Observatório da nossa Polis à luz das memórias contínuas do pensamento filosófico português. Inspirado nos «Modernos Publicistas», segue o mesmo espírito crítico e de indignação:«De feito. Ardeu-me de todo o topete». Porque nunca calaremos no descampado onde reina a verdade que nos traz glória, repetiremos sempre a vontade de mestre Herculano: "é que não costumo calar nem attenuar as proprias opiniões onde e quando, por dever moral ou juridico, tenho de manifestá-las" ...!
segunda-feira, fevereiro 18, 2008
Mais um apelo ao exílio
Espero comentário do JVM ou da Deuxième
Coincidências históricas
"P.S. - EU AMO-TE
Ahern, Cecelia
Quase todas as noites Holly e Gerry tinham a mesma discussão – qual dos dois se ia levantar da cama e voltar tacteando pateticamente o caminho de regresso ao apetecível leito? Comprar um candeeiro de mesa-de-cabeceira parecia não fazer parte dos planos, e assim o episódio da luz repetia-se a cada noite, num rito conjugal de pendor cómico a que nenhum desejava pôr termo. Agora, ao recordar esses momentos de pura felicidade, Holly sentia-se perdida sem Gerry. Simplesmente não sabia viver sem ele. Mas ele sabia-o, conhecia-a demasiado bem para a deixar no mundo sozinha e sem rumo. Por isso, imaginou uma forma de perpetuar ainda por algum tempo a sua presença junto da mulher, incentivando-a a viver de novo. Mas como se sobrevive à perda de um grande amor? Holly ter-nos-ia respondido: não se sobrevive! Mas Holly sobreviveu!"
Mas não sei por que razão é que esta sinopse me fez lembrar a relação entre o nosso PM com o seu PS. Talvez a propósito dos últimos capítulos da novela MA, ou da fidelidade transcendente do dito partido do Governo com a sua histórica paixão!
Francamente, esperava um pouco mais de atenção da referida editora às sinopses que, alguém, lhes redige. Assim …?! Não!
terça-feira, fevereiro 12, 2008
Porque sempre morei no céu!



Então, resta-me, há já uns tempos de meditação, esta máxima: quem está com Deus tem consciência da sua própria inteligência. Por outras palavras, viver com a consciência dessa elevação do espírito é um sinal da inteligència característica da natureza do ser humano. Não é um sinal de redução da nossa liberdade intelectual, a não ser que enveredemos por generalizações sectaristas e adaptadas dessa nossa necessidade de manifestação e contemplação do espírito!

terça-feira, fevereiro 05, 2008
Ecos de outros em minh'alma ... sempre que a voz se solta ...!
Porque será que, de cada vez que há uma voz de desencanto emitida neste tempo que passa, a minha alma se solta e revolta, dando caminho e eco às angústias por que eu, aqui, também vou passando?
Talvez porque eu, de tanto ser achincalhado, kafkianisado, ostracisado e ... já por três vezes multado (em quatro processos disciplinares e outras tantas tentativas frustradas pelos abutres do ditirambo), tenho vontade de chegar (se isso fosso possível?...) ao pé da Srª Ministra da Educação e de lhe dizer, como estas palavras de Adriano (1) já o diziam há 4 décadas atrás:

sábado, janeiro 19, 2008
Um episódico regresso às origens
por me olhares, mãe
horizonte de consolação
paisagem de céu matinal
onde o Sol, em mim
resplandece, sereno
Mas o reencontro de hoje não revê, nas mesmas ruas, as gentes que as fizeram e lhes deram côr, nesse tempo onde a memória só chega pelo sentimento que ainda permanece e não esqueceu a matriarca terra que lhes deu vida - tudo parece de outro qualquer lugar, num tempo que, por isso, não é de ninguém. Resta, apenas, a imagem daquilo que, só por si, apenas se abre para os que a conheceram com outra vida, com outro tempo, com outra vontade de viver.
ver quem sempre te levou
tão longe contigo foi
guardada no coração
tantas vezes esquecida!
As ruas, as casas, o céu, tudo o que permanece, aos olhos visível de quem passa, nada diz do que já foi: a origem citadina de um Portugal que, dali, se espraiou ao Mundo e concebeu o abraço armilar que, por toda a Terra, muitos evocam como a maior manifestação da nossa identidade perante o Mundo.
com verdades de agora
mostra que cá sentes
o Mundo que já foste
por aqui nascido e levado!
trazes contigo também
alegria, música e cena
Andaluz deste aquém
P'ra nós já foi além!
Por isso, prefiro este exemplo, àquele que ouvi em Guimarães:
Compositor e mestre do oud, Rabih Abou-khalil é um dos músicos mais prolíficos da world music. Estudou música Árabe e Europeia no Conservatório de Beirute, bem como em Aleppo e Damasco. Em Através de um importante trabalho de miscigenação da música islâmica com formas musicais do ocidente, Rabih Abou-Khalil criou uma linguagem musical universal que é apreciada e elogiada por amantes e críticos que vão desde o jazz à música clássica passando também pela world music. As participações de Khalil em festivais de jazz internacionais e nas mais prestigiadas salas de espectáculo do mundo são inúmeras. Compôs peças para quarteto gravadas pelo Kronos Quartet e Balanescu Quartet. Importantes músicos como Charlie Mariano, Steve Swallow, Sonny Fortune, Glen Moore, Miroslav Vitous, Kenny Wheeler tocaram nas suas formações e podem ser ouvidos nos seus discos.

Neste concerto, Rabih Abou-Khalil sobe ao palco do Centro Cultural Vila Flor com o pianista Joachim Kühn, nome cimeiro do jazz europeu, e o excelente percussionista americano Jarrod Cagwin. Joachim Kühn marcou o jazz contemporâneo com a sua sensibilidade, imaginação e dinâmica e todas as suas apresentações ao vivo são consideradas únicas. Kühn conseguiu hoje atingir uma maturidade invejável a nível musical e, ao mesmo tempo, encontra-se sempre aberto a novos encontros e linguagens musicais. O percussionista Jarrod Cagwin acompanha Rabih Abou-Khalil, desde 1999, nas apresentações ao vivo. Um trio de luxo que corresponderá às expectativas dos seguidores mais atentos e surpreenderá todos pela naturalidade com que as várias influências estilísticas se cruzam numa linguagem universal capaz de suplantar barreiras." (Biografia e sinopse apresentadas pela Oficina - Centro Cultural Vila Flor
Rabih Abou-khalil oud
Joachim Kühn piano
Jarrod Cagwin bateria e percussão
quarta-feira, janeiro 16, 2008
O caso da cabeça que mudou de corpo
Bom, tudo isto me lembra mais esta opinadela deste senhor já aqui há uns tempos apresentado:
"John Grisham arrisca-se a perder leitores em Portugal com a concorrência que lhe estão a fazer as novelas do BCP e do aeroporto. Enquanto a do BCP caminha para o último episódio e se aguardam as partes II e III, a intriga e o mistério adensam-se no "Estranho Caso do Novo Aeroporto". Os financiadores do estudo da CIP que provocou o emocionante "volte face" herói-cómico do "Alcochete Jamé" continuam encapuzados "com medo de represálias", mas o novo "plot" já tem uma inquietante personagem capaz de desencadear desencontradas emoções entre os espectadores. A Lusoponte, que tudo indica que seja um dos misteriosos encapuzados, fez em 1994 um negócio de pontes com o Estado que o Tribunal de Contas considerou ruinoso para o pobre Estado ("afigura-se bem longe de constituir qualquer ficção a ideia de que o Estado concedente tem sido o mais importante e decisivo financiador da concessão, sem a explorar"), no qual ficava ainda com o monopólio da exploração de tudo o que fosse ponte. Ora quem assinou o negócio por parte do Estado em 1994 foi (as novelas estão cheias de felizes coincidências) o… actual presidente da Lusoponte ("Meu Deus, a cabeça da Natalie Paxton no corpo da Ramona Hensley!", como dizia ontem uma "médium" noutra série). A coisa promete.”
Valham-nos Santo Agostinho, São Bento e Santa Comba Dão? Por este andar da carruagem da tal Entidade, ainda vamos parar a um Estado velho com pretensões e espasmos epilépticos de Novo! Não é preciso tanto, caramba!!!
terça-feira, janeiro 15, 2008
Mudam-se os tempos, não se mudam as vontades? (!...?)
Presto mais um tributo a meu mui citado mestre JA Maltez, agora pelo seu post de hoje, onde, de entre muitas referências possíveis de alinhar para corroborar esta sua manifesta revisitação matinal, relativamente à confusão conceptual gerada nalgumas cabecinhas de abóbora com coroa de beldades intelectuais, atrever-me-ia a citar António Ventura, na já aqui referida obra dirigida por Pedro Calafate (1):
“(…) Houve sempre no movimento operário e socialista português – e não só – uma grande dificuldade em lidar com conceitos precisos, em virtude do deficiente acesso aos textos fundadores, às fontes e aos comentários. (…) De tudo isto resulta uma deficientíssima formação ideológica, com frequentes equívocos e afirmações de que se perfilhava uma postura que entrava, em boa verdade, na mais completa contradição com posições tomadas e textos produzidos. (…) O escritor libertário Emílio Costa – um profundo conhecedor do movimento operário e social da época – escrevia em 1903: «O socialismo não tem progredido entre nós, porque não se coaduna com o carácter do povo e porque tem praticado erros de propaganda […]. O português é essencialmente federalista, autónomo e regionalista. Suporta actualmente uma feroz centralização, porque está bestializado, sem consciência do que foi e é capaz de ser. Por isso lhe há-de repugnar fatalmente a doutrina do socialismo de Estado; ao passo que há-de aceitar de boa vontade a doutrina libertária, que é federalista por excelência … Em cada cem portugueses, dez compreendem melhor o Capital do que A Conquista do Pão; noventa preferem o livro de Kropotkine ao de Marx».
(…) se quisermos encontrar, nessa época, algumas abordagens mais aprofundadas dos princípios marxistas, devemos procurá-las fora do âmbito socialista e operário.”
Por mim, continuo a revisitar alguns dos trechos musicais que espelhem as angústias dos tempos que passam, e elevem a alma aos cumes da satisfação sensorial, já que a razão não medra em tão lastimável cidade … tão longe de Deus e dos homens de boa vontade! Cada vez que nos afastamos, faleço um pouco, diz este já clássico trecho americano, para me fazer lembrar a distância a que aquela polis, minha amada, me deixa a alma fria, descontente, inconsolada!
(1) CALAFATE, Pedro (coord.), História do Pensamento Filosófico Português, vol. V, O Século XX, Tomo 2, Círculo de Leitores, Lisboa, 2002, pp. 195 e ss.
domingo, janeiro 06, 2008
Luis Pacheco, muitos não te esquecerão!
Então não é que o gajo, pelo menos quase sempre, tinha a sua razão, pá?
Seria assim que eu melhor caracterizaria, no seu estilo discursivo, as interventivas (im)pertinentes deste autor considerado, na capa de um dos últimos números da Revista K (kapa) - Julho de 1992, "o maior escritor vivo, o mais escritor, o mais prtuguês, o mais vivo: Luis Pacheco"! Por mim, não querendo aproveitar-me nem comparar-me (Deus me livre) ao seu percurso, apenas gostaria de frisar que, por causa de o ter citado e referido, na supra aludia entrevista, relativamente ao que ali se pode ler sobre Mário Soares e Cesariny (em Paris), inúmeras, penosas e inaceitáveis represálias e perseguições me têm sido movidas, dentro e fora do âmbito profissional, todas acabando em pântanos processuais estupidamente urdidos por quem, hipocritamente, gosta de se arvorar em defensor de princípios democráticos ...?!???. Por mim, recebe um grande grito de admiração pela tua coragem e honestidade intelectual, Luis!
Que amanhã os meus filhos te leiam, e os filhos dos outros também! Por aí,conheceremos melhor Portugal!
Até sempre!
O Professor J Rodrigo Coelho
Foto picada do Google
Texto de referência na Wilipédia
"O Último Homem na Terra"
Assim, começo, aqui, esta rubrica de cinema, inspirado no trabalho do meu querido amigo José Vieira Mendes e da sua equipa (ex-Première). Deitei mãos à procura, no YouTube, e dei de caras com vários trailers, dos quais escolhi este:
Com os cumprimentos do Zé Rodrigo.
domingo, dezembro 30, 2007
Cogitadelas de fim de ano

Reparei em como a foto picada das notícias impressas aqui referidas ao nosso PM foram suprimidas da net! Será possível que alguém ainda queira chamar a isto democracia?!!!
De repente, dou comigo, em casa desse meu amigo de há longa data, a referir a plena naturalidade das minhas orações, sem momento nem lugar estipulados, por qualquer ritual, rotineiro ou não. E alguém me sugeriu, dentro de toda a espiritualidade, as virtudes do Reiki. Fui ver! Gostei! Hei-de lá ir, prometi eu a essa simpatiquíssima amiga que ali conheci! O Universo tem energia que passa por aí! Obrigado.

sexta-feira, dezembro 28, 2007
Memórias ... de apetecer!
sereno e vivo
a contento
num remorso inevitável
qu'a alma roída!
Ah! Se eu pudesse...!
ainda hoje, mesmo
traria a flor traída
por cobardes vendida
por todos largada!
Ah! Como se nada
tiveramos na mão,
estendida
arremessada
para dizer não!
Cores de nada servem
símbolos fora de tempo
só juntos convergem
no rio de esperança
que há-de crescer!
Nem que para tal
ergamos as mãos,
gritemos, serenos
irmãos já fomos!
Onde está Portugal?!
JRC ("Lamentações")
quinta-feira, dezembro 20, 2007
Mais um abraço plural
terça-feira, dezembro 18, 2007
Para o meu pequeno Manuel
Já não sei é se quem precisa mais de protecção sou eu ou ele. Mas que, por estas alturas solestícias de inverno, com a neve, as árvores de Natal e as boas aventuranças que nos atravessam o coração, estamos em elevado estado de graças, com ou sem alinhamentos astrais, lá isso estamos! E, com maior ou menor necessidade de protecção, em estado de maior ou menor felecidade em que se encontre, dedico, este Natal, esta música do Bono ao meu Manel! Com um grande abraço do pai! E dos maninhos também! Esperamos ver-te. Quando quiseres ou puderes!
segunda-feira, dezembro 17, 2007
Ainda vale a pena dizer "Deus não Dorme"!
Como de costume, nestes meus postais de lamentações que a angústia promove, assim me introduzo nesta mensagem que, aqui e agora, mais uma vez tenho de apontar, ainda vinda do J Notícias, e sempre a dar-me a razão que eu, aprioristicamente, nunca pretendi, mas que os factos mais uma vez corroboram, a posteriori. Para aqueles que dizem que eu sou um Professor demasiado exigente, e principalmente para esses quantos me tentam derrubar, hipócrita e cobardemente, através de processos e mais processos (ainda agora com mais um de averiguações, que é para não lhe perder o gosto), tomem lá "que é democrático"! Deus não dorme!
(o sublinhado a vermelho é da autoria do Publicista).
Presidente diz ser necessária cultura de exigência no ensino
"Espero que o diálogo de todos os intervenientes no processo educativo se possa aprofundar", disse Cavaco Silva, lembrando que os professores têm um "papel decisivo" naquele que é a "instituição inclusiva por excelência" - a escola - e que a sociedade portuguesa "tem de contar com a sua motivação, a sua dedicação e o seu entusiasmo".
O presidente aproveitou para saudar a "resposta extraordinária" dos empresários aos seus apelos para que apoiem projectos de inclusão social. Bem como as autarquias de Paredes e de Matosinhos por lançarem parcerias locais com empresários na área da educação.
A deslocação a Matosinhos visou assistir à assinatura de um protocolo para promover a inclusão social dos alunos do 3º ano do Ensino Básico. Isto porque as estatísticas oficiais indicam uma taxa local de insucesso escolar de 19,1% entre esses estudantes, enquanto o abandono escolar é de 2,7% neste grau de ensino. Para inverter o quadro, o protocolo prevê um investimento de 500 mil euros, em dois anos, para reduzir o insucesso e o abandono.
Mais tarde, já em Alcanena, na inauguração do 17º Centro Ciência Viva do país, o Carsoscópio, Cavaco Silva voltou a abordar os problemas da educação, afirmando que estes não se podem resolver sem exigência e que o "ciclo depressivo" na aprendizagem da matemática não pode ser quebrado com "a desculpabilização do insucesso".
"Aprender exige disciplina, trabalho, exige esforço da parte de professores, pais, da comunidade, mas também muita disciplina dos alunos", insistiu o presidente da República. (…)”
domingo, dezembro 09, 2007
Despertai, com o troar dos canhões negociais ...!
Vejo e revejo-me, como quase sempre, nas frases tantas vezes inconvenientes de meu mui citado mestre JAM, agora em jeito quase peripatético deste seu postal, sobre a cimeira UE-África. E não consigo esquecer as palavras, envoltas em melancólicas melodias, deste trecho dos Pink Floyd:
sexta-feira, novembro 30, 2007
Porque hoje se para, talvez não haja tempo ...!
Dedicando esta cogitadela a mestre JAM ...! Pelo seu postal de hoje ... me lembro dos pedaços de tempo sem tempo, ao jeito peripatético de uma atitude pedagógica em que, tentando 'transportar' meus discípulos por esse instante intemporal, os faça compreender as relativas dimensões do cosmos que somos, limitando-nos a perceber que a nossa inteligência não abarca a do Criador...! quinta-feira, novembro 29, 2007
Sujeito objectivo
Cada um de nós é um pequeno universo dentro de si mesmo, apenas assim sentido e vivenciado, apesar de só observável pelos outros! Cada um de nós não se observa a si mesmo, pelo que aquilo que pensa de si mesmo só pode ser aferido por tudo quanto , em nós, se reflecte a partir dos outros e do que nos é exterior. Por outras palavras, cada um de nós apenas tem consciência do mundo dentro de si mesmo, independentemente de tudo quanto o mundo possa ser.

Mas, como o mundo não pode ser sem nós (sem o “eu” que há em cada um, pelo que o pensado só existe pela existência do pensante), só existe porque nós existimos (se eu não existisse, o mundo, através de e para mim, também não). Portanto, a vida, para mim, é tudo em que existo. Nada mais pode ser considerado, para mim, além disso. Além de mim, nada mais existe! O mundo que há para mim sou eu! Tudo o resto é o que me observa, que me é exterior!
Das trovas, dos tempos e dos ventos ... que passam!
Qualquer semelhança entre as circunstâncias sócio-históricas que inspiraram estes versos e a presente situação vivida neste nosso bocadinho de Terra que gostávamos que fosse céu não é mera coincidência. Há inúmeras razões para que, hoje de novo, talvez mais que outrora, gritemos Venha a revolta! NÃO queremos/ podemos mais! RESISTAMOS! DIGAMOS NÃO! NÃO! NÃO! ...... MIL VEZES NÃO! ETERNAMENTE NÃO! FASCISMO NUNCA MAIS!
Agora, as armas do nosso Hino são ... ilegais?
Vejo-me a percorrer as linhas do DN de hoje. Muitas são as novas que já passaram de moda, como de costume. Sem leituras semióticas, lá vou eu espreitando o pequenino espaço das pequenas notícias de grandes virtudes, que escasseiam mais que a chuva (este elemento natural já foi "moeda do valor" da 'fartura', que era como quem diz "como a chuva") neste portugal dos P(r)equeninos.

No entanto, merecem realmente nota de destaque, pela novidade institucionalizante, estas inovações (talvez, na esteira de alguns, autênticas invenções governativas, praticamente todas pós-democráticas q.b.) que brotam da dita ciência cibernética da Administração, nesta sociedade convertida, com soldadinhos de chumbo, em organização hiper complexa sem grandes fins (por ironia semântica da analogia à "Tripla Regulação dos Sistemas Complexos Finalizados"). Das que passo a citar:
«Uso das espadas pelos militares foi ilegalizado
A actual Lei das Armas pode dar prisão aos militares que usem as suas espadas e espadins sem ser no exercício de funções, as transportem na via pública ou tenham em casa.
Em causa está a definição do que são armas brancas, a sua inclusão na chamada "classe A" das armas e o facto de a lei 5/2006 se referir às Forças Armadas como instituição e sem abranger os seus efectivos, na prática equiparando os militares aos civis. Como consequência, garantiram fontes militares ao DN, diversas viúvas já entregaram à PSP - "por medo" - as armas que os respectivos maridos tinham trazido de África, no fim das respectivas comissões na guerra colonial.
A referida lei, aprovada em 2006 e quando o ministro da Administração Interna era António Costa, diz que "são proibidos (...) a detenção, o uso e o porte de armas, acessórios e munições da classe A", onde se incluem "as armas brancas sem afectação ao exercício de quaisquer práticas venatórias, comerciais, agrícolas, industriais, florestais, domésticas ou desportivas, ou que pelo seu valor histórico ou artístico não sejam objecto de colecção". A arma branca é o objecto com lâmina "igual ou superior a 10 centímetros".
Militares mais atentos começaram a alertar para o problema pouco depois da publicação da lei, escrevendo mesmo às chefias militares e às associações socio-profissionais. Mas, no final de 2006, a PSP produziu uma interpretação que colide com a dos chefes das Forças Armadas - desde logo, ao afirmar que, "existindo incompatibilidade entre as novas disposições e as regras precedentes" no Estatuto dos Militares das Forças Armadas (EMFAR), "ficam revogadas as normas anteriores que dispunham sobre a mesma matéria". Acresce, segundo o texto da Polícia a que o DN teve acesso, que "(...) daqui decorre, igualmente, a impossibilidade de serem mantidas armas da classe 'A' em detenção domiciliária", exceptuando alguns casos.
Sucede que as espadas e espadins, além de símbolo do oficial dos quadros permanentes, são uma "oferta pessoal" dada no fim dos cursos. Acresce que o melhor aluno da Academia é distinguido por países estrangeiros com espadas ou sabres - como aconteceu há dias, na abertura do ano lectivo da Academia Militar do Exército. "O que é que acontece quando [as] levam para casa? E quando acabam a vida militar?", interrogou-se uma das fontes. Também os sargentos - e os próprios chefes de Estado-Maior das Forças Armadas - são distinguidos pelos seus pares estrangeiros com ofertas pessoais daquela natureza, onde os seus nomes surgem gravados nessas armas.
As Forças Armadas, cujas chefias analisaram o caso há poucos meses em sede de Conselho de Chefes de Estado-Maior, entendem que o EMFAR, enquanto "lei especial", não é revogada pela Lei das Armas. E o bilhete de identidade dos militares dos quadros permanentes diz expressamente que os seus portadores têm "direito ao uso e porte de arma de qualquer natureza".
"A pressa do Governo em legislar", não incluindo militares na preparação da lei, e "o lóbi da PSP" que queria "o exclusivo" no ensino do manejo de armas explicam "a situação ridícula" a que se chegou, frisaram as fontes.»
«Chefe 'informados' pela Internet
A forma como o Governo tem tratado assuntos importantes para a instituição militar alimenta, a par das críticas contra certas decisões políticas, o sentimento de desconsideração para com as Forças Armadas, que os militares sentem e dizem existir da parte da classe política.
O recente projecto de alteração dos vínculos e carreiras à função pública constitui um dos exemplos mais recentes: "Os chefes [de Estado-Maior] souberam pela Internet" da existência desse documento, apesar de terem milhares de civis a trabalhar sob a sua tutela - e de os próprios efectivos militares serem abrangidos pelo novo diploma, disseram diferentes fontes ao DN.
A nova Lei Orgânica da GNR, recentemente promulgada pelo Presidente da República, oferece outro exemplo: o Governo deu ao Conselho de Chefes de Estado-Maior, em Abril, um prazo de apenas 24 horas para analisar aquele projecto de diploma, com influência directa na instituição militar. A resposta seguiu três dias depois, dado "as chefias militares não abdicarem de se pronunciar".
Recorde-se que, em Maio passado, o chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas aproveitou uma cerimónia pública para criticar publicamente o projecto de lei orgânica da Guarda - cuja primeira versão seria depois vetada pelo Chefe do Estado, Cavaco Silva, com uma mensagem violenta ao Parlamento.
Aquele prazo de um dia - repetindo o método seguido antes pelo Ministério da Defesa com as associações de militares (sobre o Estatuto do Dirigente Associativo, por exemplo) - para apreciação de textos legais que "ninguém sabe quem faz" leva os militares, segundo fontes castrenses, a referir-se a esses autores como "o turno da noite".
Não admira que, em Junho e um dia ou dois após as notícias sobre a reforma do Sistema de Saúde Militar, o pessoal do Hospital Militar da Estrela (Exército) fosse reunido, na parada, para ouvir a garantia de que aquele estabelecimento não iria desaparecer nem era verdade a anunciada criação de um hospital militar único.»
E, por que não, esta:
«
UE 'dá' Taiwan à China e omite direitos humanos
PAULO REGO, Agência Lusa em Pequim
TIAGO PETINGA-LUSA (imagem)
Nos dias que antecederam a cimeira União Europeia/China, que ontem teve lugar no Palácio do Povo, em Pequim, a equipa chefiada pelo presidente do Conselho, José Sócrates, e pelo presidente da Comissão, Durão Barroso, tentou impor soluções para a abertura do mercado chinês aos produtos europeus, bem como a criação de mecanismos de valorização mais ambiciosos do remimbi face ao euro.
Mas na mesa negocial estava também a exigência feita pela China para que a União Europeia condenasse de forma explícita o referendo em Taiwan sobre a adesão às Nações Unidas, o que acabou por conseguir.
Coube a José Sócrates a declaração explícita exigida pela China. Lembrando a "posição tradicional da União Europeia, que continua a reconhecer a política de uma só China", defendendo uma solução "pacífica e de diálogo" para o conflito no estreito de Taiwan, o presidente em exercício da União Europeia afirmou que "o referendo pode alterar de forma negativa o status quo" na região.
A China vê o referendo como um passo independentista e tem dado a entender não estar excluído o uso da força contra a ilha nacionalista, que funciona com governo próprio desde 1949. Em carta enviada segunda-feira à Agência Lusa, o gabinete do Ministério dos Negócios Estrangeiros de Taiwan pedia à delegação da União Europeia, presidida por Sócrates, que não cedesse às pressões da China.»
terça-feira, novembro 27, 2007
Mais vale demandar, de novo, as rotas do bacalhau!


Bom, pelos vistos, apenas me resta tirar, em calão, mais uma dessas conclusões que até o Zé do manguito sabe: desenvolvimento sócio-humano, só ... por terras de suas majestades ... do real ... bacalhau, que ... já foi muito ... português!
A Islândia lidera com 0,96 pontos, num índice que visa avaliar o estado do desenvolvimento através da esperança média de vida, da alfabetização dos adultos e da escolarização, bem como indicadores de rendimento.
Entre os Estados-membros da União Europeia, Portugal ocupa a 17ª posição. Irlanda, Grécia, Eslovénia e Chipre estão à frente, para além dos países nórdicos e das potências europeias Espanha, França, Alemanha, Itália e Reino Unido.
Atrás de Portugal surgem a Polónia, a Húngria ou a Bulgária e países do resto do mundo como os Emirados Arabes Unidos, México, Rússia ou Brasil.
A taxa de escolarização bruta combinada dos ensinos primário, secundário e superior atinge os 89,8 por cento em Portugal, que viu aumentar de 92 por cento em 2004 para 93,8 por cento em 2005 a taxa de alfabetização de adultos.
A esperança de vida em Portugal situava-se em 2005 nos 77,7 anos e o valor do Produto Interno Bruto era de 20,4 dólares PPC (paridade poder de compra) per capita.
A Islândia, com 0,96 pontos, ultrapassou a Noruega, que foi número um no ranking nos últimos seis anos.




