Educação (FNE), disse ao DN que «as generalizações são sempre perigosas e dão mau resultado».Apesar de admitir que possa haver falhas em certos serviços, o responsável lembra todas as escolas que se preocupam com os resultados e até vão mudando a sua actuação em função deles, escreve o DN.Diário Digital / Lusa 30-05-2006 "
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Fiat Lux (Do Observatório Social)

A célebre ''avaliação'' e o que diz a proposta
Enviado por Domingo, Junho 04 @ 13:46:16 WEST por Amaral


Eu até já tinha avisado que isto ia dar que falar ... "Tomem lá, que é democrático"!

Artigos de opinião antonioamaral escreveu: "Diz o ditado que não se nasce ensinado, pois se pode desculpar a a ignorância. Mas o que dizer de tantos comentadores que opinam sobre tudo e mais alguma coisa, do "ouvi dizer", do "li a notícia", mas não se dão ao trabalho de irem às fontes, de lerem os documentos?

Se esses "iluminados", geralmente pagos para debitarem o seu discurso, em vez de dizerem "eu sobre isso não sei, mas acho que...", fizessem o que lhes compete, ou seja, de se documentarem, prestavam um serviço útil, em vez de alimentarem a confusão e a ignorância.

No caso, bastava lerem a proposta de alteração ao Estatuto da Carreira Docente. Assim, nos Itens de classificação, Artigo 46.º, na alínea h) do ponto 2, lê-se: "Apreciação realizada pelos pais e encarregados dos alunos que integram a turma leccionada, em relação à actividade lectiva dos docentes".
E, no ponto 3 do mesmo Artigo: "A apreciação dos pais e encarregados de educação é promovida no final de cada ano escolar, pelo director de turma, e traduz-se no preenchimento de uma ficha de modelo a aprovar nos termos do n.º 5 do artigo 44.º". E, este Art. 44.º "Intervenientes no processo de avaliação", p. 5, diz: "Junto de cada escola ou agrupamento de escolas funciona a comissão de coordenação da avaliação que integra três membros do conselho pedagógico, um dos quais o seu presidente, que coordenará, bem como os vice-presidentes ou adjuntos da direcção executiva da escola". E, uma das competências desta comissão é "Garantir o rigor do sistema de avaliação, através da validação ou confirmação dos dados constantes das fichas de avaliação".

Afinal de contas, o DL 115-A/98, não consagra a escola como inserida numa "Comunidade Educativa" representada por docentes, pais e encarregados de educação, alunos e pessoal não docente?

Para quê, tanto barulho!?"


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Hoje ... de Outros Tempos

Dia D, ou o começo da concretização da invasão americana da Europa, ainda sem MacDonald's!

6 de Junho

- de 1714. Nasce D. José, filho de D. João V e de D. Maria Ana de Áustria, futuro rei de Portugal.

- de 1755. Lei que restitui aos Índios do estado do Grão-Pará e Maranhão a liberdade das suas pessoas e bens.

- de 1784. Bocage, oficial de marinha, é considerado desertor.

- de 1861. Cavour, ministro do rei da Sardenha, artífice da unidade italiana em torno da casa real de Sáboia, morre.

- de 1926. Gomes da Costa entra triunfalmente em Lisboa, afirmando a vitória militar da «Revolução Nacional».

“Uma vez concluída a concentração de tropas em Santarém, afirmando a vitória militar da «Revolução Nacional» ─ bem como a sua própria supremacia política ─, Gomes da Costa entra triunfalmente em Lisboa à frente de cerca de 15 000 homens provenientes de unidades militares do Norte, Centro e Centro-Sul do país.” [1]

- de 1944. Dia D. Desembarque das tropas aliadas na Normandia.


“Na alvorada de mais um dia 6 de Junho, o Dia D é relembrado na Normandia. Hoje, como então, a maré está baixa. Hoje, como então, a areia endurece debaixo dos pés. Toco com a mão numa viga ferrugenta enterrada na areia, um vestígio das barreiras que revestiam esta praia em 1944. Esta manhã, o céu está carregado. Hoje, como então, vai ser um dia cinzento.


Este é um excerto da reportagem que pode encontrar na edição impressa da NGM – Portugal.

Todos os anos, em Junho, chegam a esta praia grupos de homens silenciosos, que por aqui passeiam, acompanhados pelos familiares e pelas recordações. Um deles é Joseph Vaghi, um enérgico e caloroso oficial veterano da Marinha, responsável pela orientação das manobras de desembarque durante o Dia D num sector sangrento da praia de "Omaha" baptizado com o código de "Easy Red". "Era uma espécie de polícia de trânsito", recorda. Encontro-me com ele no alto das falésias ventosas que se debruçam sobre aquelas areias cinzentas, hoje tão vazias e serenas.
Ali perto fica o cemitério americano, com 9.387 sepulturas, 23 das quais pertencentes a membros da unidade de Joe, o Sexto Batalhão Naval das Praias. Cabia-lhes desactivar minas, marcar corredores no mar para os navios de desembarque, tratar dos feridos atingidos a tiro na posição adiantada da praia e carregá-los para os navios de evacuação através do mar ensanguentado. No dia em que nos encontramos, Vaghi participa na inauguração de um monumento tardio à memória dos camaradas caídos em combate. Segundo afirma, rindo-se, a unidade militar a que pertenciam era tão discreta que as forças armadas dos EUA - e até a própria Marinha - se esqueceram deles durante quase 60 anos. Foi para conhecer homens como Joe Vaghi e ouvir as suas histórias que viajei até à Normandia no Verão passado. Queria descobrir os pedaços fascinantes de história e de heroísmo que, durante décadas, ficaram em grande parte por contar. Muitas destas histórias perderam-se porque o mar se fechou sobre elas, selando bocas para sempre.

(Texto de Thomas B. Allen)
Leia a história completa nas páginas da National Geographic Magazine.”
____________________
[1] História de Portugal em Datas, Círculo de Leitores, pág. 308.

domingo, junho 04, 2006

Hoje ... de Outros Tempos

4 de Junho

E de como nesta data de 1989 ainda se acham sangrentas ditaduras ditas repúblicas populares.

- de 1624. Carta régia que permite a expulsão de Lisboa de pessoas «inquietas e escandalosas».

- de 1738. Nascimento do futuro rei inglês Jorge III (1738-1820). Foi considerado inapto para governar devido a loucura em 1812.

- de 1941. O antigo imperador alemão Guilherme II morre na Holanda, local de exílio desde 1918, ocupada pelo exército alemão.

- de 1989. O governo chinês ordenou ao Exército que expulsasse da Praça de Tiananmen, em Pequim, os manifestantes que a ocupavam desde 16 de Abril. O exército usará tanques, transportes de tropas blindados, metralhadoras, gás lacrimogéneo e bastões para o conseguir matando mais de 3.000 pessoas, prendendo cerca de 1.600 manifestantes, dos quais 27 foram executados. (ver desenvolvimentos deste artigo no Legítima Mente)
Retirado do Portal da História

sábado, junho 03, 2006

Fiat Lux (Do Observatório Social)

Há críticas assim, mas ... o bom senso deve, inevitavelmente, imperar:

Há muitos motivos para protestarmos, desde há já muito tempo, pelas mais variadas razões socialmente releantes, a que vamos assistindo ou nas quais vamos participando. E esta da educação, como não pode deixar de ser, é socialmente abrangente. Isso nem merece discussão. Mas ... porque é que tanta gente protesta, tantas vezes, desde há tanto tempo, e quase não se vislumbram, por mais t+énues que sejam, medidas efectivamente implementadoras de uma melhoria na qualidade do ensino? Será assim tão difícil como equilibrar o déficit? Talvez nem seja tão crónico como a dívida pública!(?) ...
Leio com alguma satisfação, nos desabafos deste interactivo companheiro que é o Jumento, o coice que o 'animal' dá nas opiniões que se divulgam acerca desta vital questão que é a da educação! Mas ainda lhe falta mais qualquer coisa. A saber, estabeleceria um triângulo basilar desta problemática, formado apenas pelo grupo dos interessados que são os professores, por um lado, e as escolas onde estão, uns acomodados, outros presos no 'lodo' dos interesses daqueles, por outro; no vértice, como não poderia deixar de ser, está o Orgão que deverá ser o representante da sociedade, inscrito na máquina da governação que atende a estes fins, mas que, presentemente, não os tem sabido pertinentemente definir: o Ministério da Educação! Este nunca poderá deixar de ser o rpimeiro culpado do insucesso escolar que se tem verificado, porque é o primeioro responsável! Segundo, as escolas que, com ou sem a conivência tácita daquele Orgão supervisor, têm realmente tido uma preocupação maior em gerir os recursos que nunca são suficientes para as necessidades que enfrentamos, por vias frequentemente de legalidade duvidosa (lembro-me de, por exemplo, haver escolas que alugam cacifos de 'aloquete', aos os alunos que os requesitarem, mensal ou anualmente, logo no início do ano lectivo, para lá deixarem, praticamente todos os dias, livros e cadernos (entre outros haveres), e os espaços já rareiam para atender a tantas solicitações! O que é isto, pedagogicamente falando? É um autêntico atentado! Quem tem interesse nisto? Os professores? Não é minimamente plausível! Mas, a maior ignomínia, é ainda aquela de se perseguir, psocologica ou, mesmo, disciplinarmente, quem se pronuncie, dentro do mais estrito direito que lhe é reconhecido pelo exercício da profissão docente, contra este estado de coisas!!! Isto é de bradar aos céus,!!! Ajudai-nos, Senhor, porque o que estamos a passar é de fazer corar Sodoma e Gomorra!!!
E isto não pode, com certeza, ficar por aqui!!!
(Comentários de um Professor desesperadamente indignado)!!!

terça-feira, maio 30, 2006

Hoje ... de Outros Tempos

30 de Maio

- de 1662. Casamento de D. Catarina, filha de D. João IV, com Carlos II de Inglaterra.
- de 1672. Nascimento de Pedro o Grande (1672-1725), imperador da Rússia. Foi responsável pela ocidentalização da Rússia, edificando a cidade de São Petersburgo.
- de 1834. As ordens religiosas masculinas são extintas e os seus bens nacionalizados. A medida é da responsabilidade de D. Pedro, enquanto regente, e de Joaquim António de Aguiar, que passa por isso a ser conhecido por «o Mata-Frades».
- de 1926. O primeiro governo saído do golpe militar de 28 de Maio entra em funções. É presidido pelo comandante Mendes Cabeçadas, herói da Revolução de 5 de Outubro de 1910.

(Tirado do Portal da História)

Ver desenvolvimentos em Legítima Mente

Ainda sobre o 28 de Maio de 1926

Por detrás das reportagens,

Há os pormenores que só quem tem informações muito detalhadas consegue descrever, com significado muito mais profundo na alma de quem as vê, os cenários com que devem ser evocados certos factos históricos.
Sobre o tema em epígrafe, leia-se o interessante post do meu mui citado mestre JAM, em O Tempo Que Passa.

segunda-feira, maio 29, 2006

Hoje ... de Outros Tempos

29 de Maio

- de 1453. Constantinopla é conquistada pelos Turcos, que lhe dão o nome de Istambul. É o fim do Império Bizantino. Marca, na cronologia histórica, a passagem da Idade Média para a Idade Moderna.
- de 1660. A monarquia inglesa é restaurada na pessoa de Carlos II, representante da dinastia Stuart. O rei casará mais tarde com a infanta portuguesa D. Catarina de Bragança, filha de D. João IV.
- de 1848. Criação da Carbonaria Lusitânia, sociedade secreta, fundada em Coimbra, defensora do regime republicano.
- de 1915. Teófilo Braga é proclamado presidente da República, em substituição de Manuel de Arriaga, que se tinha demitido do cargo. Completará o mandato deste até 5 de Outubro de 1815.
- de 1917. Nascimento do Presidente dos Estados Unidos da América John Fritzgerald Kennedy, em Brookline, Massachusetts. Será o mais novo presidente americano.
- de 1953. Edmund Hillary e Narkey Tensing escalam, pela primeira vez, o monte Everest (tecto do Mundo com 8848 m de altitude), nos Himalaias.

Fontes: Portal da História.

(ver desenvolvimentos em Legítima Mente)

domingo, maio 28, 2006

Hoje ... de Outros Tempos

28 de Maio [1]

- de 1357. Com a idade de 66 anos, morre em Lisboa D. Afonso IV, que governou Portugal durante 32 anos.

- de 1911. Primeiras eleições legislativas do regime republicano. A legislação eleitoral é praticamente igual à da monarquia, não sendo estabelecido um sistema eleitoral democrático. Há 850.000 eleitores, dos quais só 60% votarão.
[1] Retirado do Portal da História.
- de 1926. Um golpe militar iniciado em Braga e comandado pelo general Gomes da Costa pôs fim à 1.ª República. (Este assunto tem desenvolvimento interessante em O Tempo Que Passa).
- de 1933. Membros do Partido Nacional-Sindicalista, os «camisas azuis» chefiados por Rolão Preto, surgem fardados nas comemorações do 28 de Maio realizadas em Braga.
- de 1940. A Bélgica rende-se aos alemães.

- de 1952. É inaugurado no Porto o Estádio das Antas.

- de 1961. A Amnistia Internacional é fundada em Londres pelo advogado Peter Berenson. Tendo lido que alguns estudantes tinham sido presos em Portugal, lançou uma campanha para a sua libertação com o nome Apelo à Amnistia.

- de 1975. As sedes do MRPP são ocupadas pelo Comando Operacional do Continente (COPCON), comandado por Otelo Saraiva de Carvalho, que prende alguns dos seus dirigentes.
Ver desenvolvimentos em Legítima Mente
Fontes: Portal da história; História de Portugal em Datas, Círculo de Leitores.

sábado, maio 27, 2006

Hoje ... de Outros Tempos

27 de Maio

- de 1823. Sublevação militar dirigida pelo infante D. Miguel, filho de D. João VI, conhecida pela Vila-Francada. Terminou com a primeira experiência liberal portuguesa, iniciada com a Revolução de 1820.
- de 1834. D. Pedro IV é apupado no Teatro de S. Carlos, quando assistia à representação do Il Pirata, de Belini, devido à amnistia proclamada pela Concessão de Évora-Monte. Terá um ataque de hemoptises e adoecerá. Morrerá em Setembro seguinte.
- de 1871. Antero de Quental lê o texto das Causas da Decadência dos Povos Peninsulares nos Últimos Três Séculos, no decurso das Conferências Democráticas do Casino Lisbonense, mais conhecidas por Conferências do Casino.
- de 1974. É afixado em decreto o primeiro salário mínimo nacional, Esc. 3.300$00 mensais.
- de 1980. É restabelecida, em Coimbra, a tradicional festa da Queima das Fitas. A festa tinha deixado de se realizar em 1969.
(Tirado do Portal da História)
Pode ver os desenvolvimentos no Legítima Mente

quarta-feira, maio 24, 2006

Boas Vindas ao 1º Parceiro no Publicista

Que as "Letras do Pensamento", o "Observatório Social" e os "Horizontes da Academia"

Sejam para si espaços de expressão que se dispam da 'poeira' que traz a inibição e o bloqueio pelo medo, o constrangimento de quem vive condicionado, ou a hipocrisia dos ignorantes. E assim sendo, que estes não sejam os únicos meios que aqui encontre para manifestar a criatividade que adivinho em si, e que certamente saberá 'publicitar'.
E porque de uma parceira se trata, aproveito o ensejo para também lhe dedicar este poema, simples mas muito sugestivo de quantos vivem como pensam, o que por certo será um bom exemplo de uma das músicas que aqui quero fazer reviver, porque vale a pena, em mensagem psi ... . Como veremos, este é para si 'terreno' caseiro, o de necessitarmos de traduzir as letras de músicas feitas em comunhão de sentimentos com os seus destinatários ... que bons que foram estes anos de uma musicologia com apogeu, talvez, naqueles mágicos anos 70 ... muitos vamos esperar por esses posts, Ana Márcia! Obrigado!

Three Roses

Sitting by the fireside with a book in your hand
Two lazy dogs sittin' watchin' your man
Three roses were bought with you in mind
Three roses were bought with you in mind
I gotta stop and see what I'm on about
Stop and feel what I want I gotta
Stop and see what I'm on about
Stop and feel what I want with you
Ah

Walking through a wonderland, I got you by the hand
Every move we made, just as if it were planned
Three roses were bought with you in mind
Three roses were bought with you in mind

I gotta stop and see what I'm on about
Stop and feel what I want I gotta
Stop and see what I'm on about
Stop and feel what I want with you
Ah

(album America, dos America)
America - Three Roses (America)

terça-feira, maio 23, 2006

Fiat Lux (Tiradas de Reflexão Pura)

E porque há verdades verdadeiramente platónicas ...

Já não sei como me destrinçar, no pensamento, entre as rubricas que comecei a assinar como "Cogitadelas" e estas "Tiradas de Reflexão Pura", que começaram no Fiat Lux, esse blogue para o qual me acabou o tempo que lhe poderia ter dedicado. Mas não se pode fazer tudo sozinho, e porque é demais ter blogues a mais, vamos lá a ver se mantemos "vivos" estes a que dedicamos tempo, esforço e, por que não dizê-lo, algum afecto (ou mesmo amor)!
Lembro-me de ter assistido a algumas sessões de 'esclarecimento' de seguidores do Guru Maharaji, na época em que estava em moda a filosofia oriental de raíz hindu, como por exemplo, em Lisboa, nos inícios de 70 ... Chamavam a estas sessões sat sang, que um dia me explicaram significar "proferir a palavra esclarecida, que vem de dentro de quem possui o conhecimento ...".
Sem pretender me auto-intitular de possuidor de uma tal "3ª visão", gostaria que estas minhas tiradas mais não fossem a expressão de uma pura reflexão, sem rascunho ou orientação metodológica com que podessem ser elaboradas. Isso poderá observar-se noutras rubricas que, aqui como noutros espaços de expressão, faço questão de assinar.
E porque estou para aqui a ter estas explicações? Porque tenho visto continuamente, nesta societatem portus calensis em que vamos deambulando, factos, artefactos e contrafactos ... que levam o mais simples do homo sapiens (sapiens sapiens para os mais ensinados) a ter de cogitar sobre o que vai assistindo, numa como que mera contemplação de estímulos da mais variada espécie, e que nos chegam a todos, de uma ou outra formas, mais cedo ou mais tarde. Ninguém está imune, nesta affluent society, a estas tão quotidianas infuências sociais.
Ontem vi mais um espectáculo deste estado televisionado, talvez não muito ou nada ensaiado. Mas lamentável, porque foi de fazer inveja ao famosíssimo "O Juiz Decide", de há uns anos: de um lado, JPP e RC a defenderem a comunicação social e o seu papel institucional; de outro lado, MMC e ER a quererem confirmar as teses conspiracionistas, mas a continuarem a esquecer-se do que o meu mui citado mestre já diz no seu post de hoje, isto é, "quem anda à chuva molha-se" ou, diria eu, "com ferros matas, com ferros morres".
E nesta pouco salomónica sessão "judicial" apenas me ressaltou uma plena constatação: há cidadãos, há cidadãos-ministros, e há sindicatos de cidadãos-ministros, sendo que a maioria dos que se julgam povo talvez ainda não caiba em nenhuma das categorias supra citadas (ou, contrariando Tocqueville, rege-nos uma pseudo-democracia porque, de modo cada vez mais evidente, sofremos com as bestiais investidas de uma tirania da maioria de subservientes aos interesses de uma minoria crescente, em espécie e em número).
Por tudo isto me vêm à ideia os princípios subjacentes à filosofia platónica da governação, dentro do seu conceito de polis ideal. E, por mais que o seu discípulo de Estagira (Aristóteles) o quisesse ou quisesse contradizer (como o fez em várias das oposições filosófico-conceptuais que teceu), ainda não se redefiniu melhor forma de expurgar a figura ético-valorativa do homem político (estereotipado na sua definição de rei-filósofo), no que concerne a relação entre a titularidade de cargos públicos e a respectiva detenção de bens patrimoniais ... . Se hoje ainda assim fosse, não tínhamos assistido à procissão ao descalabro de sucessivos elencos governativos, nem à construção privada para fins pseudo-públicos de um W. C. que serviu para mandar 12.000 contos pela "pia abaixo"! ... Não, aqui há grande conspiração! ...?

segunda-feira, maio 15, 2006

Divulga por favor,

PEDIDO DE SANGUE

Por motivos de doença grave, um amigo está hospitalizado à espera de ser operado. Ainda não foi porque tem um tipo de sangue raro, B- (só pode receber de B- ou O-).
Pede-se a quem tenha este tipo de sangue que contacte, com urgência, os seguintes números:
Luis de Carvalho: 931085403
Pedro Leal Ribeiro: 222041893 FAX: 222059125
Se não poderes ajudar, divulga esta mensagem. Não custa passar, hoje por ele, amanhâ por ti.
Obrigado

domingo, maio 14, 2006

Somos aquilo que temos

O que resta dos cantinhos do céu português! Quando já não se luta por um pedaço de pão, com ou sem militares, com ou sem maçons, com ou sem revolução!

Poderia ser mais um Mire On Local. Mas não chega a isso, pois apenas nos ficamos pela simples contemplação deste bocadinho de mare nostrum, já não tão nosso enquanto alguns continuarem a querer vendê-lo a troco das contínuas prebendas com que desenham o espraiar das suas evolutivas carreiras pseudo-democratistas, tão encastadas no vício da ganância rapineira quanto as mediáticas fantasias da sindicância do políticamente correcto em que tecem esta democratura.

Também poderia evocar este triste dia de 1915, marcado por "tumultos violentos em Lisboa com assalto a armazéns e a padarias de multidões à procura de comida" 1. Neste mesmo dia, republicanos com a participação de civis (enquadrados prela Maçonaria) e militares, levam a efeito um movimento revolucionário que custou centenas de mortos e feridos e levou à derrocada do Governo" 2. E proclama-se de novo a República.

O 1.º sargento Alexandre de Carvalho, com um grupode revolucionários à porta do Arsenal de Marinha.
Hoje, proclama-se ainda a democracia quando uns se fecham nos cofres em que encastam o espólio da rapina, e outros já nem tentam reclamar o que outrora não carecia!

ÓH, poeta de Coimbra, volta a cantar:

Gaivotas, que o vento norte não traz
Notícias, que tardam sem razão
Ficarei aqui à espera
Ainda que seja quimera
Teu regresso acontecer
Ficarei até morrer!
Ficarei até morrer!

E, olhando esta maré vazia, contemplando ... a razão me entoa na alma que:
La pensée du Jour: somos aquilo que temos!
(1) Portal da História.
(2) História de Portugal em Datas, Círculo de Leitores
.

domingo, maio 07, 2006

Fiat Lux (Tiradas de Reflexão Pura)

A pandemia dos vírus sociais – ou a social paranóia do parasitismo.

1. Olha para mim, Portugal! Sim, olha, porque sei como olham para ti, e penso como em ti pode acontecer o mesmo que a qualquer um, enquanto cidadão que em ti vive, pensando em nós: tenho reparado nesse “organicismo social”, que te pensa como se fosses esse corpo social em que se querem instalar os que te vêem enfraquecer mas nada fazem por ti, mas em ti querem transformar o seu sonho nessa realidade irrealizável, alimentada pelas fantasias com que em ti constroem as suas utopias. E para isso te querem fraco!
2. Olha para mim, que te quero bem. E por que em ti quero bem, também me atacam os seres da intolerância social, que se agarram às tuas como às minhas fraquezas para se poderem adaptar ao fim único que é a tua degenerescência, única via para dominarem o corpo em que se alojam e de que se alimentam.

3. Mais: na guerra das metamorfoses, em que tais seres iludem aqueles em que se apoiam, como método de descodificação do sistema social que rejeitam (uma espécie de alien social undercover), sobressai essa latente capacidade de mutação virulenta, constituindo a sua arma estratégica mais poderosa, e para a qual não há antídoto conhecido, nem social ou biologicamente eficaz, tal é a implacabilidade com que transformam o corpo que habituaram a pensar na sua regeneração.


4. É por isso que, nesta tendência de degenerescência social, não há regra que se traduza na confrontação dicotómica entre esquerdas e direitas. Não! Mas, nesta saga de lutas pelo corpo social, vejo agora com mais clareza as posições mais ou menos radicalizadas de quem se barrica pelas direitas, tentando encontrar inimizade nos que, já “enfermos” do complexo de esquerda, não conseguem discernir na propaganda da cura ilusória o mal de que se alimentam esses que lhes prometem bem.


5. São estas as consequências das mutações dos vírus, de que a sua correspondente societal também sofre: uma vez atacado o corpo (a sociedade) os anticorpos são os primeiros a agir e, por isso, os primeiros a eliminar ou a iludir pelos seres ‘alienígenas’ que se adaptarão ao alvo (corpo hospedeiro), como se disse, através de mutações necessárias à sobrevivência que, de outra forma, não atingirão. Esta adaptabilidade é, assim, condição indispensável à prossecução dos seus objectivos: sobreviver, mesmo à custa da vida alheia, estando nesta o próprio corpo em que subsiste a sua alienação, procurando finalmente controlá-lo e dominá-lo. Depois desta fase (autêntica convulsão social), o corpo hospedeiro pode atingir o caos e desaparecer. Assim, será transformado num outro ser (sociedade) propícia ao desenvolvimento das pretensões vencedoras (estado de pandemia social).


6. Não podemos deixar de abstrair desta reflexão a eventual vigência de um novo PREC. A confirmar-se será, actualmente, mais subtil do que em qualquer outro período pós-revolucionário, pelo que importará esclarecer as nossas consciências cívicas, já vivenciadas em factos e conjunturas historicamente análogos, através da sublime evocação de uma simples lição de dignidade popular, manifestada em exortações como as que aludem à coragem de enfrentar os que, aparentemente, continuam a iludir-nos:

Todos, que tendes falado por mim,
Apenas vejo o que me mentem
Será por pensarem assim
Que eu vejo o que não sentem?

7. Devo, por tudo quanto nos interessa nesta questão, reler e seguir mais aprofundadamente as lições do meu primeiro mestre na ciência política, a quem desde a leitura do Novíssimo Príncipe, tenho citado com alguma frequência para realçar a fidedignidade das fontes com que sustento as minhas conjecturas e reflexões. Mesmo as que, partindo de inspirações nascidas na inquietude da minha existência social, cedo se revêem nos infortúnios a que a sociedade vai assistindo e que nos espíritos se reflectem.


8. Vou, assim, empreender mais uma revisitação à “Luta escalonada” [1] pelo Poder, e tentar melhor perceber o comportamento desses ‘vírus sociais’ que andam por aí, sediados em tudo quanto são organismos institucionais [2], constituindo uma como que sede real do Poder [3], dado que, mesmo electiva e formalmente emergente num sistema representativo, esta força está socialmente activa em todos os domínios e com uma influência institucional muito acima do valor da sua legítima representatividade eleitoral.


[1] Moreira, Adriano JA, Ciência Política, cap. IV, §3º, Almedina, Coimbra, 1984.
[2] Assinale-se que, por coincidência ou não, é pelas lições do mesmo Professor (AJAM) que comecei a percorrer os caminhos que, na academia, levam ao entendimento e apreensão da importância social do institucionalismo. E, porque também faz parte dos conteúdos que lecciono, não deixa de ser devidamente salientado nos meus ensinamentos.
[3] Moreira, Adriano JA, ob. cit., cap. IV, § 1º.

domingo, abril 30, 2006

Hoje ... de Outros Tempos

Entre conjunturas europeias e pseudo-revoluções, o destino malfadado da portugalidade, a qual, em dias como este de 1536 do nosso D. João III, dá sinais de não voltar sem o inevitável sebastiânico nevoeiro!
Para recordar destaco, de entre as efemérides possíveis que seguem, a primeira ...

30 de Abril
- de 1536. A Inquisição é instalada em Portugal.
- de 1789. George Washington é empossado no cargo de Presidente dos Estados Unidos da América.
- de 1845. Nascimento de Oliveira Martins. Historiador autodidacta, socialista, defensor mais tarde da instauração de um regime autoritário, será um dos membros da «Geração de 70» do século XIX.
- de 1945. Adolfo Hitler suicida-se em Berlim.
- de 1948. Criação da Organização dos Estados Americanos (OEA).
- de 1975. O Brasil, os Estados Unidos da América, a Espanha e a França reconhecem o novo regime saído do golpe de estado de 25 de Abril anterior.

Vejo as notícias e as datas que a História tem marcadas para os dias deste fim de semana prolongado, ainda mais prolongado neste feudo cor de laranja-amargo-doce (…), e que me aguça o topete? Uma sobre a CGD, no JN de sexta-feira (artigo de um leitor), outra com o artigo de VPV no Público de sábado, tudo isto para servir de condimento às minhas razões, também causadas por episódios da minha vida profissional, tornando pessoais as lamentações de muitos daqueles que, noutras épocas, sofreram com perseguições inquisitoriais, das que ainda andam por aí …

"Desejo falar livre, mas não posso. Nunca se veja o que eu daqui já vejo (…) A medo vivo, a medo escrevo e falo, tenho medo do que falo só comigo; mas ainda a medo cuido, a medo calo (…)"

António Ferreira em Poemas Lusitanos

Valha-nos Deus!

Por tudo isto e o muito mais da nossa infelicidade de que vamos sendo vivos testemunhos, no meu pensamento dançam ideias sobre o bailado social que todos temos seguido, já de cor pela persistência com que insiste em nos condenar, nas garras de um qualquer Leviathan devorador dos seus próprios filhos …
Ah!, Luís Vaz, que desta praia lusitana só andamos por mares já dantes navegados …, pois este mar continental não será, certamente, dominium nostrum! …


A Inquisição

"Maria Mendes foi presa. Confessou logo. Denunciou quantos filhos tinha, netos e parentes, (…) todos quantos conhecia e lhes sabia os nomes, que se entendeu que havia denunciado mais de seiscentas pessoas. Ainda assim foi condenada a morrer queimada. E negou tudo, declarando serem tudo falsidades que haviam posto sobre si e sobre
seus próximos (…) Estando esta mulher no auto já para morrer, uma filha sua que saiu no mesmo auto, em altas vozes lhe quis lembrar alguns parentes, para que ali no auto fosse denunciá-los e não morresse (…)"

Padre António Vieira em Notícias recônditas do modo de proceder da Inquisição com os seus presos (adaptação)

(Retirado da Diciopédia 2000, Porto Editora - veja-se o desenvolvimento do artigo sobre a Inquisição)


A Inquisição era um tribunal eclesiástico destinado a defender a fé católica: vigiava, perseguia e condenava aqueles que fossem suspeitos de praticar outras religiões. Exercia também uma severa vigilância sobre o comportamento moral dos fiéis e censurava toda a produção cultural bem como resistia fortemente a todas as inovações científicas. Na verdade, a Igreja receava que as ideias inovadoras conduzissem os crentes à dúvida religiosa e à contestação da autoridade do Papa.

As novas propostas filosóficas ou científicas eram, geralmente, olhadas com desconfiança pela Inquisição que submetia a um regime de censura prévia todas as obras a publicar, criando o Index, catálogo de livros cuja leitura era proibida aos católicos, sob pena de excomunhão.

As pessoas viviam amedrontadas e sabiam que podiam ser denunciadas a qualquer momento sem que houvesse necessariamente razão para isso. Quando alguém era denunciado, levavam-no preso e, muitas vezes, era torturado até confessar. Alguns dos suspeitos chegavam a confessar-se culpados só para acabar com a tortura. No caso do acusado não se mostrar arrependido ou de ser reincidente, era condenado, em cerimónias chamadas autos-da-fé, a morrer na fogueira.


Execução de condenados pela Inquisição, no Terreiro do Paço, em Lisboa (séc. XVIII)

Defendendo a Igreja Católica as concepções geocêntricas, por as considerar mais de acordo com as Sagradas Escrituras, opôs-se totalmente à teoria heliocêntrica de Copérnico que Galileu defendeu, impondo-lhe silêncio sobre as suas opiniões.

Por isso, a publicação do livro Diálogo sobre os Dois Maiores Sistemas do Mundo custou a Galileu a instauração de um processo pela Inquisição na sequência do qual ele foi obrigado a negar as suas convicções.

"Nós, os cardeais da Santa Igreja Romana, pela graça de Deus, tendo sido nomeados inquisidores-gerais da Santa Fé Católica, verificámos que tu, Galileu, filho de Vicente Galilei, florentino, de 70 anos de idade, já no ano de 1613 foste denunciado a este tribunal do Santo Ofício, em virtude de considerares verdadeira a falsa doutrina de que o Sol é o centro do mundo; e de aceitares a ideia de que a Terra não está imóvel [...].Tendo os teólogos e doutores considerado estas teorias absurdas e erróneas [...] e tendo nós constatado que, depois de teres sido advertido, publicaste em Florença um livro intitulado Diálogo dos Dois Sistemas do Mundo, de Ptolomeu e de Copérnico, no qual continuas a defender as mesmas opiniões [...], declaramos-te, Galileu, fortemente suspeito de heresia. Deverás renegar publicamente as tuas teorias, contrárias aos ensinamentos da Igreja; e ordenamos que o referido Diálogo seja proibido e tu próprio aprisionado nos cárceres do Santo Ofício, ficando à nossa ordem." (Processo de Galileu, semelhante a muitos outros que vão acontecendo, um pouco por aí...).
(Retirado do Google)

quarta-feira, abril 26, 2006

Hoje ... de Outros Tempos

Talvez a última lição da História, neste dia holocáustico!

Que, conjuntamente com outras efemérides de hoje que não tenho de as recordar
( 26 de Abril
- de 1860. Morte do duque da Terceira, marechal do Exército, político liberal. Tinha nascido em 1792.
- de 1937. Aviões alemães, a Legião Condor, bombardeiam a cidade espanhola de Guernica, no País Basco.
- de 1946. É criado o MUD Juvenil.
- de 1986. Acidente na Central Nuclear ucraniana de Chernobyl) - retirado do Portal da História,
apesar de apontá-las, é a última marca da estupidez humana, quando sabe que a nossa capacidade para evitar os riscos da aventura em que nos lança a inteligência não é directamente proporcional à nossa capacidade para os interpretar, descodificar e, assim, instituir a aprendizagem com a qual poderemos não permitir a repetição deste tipo de erros! Não digo mais nada. Apenas reproduzo o que hoje tirei do Google. Vale a pena!

Roentgens
To begin our journey, we must learn a little something about radiation. It is really very simple, and the device we use for measuring radiation levels is called a geiger counter . If you flick it on in Kiev, it will measure about 12-16 microroentgen per hour. In a typical city of Russia and America, it will read 10-12 microroentgen per hour. In the center of many European cities are 20 microR per hour, the radioactivity of the stone.
1,000 microroentgens equal one milliroentgen and 1,000 milliroentgens equal 1 roentgen. So one roentgen is 100,000 times the average radiation of a typical city. A dose of 500 roentgens within 5 hours is fatal to humans. Interestingly, it takes about 2 1/2 times that dosage to kill a chicken and over 100 times that to kill a cockroach.
This sort of radiation level can not be found in Chernobyl now. In the first days after explosion, some places around the reactor were emitting 3,000-30,000 roentgens per hour. The firemen who were sent to put out the reactor fire were fried on the spot by gamma radiation. The remains of the reactor were entombed within an enormous steel and concrete sarcophagus, so it is now relatively safe to travel to the area - as long as we do not step off of the roadway.......

The map above shows the radiation levels in different parts of the dead zone. The map will soon be replaced with a more comprehensive one that identifies more features.

It shows various levels of radiation on asphalt - usually on the middle of road - because at edge of the road it is twice as high. If you step 1 meter off the road it is 4 or 5 times higher. Radiation sits on the soil, on the grass, in apples and mushrooms. It is not retained by asphalt, which makes rides through this area possible.