terça-feira, novembro 20, 2007

Tai Chi em Letras (1)

Agradecimento

Devoto-me, sofredor,
ao poder do abrigo
que, do mais além,
fonte certa de aconchego,
se mantém fiel
depositário dos lamentos
que de nós próprios escondemos,
onde já não temos coragem
para , nesse exercício quotidiano
que a vida nos pede,
sempre que nos dá luz e alimento,
sentir a esperança
que pode ser a sorrir,
a chorar, apenas a lamentar,
mas sempre a dar, a dar ... e
poder agradecer!

Assim me entrego em mim,
sem saber como me recebo,
neste enlear de sentimentos
não isentos de culpa, mas sei,
quanto de mim não pertence
à razão de me julgar!
Por isso medito, e penso
na distância por alcançar
até percorrer, sem pecado,
sem erro de enganar,
esses caminhos para mim!
E, então aqui chegado,
que esplendor imenso
poder agradecer!

JRC 2007

domingo, novembro 11, 2007

Ainda ecos da semana que acabou

Continuamos "filhados" p´la subestatal razão não complexa!

Depois de agradecer a meu mui citado mestre JAM a nota solidária deixada no seu blog, onde referiu estar "sempre contra o estatismo e o soberanismo, filhos do terrorismo absolutista da razão não complexa”, ainda me mereceu destaque, nestas navegações pelo ciberespaço, sobretudo a nota de pesar por alguém, que eu não conheço, se ter "das leis da morte libertado". Da forma como li as referências a este (tristemente) inesperado golpe à vida daquele jornalista (Armando Rafael) e amigo de quantos leio (e, nem que seja só por isso, também por mim respeitado seria), aqui me solidarizo neste momento de luto, aos seus familiares e amigos! Muito sinceramente! Assim ... qualquer amigo chora ...!!!

Destaco também o fillamento que a tal razão leviatânica tem debitado à nossa cidadania! E porque já aqui tenho evocado a importância da dimensão educacional neste pilar principal da nossa pretensa democracia, aqui deixo um simples mas muito curioso trecho de mais um colunista (do Jornal de Notícias), para mim desconhecido, mas muito intuitivo nos apontamentos como o de que, agora, deixo testemunho:

" Bem-vindos à era do sucesso escolar!







Impertinências, António, Freitas Cruz, Jornalista

Foram esta semana franqueadas de par em par (faltando apenas, que se saiba, a passadeira vermelha) as portas de acesso à gloriosa era do sucesso escolar. Refiro-me, como é bom de ver, ao regime de faltas às aulas os estudantes que andarem na gandaia durante o ano lectivo terão, no final, uma prova dita de "recuperação", através da qual são absolvidos e aprovados, porventura com voto de louvor e registo de mérito. Está encontrado o sucesso estatístico para europeu ver. Espera-se agora (é só mais um pequeno esforço de facilitismo) que a prova venha a poder ser feita em casa e enviada à escola por fax ou por e-mail, assim se aproveitando os computadores vendidos pelo Governo (bem entendido, os que ainda não avariaram). Longe vão os tempos em que a ministra dizia recear a má sorte dos alunos que, faltando às aulas, se perdiam nos ócios deletérios dos cafés ou em sítios piores. Mais perto, e seguramente menos respeitáveis, estão também os tempos em que se cuidava dos interesses dos estudantes arrebatados pelos pais ao fiel cumprimento dos deveres em troca de férias na neve. E longíssimo ficam (ai de mim!) os tempos em que o velho e adorável professor Xavier me obrigava, e aos meus colegas, a papaguear a tabuada de trás para a frente e da frente para trás. Ah!, e a não dar erros na ortografia e na sintaxe, como agora até tem graça e confere estilo. Ominosos tempos, esses, da «escola risonha e franca», quando não nos passava pela cabeça a ideia de magoar um professor - quanto mais de o insultar e agredir!

António Freitas Cruz escreve no JN, semanalmente, aos domingos”

quinta-feira, novembro 08, 2007

Depois de ontem ... agradeço este desabafo da Mª José NP

Procurando novas nesta blogosfera que mais percorro, dei de caras com um excelente artigo (mas admitindo, sempre, que ninguém diz tudo acerca de qualquer coisa), no DN da Drª Mª José Nogueira Pinto.

Depois da tempestade de ontem, constitui para mim um desabafo. Porque vem iluminar, um pouco mais, o teatro dos acontecimentos em que me vejo envolvido e aprisionado há já quase vinte anos. De que, no fundo porque de princípio, sinto, talvez cada vez mais forte, a vocação que me levou a servir esta causa nobre: participar na construção do futuro a que todos aspiramos.

O que nunca foi fácil, hoje é estupidamente hipócrita! O que já foi causa nobre, hoje é instrumento de perversidade! Aí onde reinou a virtude, dissemina-se, hoje, o vício! Sem discriminação social, funcional, sexual! Apenas com as particularidades inerentes ao jacobinismo xenófofo, de quem não se pode esperar tolerância para com as diferenças, agora, niveladas por pretensas igualdades dos cada vez mais desiguais.

Gostei, "Zèzinha"! Obrigado!!!

"
EDUCAR É CONTRARIAR
Maria José Nogueira Pinto
jurista


Esta fórmula simples era usada pela minha tia e provocava-nos, a nós crianças, os piores sentimentos. Já o povo dizia que de pequenino se torce o pepino. O tempo deu-lhes razão! Toda a polémica em torno de duas questões - o ranking das escolas e o novo regime de faltas - obriga a refrescar a memória sobre quais foram, nos últimos trinta anos, os pressupostos filosóficos do modelo educativo português.

O primeiro e o mais nocivo é o princípio rousseauniano da criança boa, ou boazinha, ou tendencialmente boazinha. Daqui decorre a ideia peregrina de que a escola tem de ser um sítio divertido e os professores uns amigalhaços.

O segundo princípio é o da absoluta igualdade entre todas as crianças. Se a todos devem ser dadas, igualmente, oportunidades, isso não significa que todos, igualmente, as aproveitem. Ao não se querer estabelecer diferenças, optou-se por um nivelamento medíocre, em vez de dar a mão aos mais problemáticos sem tolher os melhores.

Durante trinta anos, diabolizaram-se os valores da autoridade, do rigor, da exigência e da disciplina. O esforço e o mérito, factores que diferenciavam os melhores dos piores, foram tidos como uma ameaça à pureza dos dogmas da bondade natural e da igualdade.

O modelo educativo, objecto de sucessivas tentativas experimentalistas, foi-se reduzindo à mais elementar expressão: uma educação sem memória, métodos simplificados, todo o esforço removido, um excesso de especialização roubando qualquer perspectiva de conjunto, noções fragmentadas sem referência a qualquer pano de fundo. O pensar, o exercício sistemático do raciocínio, o ginasticar do cérebro como única forma de o fortalecer, tudo isso era contra-indicado: aborrecia os alunos, acentuava as diferenças, revelava o potencial e o esforço de uns e o desinteresse ou incapacidade de outros, o mérito e o demérito.

A título exemplificativo, imaginemos como se sairia, hoje, um aluno de dez anos de idade, se submetido a provas idênticas às que enfrentámos nos exames de admissão às Escolas Técnicas e aos Liceus. Decerto não as superaria. Por ser menos inteligente? Não. Por não ter sido capacitado para tal.

O objectivo deixou de ser o de educar e ensinar. A escola tornou-se um entreposto de todos os problemas, desde os meramente burocráticos até aos eminentemente sociais. Sobre o emaranhado legislativo, as instalações sem condições e a falta de orçamento, caíram as circunstâncias dos próprios alunos: a fragilidade das redes familiares, a solidão, os comportamentos aditivos, a pre-delinquência, o abandono.

Politicamente, não foi relevante saber se se estava a produzir iletrados ou se muitos dos alunos faziam da escola um mero local de passagem. Politicamente, o mais importante eram as estatísticas e os indicadores. Para cumprir estes desideratos impunha-se que todas as crianças estivessem inscritas numa escola. Mesmo que a frequentassem pouco e mal.

Comparar o ensino privado e o ensino público, hoje, é comparar o incomparável. O ensino público português formou gerações e gerações com excelente qualidade. Eu frequentei o ensino público, os meus filhos frequentaram o ensino público. Mas, actualmente, as circunstâncias específicas das escolas públicas, que não podem fechar-se à massificação, não podem selecionar os seus alunos, se desgastam a resolver problemas a jusante e a montante, não têm autonomia organizativa e reflectem as ameaças da sua envolvência externa, impedem-nas de disputar rankings.

Tudo isto é óbvio. Desperdiçámos muito do nosso capital humano ao mergulhá-lo num caldo de cultura laxista, bacocamente tolerante e permissiva, que infantilizou as crianças e os jovens. Mudar é quase um acto revolucionário, é ontológico e do domínio da filosofia dos princípios. Não vale a pena culpar a ministra. Melhor será perceber que a educação não é um problema governamental. É, certamente, um problema nacional com culpas partilhadas. E de díficil solução.

quarta-feira, novembro 07, 2007

O 'apagão' educacional!

S. O. S. - PROFESSORES

Finalmente, assumo (publica forma) que já não tenho quaisquer margens para duvidar do complôt que estas subestatais cadeiras de micropoderes administrativos (merece ser investigado quem, de facto), subversivos da ordem institucional q. b., moveram e movem:

1. contra a própria educação (os alunos e, em última instância, a própria evolução social que aí está hipotecada, com esta primazia de interesses pessoais e grupais em detrimento do interesse público geral);

2. contra a minha dignidade estatutariamente inerente à função profissional a que me devotei;

3. contra a minha integridade pessoal, psicológica e (decorrentemente) fisicamente afectada.

S. O. S. - PROFESSORES

Hoje, 6 de Novembro do ano de 2007,

4. depois de quatro processos disciplinares (e sem contar com outras 'ameaças' de processo) e das respectivas sanções;

5. depois anos de "tratamentos" pessoais muito pouco dignificantes por quem, de direito ou de trato devido, poderia ter assumido uma postura, se não não conivente, pelo menos não negligente, pelas funções que desempenha;

6. depois de algum apoio jurídico que uma associação sindical me prestou, aconselhando-me a não ter o meu primogénito em tal ambiente escolar,

OS ALUNOS DE UMA DAS TURMAS A QUEM DOU AULAS, PRIMEIROS INTERESSADOS NA CONSTRUÇÃO DA APRENDIZAGEM QUE CONSTITUI O PRIMEIRO E ÚLTIMO FUNDAMENTO DA EXISTÊNCIA ESCOLAR, NÃO COMPARECEREM NA SALA DE AULA!!! PORQUE, AO QUE TUDO INDICA, ALGUÉM OS APOIA NESSE AUTÊNTICO BOICOTE,

NÃO ME RESTAM OUTRAS ALTERNATIVAS QUE NÃO SEJA O PÚBLICO E INSTITUCIONAL APELO ÀS INSTÂNCIAS COMPETENTES, ASSUMINDO QUE ESTE MEIO INTERNÁUTICO CONSTITUI, PARA MIM, PROVA SÓCIO-TÉCNICA DA MINHA VULNERABILIDADE E FALTAS DE APOIO CAPAZES DE ENFRENTAR OS AUTÊNTICOS ATENTADOS DE QUE TENHO SIDO ALVO.

Por isso, envio este postal a todos quantos, a partir daqui, possam e me queiram ajudar.

Incluindo a própria Comunicação Social não instrumentalizada!

E, em última instância, a Suas Excelências:

Sr. Presidente da República, PD Aníbal Cavaco Silva

Sr. Cardeal Patriarca de Lisboa, Dom José Policarpo

Sr. Procurador-Geral da República, Dr. Pinto Monteiro

Sr. Primeiro-Ministro, Engº José Sócrates

Srª Ministra da Educação, PD Mª de Lurdes Rodrigues

E a todas as outras autoridades competentes!!!

Deus queira!

O Professor autor deste blogue,
José Rodrigo Coelho!

segunda-feira, novembro 05, 2007

Afinal, eles são ... muitos!

Lembro-me de uma passagem da banda desenhada (do Buck Jones), de há quatro décadas passadas, em que um grupo de "conquistadores do Oeste" perseguia uns quantos índios (para aqueles, uns peles vermelhas, ou selvagens), quando um dos gun men observa:
"- Afinal eles são poucos!"
Ao que outro responde:
"- Mas estão bem escondidos!"
(...)

Agora, que nestes meandros do mundo educativo já vou com uns quantos processos, todos de muitas intenções e muito pouco disciplinares (que o fossem, ao menos, disciplinadores?!), vejo que não pode haver margens para dúvidas que "eles", afinal:

- já não são tão poucos como a evolução deste Processo Revolucionário Em Curso deixou a entender (a Escola em que professo não está, de modo algum, isolada nem institucionalmente desacompanhada);
- nem são dignos da identidade sócio-cultural comparável à dis ameríndios;

- já não precisam estar bem escondidos, pois o seu comportamento social/ pressupostos ideológico sócio-estruturantes vincam a moral implícita dos que deveriam moralizar;
- as kafkianíssimas tática e técnicas do linchamento pessoal e profissional (...) estão bem patentes nos meandros do tal subestatal poder dos detentores do contra-poder da Administração Pública!

Eles estão aí! Desde sempre! Agora, mais que nunca!
É uma pandemnia social! Associal!
'Virulogicamente' anti-social!
Moralmente amoral!
Politicamente radical!
Ideologicamente xenófoba!
Naturalmente deshumana!

Fotos picadas de b-westerns

terça-feira, outubro 02, 2007

Das perseguições Kafkianas nesta res publica portuguesa!

Eu também sei escrever. Assim penso, sobretudo a partir dos ecos que me dão os que me escutam e/ ou me lêem e me compreendem.

Não gosto da morfosintaxe complexa, nem de estilos enigmáticos, para dizer em linearidade compreensiva aquilo que é directamene apreensível das situações realmente vivenciadas.

Por isso, apenas aqueles que pensam que conseguem atribuir importância às coisas (quer a tenham ou não) pelo facto de, sobre elas, construírem complicadas construções discursivas, apenas esses, repito-o, o fazem para encobrir a falta do resto da realidade que não conseguem compreender.

É desta forma que julgo justificar o recurso às palavras escritas de meu mui citado mestre JAM, pois com elas encontro a melhor forma de reproduzir muito do que sinto em relação àquilo que a todos os servidores da res publica pode importar. E diz assim:

“Tenho muito orgulho em ser funcionário público, ter um "ofício", ser "vicarium", estar integrado numa instituição e servir uma ideia. Começo a ter vergonha de estar na função pública deste Estado a que chegámos. E quase todos os dias me apetece ir ao meu aforro e publicar um grande anúncio num jornal de grande circulação, pedindo que me dêem emprego para aquilo que sei fazer, longe destas castas capitaleiras e partidocráticas que assaltaram o aparelho de Estado, onde o lastro inquisitorial e pidesco nos asfixia, especialmente com o recente regresso às denunciações de ouvida, com colegas e com chefezinhos a aceitarem as vilanias e a difundirem bufarias.

(…) Vou tentar utilizar o investimento feito noutras unidades orgânicas onde haja ideias de obra, manifestações e cumprimento das regras do Estado de Direito. E mais não digo. Porque tenho vergonha.

quarta-feira, setembro 26, 2007

Ficções intercaladas

Ou quanto não valeria a pena ver este cenário realizar-se? [1]

«Bloco acusa Sócrates de ser "porteiro dos grandes interesses dos negócios".

O Bloco de Esquerda (BE) acusou o primeiro-ministro, José Sócrates, de ser o "porteiro dos grandes interesses, dos negócios" por alegadas pressões a favor da SECIL e da ampliação das pedreiras na Arrábida por mais 37 anos.

O Governo acusa bloco de ser “porteiro dos pequenos interesses dos negócios”, por alegados conluios, muito discretos, dentro dos meandros dos microautoritarismos subestatais que grassam, um pouco por toda a nossa função pública, neste portugalório pós-prequiano, seguindo aquelas modas que já passaram de moda … !(?)

A acusação foi feita por Francisco Louçã, coordenador da Comissão Política do BE, no encerramento de uma conferência sobre alterações climáticas, em Lisboa, organizada pelo agrupamento do Parlamento Europeu Esquerda Unida Europeia/Esquerda Verde Nórdica (GUE/NGL), a que pertencem os bloquistas.

A acusação foi feita por José Sócrates, secretário-geral do PS e PM de Portugal, na abertura das jornadas de reflexão sobre a modernização da função pública europeia, no Porto, organizadas pelo NUREIEVFP (Núcleo Reivindicativo de uma Europa sem Vínculos à Função Pública), com sede inaugurada em Washington, por ocasião da recente visita do nosso PM àquele país.

No final do encontro, Louçã mostrou imagens de Sócrates há dez anos na RTP, quando era ministro do Ambiente, em que admitia a intervenção do Estado nas pedreiras da Arrábida, "se os valores ambientais" assim o exigissem, por exemplo, através da expropriação de terras.

No final desta primeira sessão de trabalhos, Srª Ministra da Educação mostrou imagens de há poucos meses atrás, referentes ao movimento de constestação, desencadeado, também, pelos bloquistas[2], em que resolutamente se mostram contra nova figura do “professor titular”, pois os professores não aceitam um ECD que os “divide, sem sentido, em duas carreiras e que em termos de vencimento significa, para a maior parte dos professores, o regresso aos padrões de 1989”.

Com a música da banda sonora da série "Twin Peaks" em fundo, os participantes puderam ver um pequeno filme e ouvir José Sócrates dizer que defendia a limitação das pedreiras, o que motivou muitos sorrisos e alguns risos.

Com a música do concerto de Zeca Afonso no Coliseu em fundo, ouvindo-se, claramente, “O que faz falta é animar a malta, o que faz falta!” e “Os Vampiros”, os muito interessados participantes puderam ouvir a Srª Ministra apresentar números relativos à ‘vaga de assalto’ ao concuroso para professor titular por parte dos professores do B E e que, neste momento, já são, em grande número, professores titulares.

(…)

Francisco Louçã prometeu "luta" a esta decisão governamental, afirmando tratar-se de "uma questão de democracia".»

José Sócrates prometeu “luta acesa” contar esta mentalidade demagógica, afirmando tratar-se da defesa e preservação da situação democrática em que encontram, sócio-profissionalmente, todos os professores deste país. “Não podemos deixar-nos governar, de fora para dentro das estruturas governativas, por um bando de meninos mimados que pensam ter o monopólio da razão e da moral”, afirmou, com aquele sorriso a que já habituou os portugueses [3].



[1] Toda esta ficção partiu da notícia de que se apresenta, a caracteres negros, parte do texto, intercalada com as intervenções de nossa autoria, a castanho claro, em jeito de crítica ficcionada.

[2] Sobre este assunto podem ver-se alguns desenvolvimentos noticiados pela CS. A título de exemplo, aqui se deixam alguns desses links:

http://www.miguelportas.net/global/15/esquerda15.pdf

http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1282060&idCanal=undefined

http://www.setubalnarede.pt/content/index.php?action=articlesDetailFo&rec=7752

http://www.rtp.pt/index.php?article=260092&visual=16

[3] Ver, sobre este aspecto crítico, esta sugestão do PM:

http://mocho.weblog.com.pt/arquivo/116090.html (quem são esses meninos do BE).

segunda-feira, setembro 24, 2007

Sobre estes momentos de contemplação interior só me lembro de ... Dalai Lama ...!

É já noite, e ainda estou a preparar as minhas tarefas docentes, paternais, obrigacionais, conjugais e outras que mais, todas decentes, porque no meu espírito apenas vem pairar a aura que fui construindo, desde pequenino, ao colo de meus avoengos e vizinhos (que lindas comunidades vicinais se poderiam descrever naquela minha terra vimarânica, cheia de "cantinhos do céu", que dava para todos, ricos e menos pobres, plebeus, gentios, crentes e ateus, mas todos seus)!


foto picada de Olhares.com


O que sentimos que nos toca a imaginação mnemónica, nestes momentos que, de alguma forma, se libertam daquelas obrigações que este mecanismo societal teceu, não para a nossa felicidade, mas para que não possamos dizer a nós próprios que estamos a cooperar num quotidiano de vícios? Que a Natureza o não concebeu, a não ser através das fraquezas com que, assim, deixou o ser humano evoluir. Como que uma certa imperfeição divina! Pecado de ninguém! Ou do futuro, quando para ele corremos sem nos apercebermos dos erros que cometermos na caminhada das miragens!




Oh! Esta luz, que qualquer um pode vislumbrar, não tem qualquer centelha de anormalidade. Apenas o modo como a olhamos e sentimos nos provoca sensações apaziguadoras, que não nos invadem pelos olhos, não! Reconhecemo-las, isso sim, pelo encanto que dela já construímos dentro dos nossos corações e, com isso, sentimos a nossa anima iluminada! É por aí que começa a auto-revelação, se constrói a felicidade, e se vislumbra a aventura da eternidade!





Não! Não fui tentado a assistir a mais um qualquer espectáculo, desta vez, mesmo com um ser espiritual tão referenciável como o Dalai Lama! Não! Não preciso desse espectáculo. Ele sabe-o, e eu sei que ele o sabe, porque com ele estou muitas vezes, sempre que o meu espírito evoca a necessidade de, com ele e com os seus, acreditarmos firmemente, desde o mais profundo dos nossos seres e das nossas capacidades, que estamos seguros nas nossas convicções, dos nossos desejos, ideiais ou quaisquer outras aspirações, pois com isso não queremos monopolizar qualquer perspectiva diferente daquela com que outros, na mesma procura de Ser, nos pretendem impôr a Verdade. Eu chamo-lhe Liberdade segura, que é o mesmo que a inevitabiildade cartesiana do ser o que se pensa, lema fundamental dos que existem liberdadeiramente.

segunda-feira, setembro 17, 2007

Acasalamentos ... de ciências!(?)

Como seria bom ver-se, noutros domínios científicos, outras convergências, sinergéticas de preferência, a fim de caminharmos progressivamente para patamares de existência em que o Homem possa contemplar alguma felicidade interior, reflexo de realizações, exteriores a si, isto é, expressões concretas e objectivas da produção de condições de vida em sociedade condignas com os patamares de consciência cívica já alcançadas pela Humanidade.


Por isso não me espantam as novas desta peça informativa, a não ser tão somente plo facto de ter vindo ... do Brasil! Sim, dos nossos irmãos brasileiros, esses tais conhecidos como os campeões mundiais da desigualdade social, mas que, ao que parece, ainda mostram vontade de dar "novos mundos ao mundo" ...!!!
"Convergência da biologia e da eletrônica gera biochips feitos com DNA
Da redação
14/09/2007
O DNA talvez seja a molécula mais conhecida do mundo. Um justo reconhecimento para a estrutura helicoidal que guarda as informações que descrevem as características de todos os seres vivos. O que poucos sabem é que o DNA é também uma das ferramentas mais utilizadas na nanotecnologia, servindo para a construção de minúsculas estruturas em nanoescala, graças à sua incrível habilidade em gerar estruturas bem definidas.
Biochips
Partindo de outro extremo, das estruturas inorgânicas e metálicas que compõem os chips, os cientistas descobriram que podiam usar a mesma técnica empregada para a construção dos microprocessadores para fabricar microlaboratórios - os famosos biochips, capazes de analisar líquidos orgânicos e até amostras de tecidos vivos.
Os microlaboratórios estão revolucionando a biomedicina e em poucos anos poderão transformar exames de laboratório, que hoje levam dias para ficarem prontos, em uma tarefa tão simples quanto medir a pressão arterial, podendo ser feitos no próprio consultório médico.
Convergência da biologia e da eletrônica
Agora, os cientistas Adam Woolley e Héctor Becerril conseguiram convergir essas duas técnicas - eles desenvolveram um método para a construção de biochips realmente bio, utilizando moléculas de DNA.
A maioria dos chips atuais é feita com uma tecnologia que permite a construção de elementos básicos medindo 90 nanômetros cada um. Alguns dos mais modernos microprocessadores já estão sendo fabricados com transistores medindo 65 nanômetros. A fábrica mais moderna do mundo (2007), pertencente à Panasonic, já consegue fabricar chips utilizando a tecnologia de 45 nanômetros.
Esta corrida pela miniaturização é uma corrida sem fim, mas uma corrida de grandes obstáculos - um deles é que uma nova fábrica dessas custa bilhões de dólares e as empresas não podem simplesmente fechar as fábricas antigas sem que elas tenham pago o investimento. Mas o principal obstáculo talvez seja que a tecnologia está atingindo limites físicos muito sérios e está cada vez mais difícil fazer os componentes encolherem.
Tecnologia de 10 nanômetros
A nova técnica, que foi batizada de nanolitografia por sombra de DNA, conseguiu, em sua primeira versão, gerar estruturas de apenas 10 nanômetros. Os cientistas mesclaram a capacidade de automontagem do DNA com a litografia, a técnica-padrão de fabricação de chips.
Os nanocanais e nanofios resultantes têm dimensões quase 10 vezes menores do que os melhores biochips atuais - que, em apenas alguns casos já estão sendo fabricados com a tecnologia de 90 nanômetros. A maioria deles, por serem ainda experimentais, são feitos com equipamentos mais antigos.
Litografia com DNA
As moléculas de DNA são depositadas sobre o substrato de silício, formando os modelos que se quer desenhar no chip. Sobre elas é depositada uma finíssima película metálica. As moléculas de DNA funcionam como uma espécie de stencil - daí o nome da técnica: nanolitografia por sombra de DNA. A gravação final é feita aplicando-se um plasma de gás altamente reativo, a mesma ferramenta utilizada pela indústria de semicondutores.
Para terminar o processo de fabricação dos biochips, basta entalhar os nanocanais na arquitetura desejada e, a seguir, selar sua parte superior, formando os nanocanais com altíssima precisão. A dimensão exata dos nanocanais pode ser variada alterando-se o ângulo de deposição da película metálica e sua espessura.
A mesma estrutura pode ser utilizada como molde para a fabricação de nanofios ou mesmo peças bidimensionais de formato complexo.
Nano-sensores
Diferentes espessuras dos nanocanais tornam os biochips capazes de trabalhar seletivamente com diversos tipos de moléculas, permitindo, por exemplo, que as reações químicas em seu interior aconteçam apenas entre os compostos desejados.
Isto é essencial para a detecção de determinados agentes patogênicos ou para a fabricação de compostos químicos difíceis de se obter em larga escala. É assim também que deverão funcionar os nano-sensores do futuro, capazes de detectar até moléculas individuais de gases tóxicos ou elementos poluentes.
Bibliografia:
DNA Shadow Nanolithography
Héctor A. Becerril, Adam T. Woolley
Small
20 Aug 2007
Vol.: 3, Issue 9 , Pages 1534 - 1538
DOI: 10.1002/smll.200700240"

domingo, setembro 16, 2007

Reconstrução e recomeço

Depois de já ter arrancado mais um ano lectivo, eis que, por agora, este blogue já pode ser visto com um número mais reduzido de rubricas, apenas condizentes com o espírito inicial do Publicista, fiel à evocação enunciada no cabeçalho.

Para já, estão mais alguns livros para a rubrica Politilendo na forja, a maior parte com o interesse que, aqui, não poderia deixar de lhes dar referência. Logo se verá, de acordo com as disponibilidades que aquelas deambulações de um pequeno Professor de Portugal lhe permitem.
Parece que já estão no sótão da saudade as pequenas mas maravilhosas férias que passei com a minha gente, em terras do Sado.

E as estiradas que tive de efectuar entre a minha querida escola-mãe (ISCSP), o ICS e o ME, nas escapadelas da ímpar praia da Costa da Caparica e das consultas médicas que a saúde exige, para nos livrarmos das maleitas provocadas pelos desígnios dos novos donos da virtude, ao jeito dos jacobinos absolutistas da verdade (ainda não convém falar ...?)

Depois de tudo isso, de muita estrada e de mais uma recepção de ano com um ataque à minha dignidade profissional pelos tais e já ditos cujos, eis que novos desafios se avizinham, pedagógicos e académicos (o meu querido e amigo Prof. JAM também o refere no seu post de hoje), para deles aqui deixar, também, com que entretenir l'esprit. Tudo valerá a pena, 'quando a alma não é pequena' e é grande o que pretendemos dar (depois falaremos).

sábado, julho 14, 2007

IMPERIUM

Para aqueles que se interessam pelos assuntos do pensamento político e que, agora, já vão encontrando tempo de férias, eis um descomprometedor enlace literário, com uma das figuras mais marcantes da história clássica, com todas as referências de civilidade que daí podem (e, quanto a mim, devem) ser retiradas.
Por que são sobejamente elucidativos o contexto literário e os traços da obra que é Imperium, apresentados pela Editora (indicada nos links) inibo-me a fazer-lhe, por agora nesta página, quaisquer outros comentários:

Robert Harris abre trilogia sobre Cícero



Data de publicação:
5-12-2006

Nº de Páginas: 320

"Sinopse: Primeiro volume de uma trilogia que nos transporta até aos últimos quarenta anos da Roma republicana, Imperium segue as carreiras e as vidas dos homens que lutaram por a governar, sobretudo de Cícero. Através dos olhos de Tirão, seu secretário pessoal, materializa-se diante de nós um retrato vivo e repleto de suspense do mundo violento, traiçoeiro, corrupto e labiríntico da cena política romana, e em especial deste prometedor advogado e orador brilhante. Cícero é apenas um jovem senador quando o encontramos no início destas páginas. Porém, assistimos à sua ascensão determinada, implacável e feroz até obter imperium – o sumo poder estatal. Imperium é o primeiro volume de uma trilogia que foi já adquirida por cerca de 23 territórios e desde Setembro já vendeu mais de 200 000 exemplares nos EUA e no Reino Unido. A Presença publicará os dois volumes subsequentes."

Os estados emergem e caem. O poder nunca muda.

Retirado da Presença

Num tempo de invasão dos escaparates das novas edições por verdadeiras enxurradas de romance histórico de cordel, a diferença é sempre de assinalar. E não espanta que, uma vez mais, surja sob assinatura de Robert Harris. A sua obra de ficção (integralmente traduzida entre nós, os primeiros quatro títulos pela Bertrand, o novo pela Presença) começou a tactear o passado recente, da Segunda Guerra Mundial em Enigma (1995) à Rússia estalinista em Archaengel (1999), experimentando um soberbo argumento de história alternativa em Pátria (1992). Mais tarde, em Pompeii (2003) ensaiou um recuo maior no tempo, construindo um romance com subtexto de evidente tempero thriller na Pompeia do ano 69, nos dias que antecederam a histórica erupção do Vesúvio que soterrou a cidade. Em todos eles, contudo, uma série de características comuns, do gosto pelo detalhe historicamente correcto à opção pela definição de tramas em volta de heróis improváveis, que triunfam não pela força, mas pela correcta utilização da massa cinzenta. Imperium é diferente. Mais austero na forma, mais rigoroso nas citações, mais próximo de um registo biográfico que dos terrenos de ficção em que os seus quatro primeiros romances afloraram.

Primeira parte de uma já confirmada trilogia (segundo volume a editar em Inglaterra ainda este ano), sobre Cícero, talvez o mais célebre orador e um dos mais prolíficos autores da Roma republicana, Imperium não resvala nos tradicionais lugares comuns da ficção em sede romana (os gladiadores, as orgias), procurando antes nos jogos de poder, nas teias de corrupção e nos sucessivos enredos jurídicos a força que agarra o leitor página a página, com a mesma sede com que acompanhámos em Pátria a demanda de um funcionário público berlinense em busca de pistas sobre os secretos campos de concentração na Polónia nos dias da guerra ou, em Archaengel, a corrida às pistas que revelam uma escondida e perigosa herança de Estaline.

(…)

Imperium é apresentado como uma sucessão de memórias na voz de Tirão, um escravo que o jovem Cícero pediu emprestado ao pai quando partiu para a Grécia para estudar retórica e que, "como acontece com tantos livros úteis", acabou por nunca ser devolvido. Tirão serviu Cícero durante 36 anos, a História tendo guardado o seu nome como o criador da estenografia. Aqui relata-nos apenas os momentos mais movimentados e acidentados – porque "poucas leituras provocam mais tédio que aquelas que falam de felicidade" – da vida do seu amo entre 79 e 64 a.C., ou seja, um intervalo que no passado mais remoto nos recorda a transformação do jovem advogado de sucesso e de discursos apaixonados e implacáveis em senador, sob oposição da aristocracia e, mais tarde, a escalada na hierarquia do poder republicano até à sua eleição como cônsul e consequente obtenção do "imperium", o supremo poder estatal. A escrita ritmada e pouco adornada de Robert Harris toma os desafios nos tribunais e intrigas políticas como motores da acção na qual tomam lugar, como personagens de vulto, outras figuras do seu tempo como Pompeu, Crasso e também um ambicioso Júlio César, a preparar terreno para conquistas posteriores.

A história que Tirão nos relata cruza a vida pessoal de Cícero (que mostra como homem que casa por interesse pelo dinheiro da mulher e faz questão de beijar publicamente os filhos a toda a hora como rosto de uma imagem de homem de família de bons costumes) com factos concretos, uns protagonizados pelo seu amo (o julgamento do corrupto governador siciliano Gaio Verres ou, mais tarde, a conspiração de Catilina), outros apenas episódios fundamentais do seu tempo (a resposta de força à revolta de Espártaco ou as conquistas de Pompeu na Hispânia). Entre figuras e acções, a vida política, jurídica e mundana da Roma de há dois mil anos é-nos oferecida com um realismo não pitoresco, reduzida à condição de espaço que aceita a acção, nunca criando quadros de contemplação descritiva desnecessária.

Robert Harris ganha ao tomar Cícero como um homem cuja astúcia política admira mas do qual não esconde vulnerabilidades, contradições e defeitos (sobretudo a vaidade). E peca apenas quando tenta dissimular um discurso de evidente oposição à actual guerra contra o terrorismo num episódio de ataque pirata a Roma e consequente atribuição, por voto legal, de poderes especiais a Pompeu para derrotar um inimigo especial com uma resposta também especial. E com ares de "quem não está connosco está contra nós", estilo Bush, a sublinhar evidente espelho do presente num passado que não padece destas analogias forçadas para revelar como, na essência, certos jogos de corrupção, compra de favores e manobras de bastidores, afinal, não desapareceram da vida política.”

Retirado da Presença

sexta-feira, julho 13, 2007

Só Agora! (5)

Iniciação

2º Acto

Primeiro Sentir

Logo uma brisa
natureza
que nos desperta
o mundo que temos!

Óh, reflexo em mim
decide
que há-de ser
para te seguir!

Todo o corpo
agora
reage em onda
pela vida fora!

Ainda sem ver
quem sou!
apenas quero, isso
que é de mim!

SA (Ini 2, Ab.)

JRC

quinta-feira, julho 05, 2007

Nesta 'viagem' presidencial europeia ... "alegre eu vou, eu vou" ...!?

Agora que também já sei com que tipo de carácter algumas das personagens de que alguém aqui mui referido me tem falado, dentro da Instituição de Ensino Superior que tanto aprendi a amar ainda antes do 25 de Abril (1) (onde alguns me ensinaram a ir buscar umas resmas de papel para a dita causa de então), essas ditas “santíssimas” sumidades académicas cozem os ‘pratos’ gastronómicos com que alimentam as suas existenciais fantasias, tão puras e plenas de sanidade mental se revelam ao mundo que elas próprias criam, no seu imaginário de ficções/realidades, para aplauso dos que, apenas, se servem delas nessa vénia que prestam os fracos e os hipócritas, ao descobrirem-se envenenados com tão gulosas aparências.

Por mim, neste contínuo atestado médico de interregno passado a uma saúde que teve de se prostrar, quando somos “inconvenientes”, perante as evidências do Estado Espectáculo” a que chegámos, com proliferação de ‘papa-figos’ e respectivos ‘lambe-botas”, ainda prefiro manter aquele vai-vém de tarefas de leitura que o Estado que me paga não me encomendou, nem precisa para que tal eu continue praticando, no dia-a-dia, acções dignas da minha profissão e condignas para os destinatários que com tudo isso se identificam (há-os sempre, esses seres curiosos que ainda sabem ser designados de Estudantes).

Assim, dei novamente de caras com mais este livro aqui anunciado no “Politilendo”, mas cuja oportunidade se contextualiza, neste momento, da forma pedagogicamente mais pertinente, quer pelo interesse académico que, de per si, o seu conteúdo revela, quer pela anunciada discussão que, inevitavelmente, a pluralidade de opiniões sobre o tema sempre provoca:

Os Estados Nacionais e a Economia Global
Vítor Bento


CONTEÚDO

“Baseado numa dissertação de Mestrado em Filosofia da Acção (variante Filosofia Política), defendida na Universidade Católica, o presente livro procura equacionar em que medida é que a ordem internacional baseada na convivência de estados nacionais é afectada pela globalização económica. Partindo da natureza ontologicamente social da existência humana, o livro procura analisar as características que conduzem e enformam a agregação política, o processo que conduziu à formação e à afirmação dos estados nacionais e a interacção da ordem resultante com a globalização económica.Reconhecendo as crescentes limitações que o processo da globalização económica impõe à soberania dos estados nacionais, o livro aponta para a necessidade de cooperação e associação entre estados como a única forma de preservar a margem de afirmação das escolhas e da acção políticas. Pode assim contribuir para a discussão em curso sobre o processo de integração europeia.”

Índice
Nota Introdutória
I. O Homem, Animal Político
II. Emergência e Consolidação dos Estados Nacionais
III. A Economia na Ordem Contemporânea
IV. A Globalização Económica
V. Os Estados Nacionais numa ordem em Mudança

Bibliografia Citada

Retirado do site da Livraria Almedina
(1) Pode ver-se algo sobre as actividades do MAEESL, que com muito orgulho, com muita alegria e com uma grande serenidade interior, integrei em fins de 1971. Daí ter conhecido o ISCSPU, entre outros, quase todos, os estabelecimentos de Ensino Superior de Lisboa.
Veja-se, sobre isto, algo de muito esclarecedor, no “Jornal da Praceta” e no artigo que ‘postei’ no blogue que pagava à "Weblog".

Só Agora! (4)

Iniciação

1º Acto

Nasce o ser


É por todo o céu
sem ver
que mora a luz
que há-de chegar!

Por quem, dizes tu
onde
nós não chegamos
para saber, o quê?!

Que nos resta ter
senão
afastar do nada
o que a Vida dá!

Certo, e estará aqui
contigo
comigo, e sempre
como foi e será!

(SA, Ini 1, Ab.)

JRC

sábado, junho 30, 2007

Os Khmeres cor-de-rosa

Lembro-me de ter aprendido algo sobre a violência das tentadas revoluções radicais e paradigmaticamente totalitárias ocorridas no sudoeste asiático, desde há umas três décadas para cá, e de que foi terrível exemplar a tomada do poder cambojano pelos Khmeres 'rouge'.

Isto vem a propósito de uma parte do que li neste último postal de meu mui citado mestre JAM, e que me fez lembrar toda a tramitação persecutória contra ... movida em certa Escola deste Estado a que chegámos, pelos serviços prestados por essa subserviência dos aconchegados ao dever do beija-a-mão ... E quanto mais rosa, mais bate, mais cala, mais ... O melhor é, mesmo, não lhes darmos corpo para abate! Resistir até poder!

Naquele postal se lê, a dada passagem:

"(...) Se os subsolo ideológico de justificação do poder que marca alguns destes desvarios do regime de chefes de repartição pegar de estaca não tarda que se exija a identificação de todos os blogueiros de cada serviço público, bem como a listagem de dos funcionários que militam em partidos e associações cívicas que criticam o governo e o situacionismo.


Aliás, também seria útil que todos os programas de ensino fossem submetidos à mãozinha censória e, a nível do ensino, em cada aula deveria existir um vigilante que fizesse um adequado relatório a ser remetido para uma adequada central de registo dos não formatados pelo conceito de modernidade vigente. (...)"

Mesmo com todos os choques electrológicos, financiológicos e psicológicos, não tenho dúvidas de que os 'khmeres cor-de-rosa' andam aí!!! Para ficar?

Imagem retirada do Google

sexta-feira, junho 29, 2007

Repensar a Política - Ciência & Ideologia

Depois de ter recomeçado a minha procura de um mais além nos horizontes da literatura politológica, dei de caras com este já anunciado "Repensar a Política - Ciência & Ideologia", do meu caro companheiro de algumas 'andanças' neste "sujar as mãos" na militância partidária, Professor Doutor Paulo Ferreira da Cunha.

Tenho lido de feição alguns dos capítulos que mais directamente me interessam. Mas, no âmbito geral desta obra essencialmente politológica (e não apenas política, seja-me permitido o reparo), resulta certamente algum pensamento refrescante, provocado pela audácia intelectual a que o seu autor se propõe.

Não encontrando melhor síntese para apresentar a arquitectura e conteúdo da obra, aqui deixo a sinopse do site da Almedina:

CONTEÚDO

Repensar a Política é um exercício assumido de liberdade académica e cívica. Quando muitos denunciam a falta de legitimidade nas democracias meramente formais, as grandes ilusões murcharam e os pragmatismos se arriscam a consumir todas as energias, este livro não se quer limitado nem pela convenção nem pela auto-censura. Recusa o tabu estéril que veda aos universitários falarem de política real, reservando-lhes uma pseudo-política abstracta, matemática, teoricista. Por isso, tanto trata de ciências e saberes políticos, como de ideologia - forma em que hoje estão vertidos os ideais. E fá-lo em diálogo com outras disciplinas, desde logo o Direito. Não se propõe uma pretensa e enganadora assepsia, antes procura uma objectividade situada.

Prefácio do Autor à 2.ª Edição

Não sabemos a razão mais profunda e determinante do tópico da surpresa dos autores ante a notícia de que a sua obra se esgotou. Talvez votem os seus escritos a uma espécie de "roda", talvez, perante o deserto de comunicação em alguns meios, creiam que, realmente, ninguém os lerá. A verdade é que muitos sacrificam a esse lugar comum.
E curiosamente, não por artifício retórico, mas por efectiva realidade, foi esse, também, desta feita, o nosso caso. Não contávamos que a primeira edição deste livro, publicada há tão pouco tempo, se visse tão rapidamente esgotada.
Ainda bem.
A obra foi bem divulgada e contou com duas apresentações públicas de altíssimo coturno: em Lisboa, esteve a cargo do Prof. Doutor Diogo Freitas do Amaral; e no Porto, foi feita pelo Prof. Doutor José Joaquim Gomes Canotilho, nomes que, realmente (e esbarramos em novo tópico) dispensam mesmo apresentações.
Certamente foi esse o segredo e a razão do seu acolhimento pelo público, e não os méritos do seu obscuro autor.
De qualquer modo, devemos fazer também justiça aos nossos estudantes que, recusando a pirataria das fotocópias, decerto foram responsáveis pela aquisição de muitos exemplares. Com efeito, este livro, a par de Política Mínima., constituiu um dos recomendados na nossa regência da cadeira de Ciência Política, na Universidade do Porto.
Tomado de surpresa, a revisão ora feita foi minimalista. Limitou-se ao firme ataque a algumas esparsas gralhas, às actualizações mais evidentes determinadas pelo rodar histórico das coisas, incluindo acrescentos bibliográficos mais imediatos, etc. Onde se levou a cabo intervenção mais cuidada e profunda foi na exposição do espectro ideológico-partidário português, que entretanto se advertiu necessitar de uma revisão mais profunda. Matéria sempre delicada, e por isso sempre a necessitar de novos retoques que permitam evidenciar os verdadeiros contrastes e matizes.
Incluem-se ainda nesta edição, de seguida, os textos escritos correspondentes às suas apresentações públicas referidas.
Era nosso desejo incluir ainda nesta edição, de seguida, os textos escritos correspondentes às apresentações públicas deste livro, já mencionadas. Acaba por, desta feita, não poder figurar ainda o testo do Prof. Doutor Diogo Freitas do Amaral, que pouco depois dessa sua intervenção, seria de novo chamado a altas e muito absorventes funções governamentais. Temos contudo a promessa de vir a contar no futuro com o seu texto. Desde já, abre este livro com uma muito honrosa Apresentação, da autoria do Prof. Doutor José Joaquim Gomes Canotilho, Catedrático de Direito Constitucional e Ciência Política da Faculdade de Direito de Coimbra.


ESTRUTURA

ÍNDICE

PARTE PRIMEIRA - REVER OS FUNDAMENTOS
Capítulo Primeiro - Saberes
Epistemologia
Política e Direito
Especialização e Criação
Formas, Temas e Estruturas de Investigação
A Filosofia Política: uma Scientia Política
Capítulo II - Fundadores
Aristóteles, a Invenção do Jurídico
Maquiavel, a Autonomização do Político
PARTE II - REAVALIAR OS PARADIGMAS
Capítulo Primeiro - Instituições
Formas Políticas
Constituição e Constitucionalismos
Capítulo II - Ideologias e Utopias
Ideologia e Ideologias
A Oposição Binária: Direita e Esquerda
Terceiras Vias
Política e Direito numa "Utopia" Contemporânea
Desafios Juspolíticos Hodiernos

quarta-feira, junho 27, 2007

Só Agora! (3)

Iniciação

Encontro de limites
primeiro
são para saíres
da náusea dimensão!

Procura em ti
verás que não és
aqueles
que por ti pensam!

Em breve acharás os
que somos
quem nada tem
que querer de ti?

Por aí se revelarão,
fraternos
no instante dos teu
olhar, intemporal!...

(SA, Ini 1, 3)

JRC

domingo, junho 24, 2007

Só Agora! (2)

Iniciação

Não temas por continuar
amanhã
só existe na imaginação
que tens do futuro!

Por isso vai, longe
até te sentires chegar
onde
a pressa já não há!

Então contemplarás
o momento
em que tudo se revela
eterna continuação!

Que vês tu, então?
Apenas o que existe
és tu
e o teu lugar!

(SA, Ini 1, 2)

JRC

domingo, junho 17, 2007

Só Agora! (1)

Iniciação

Basta ver com a alma
o que sem rima
combina
esse olhar com sentir!

Deixa-te ser, mesmo
sem corpo
que pese nesse imenso
vazio por ti preenchido!

Não mais hesitarás
em ter na mão as regras
com que
abres a tua liberdade!

Então?, vislumbra,
absorve a magnitude e
amarás
tudo a que pertences!

(SA, Ini 1, 1)

JRC