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terça-feira, junho 05, 2007

Contemplando raízes de futuro, com saudade!

Nesses instantes em que o tempo pára, nada mais há para escutar que o silêncio, esse silêncio em que se cristaliza toda a eternidade plena de verdades, assim possíveis de contemplar tanto com a razão, como com o sentimento do coração apenas enternecido.



Não há luz que reflicta a cor catalogada pela memória, pois o poder do espírito contemplativo livra-se das impressões associadas a uma dimensão pensada, não forçosamente observada na pureza da imagem retida na grandiosidade da simples busca da verdade que a Natureza, assim, nos permite apreender.


"My poet-child, I want you to sing with Me:
I barter nothing with time and deeds.
My cosmic Play is done.
The One Transcendental I was.
The Many Universal I am.
I am the Soul-Flower of My Eternity.
I am the Heart-Fragrance of My Infinity."

When our heart flies
Towards Heaven,
Time stands still.
It does not interfere.
Cada vez que damos, recebemos
Olha como tudo o que recebes
Vem da Vida que te escuta
Que observa os teus passos
Que um dia (saberás) hás-de seguir!
JRC

segunda-feira, maio 28, 2007

Neste andar de saudade cansado!

Vejo-me, neste dia que começou a terminar mal com a derrota do meu "Os Belenenses", em pleno C. C. Colombo. Parei, um pouco ao de leve entre vistas curtas (que a depresão é medonha, parece que nos lança o diabo atás da alma), e dei de caras com uma imagem que, neste colombano cair de tarde, me fez recordar viagens que a mente nunca cansa, para reposição das energias que, com tudo o que nos envolve, as "mãos invisíveis" nos vão filhando!



Posted by Picasa

Por isso, nada melhor que recordar, uma vez mais, esse ecos do mais além pessoano, que neste caso rimou, bem colombano, numa imagem que reti. E que aqui partilho, com evocação daquele poema:


Mar Português
Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!
Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!

Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma nao é pequena.
Quem quer passar além do Bojador
Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu.


Os Colombos

Outros haverão de ter
O que houvermos de perder.
Outros poderão achar
O que, no nosso encontrar,
Foi achado, ou não achado,
Segundo o destino dado.
Mas o que a eles não toca
É a Magia que evoca
O Longe e faz dele história.
E por isso a sua glória
É justa auréola dada
Por uma luz emprestada.


Fernando Pessoa, in Mensagem

sábado, maio 19, 2007

O My Lord of Beauty

Nestes dias de mais um conturbado período de notícias, com as consequentes reflexões da laboratorial cidadania que os programas de engenharia social já prevêem, em cenários de um futuro institucional decadente, interiorizo-me em mais um dos pensamentos a que ascende a luz deste meu espírito assim atribulado:


"You are beautiful, more beautiful, most beautiful,
Beauty unparalleled in the garden of Eden.
Day and night may Thy image abide
In the very depth of my heart.
Without You my eyes have no vision,
Everything is an illusion, everything is barren.
All around me, within and without,
The melody of tenebrous pangs I hear.
My world is filled with excruciating pangs.
O Lord, O my beautiful Lord,
O my Lord of beauty, in this lifetime
Even for a fleeting second,
May I be blessed with the boon
To see Thy Face."

· By: Sri Chinmoy
· From: My Flute

· Photo by Kedar Sri Chinomy Centre Galleries

Retirado de Poet Seers

quarta-feira, maio 09, 2007

Invitation

Depois de ter lido no Corta-Fitas algo sobre a criação de clubes ou movimentos representativos da diversidade de sensibilidades (algo muito british style) no CDS-PP, proposta pela reaparecida liderança PP, veio-me à ideia a interessante mas efémera inovação partidária em Portugal que foi (preterizo porque não sei, actualmente, em que medida ainda é) a constituição estatutária de círculos políticos pelo PND, de Manuel Monteiro (muito hiper liberal, diga-se de passagem).

Percebendo o quanto estas esferas oriundas da democracia cristã se afastaram da matriz anti-liberalista que lhes serviu de substracto (veja-se o carácter marcadamente anti-liberal da Doutrina Social da Igreja, a única linha de orientação sócio-política, se se puder assim designar, dos estatutos do CDS anteriores à era monteirsta PP), prefiro ficar-me pelo "convite" a mais uma meditação, para elevação do espírito, com mais um Poem of the Day:



Invitation

With wind and the weather beating round me
Up to the hill and the moorland I go.
Who will come with me? Who will climb with me?
Wade through the brook and tramp through the snow?

Not in the petty circle of cities
Cramped by your doors and your walls I dwell;
Over me God is blue in the welkin,
Against me the wind and the storm rebel.

I sport with solitude here in my regions,
Of misadventure have made me a friend.
Who would live largely? Who would live freely?
Here to the wind-swept uplands ascend.

I am the Lord of tempest and mountain,
I am the Spirit of freedom and pride.
Stark must he be and a kinsman to danger
Who shares my kingdom and walks at my side.

By: Sri Aurobindo
Photo by: Natabara Sri Chinomy Centre Galleries

domingo, maio 06, 2007

Leisure

Continuo a não ter qualquer perícia ou dom específico para a poesia. Mas serei sempre um amante da natureza, da paz e harmonia, interior e com as outras coisas, materiais e imateriais, e por isso evoco constantemente tudo o que possa sublimar essa pertensão!


Assim, continuo a visitar este sítio que aconselho a quem gosta de se encontrar com tudo o que traga felicidade (?), contribuindo com isso para uma melhor qualidade de vida:


WHAT is this life if, full of care,
We have no time to stand and stare?—

No time to stand beneath the boughs,
And stare as long as sheep and cows:

No time to see, when woods we pass,
Where squirrels hide their nuts in grass:

No time to see, in broad daylight,
Streams full of stars, like skies at night:

No time to turn at Beauty's glance,
And watch her feet, how they can dance:

No time to wait till her mouth can
Enrich that smile her eyes began?

A poor life this if, full of care,
We have no time to stand and stare.

By: W.H.Davies
Photo by Pranlobha:
Sri Chinmoy Centre Galleries

segunda-feira, abril 30, 2007

Poem of the Day

Não faço traduções, para mais directamente descodificar o conteúdo da mensagem.
Essa tarefa deve ser deixada a quem tem por bem fazê-lo, sentindo-se mais à vontade para isso.

Mas, porque hoje é véspera de Maio, do tão mundialmente festejado primeiro dia deste mês florido, aqui deixo este poema do Poet Seers:

Echo


Come to me in the silence of the night;
Come in the speaking silence of a dream;
Come with soft rounded cheeks and eyes as bright
As sunlight on a stream;
Come back in tears,
O memory, hope and love of finished years.


O dream how sweet, too sweet, too bitter-sweet,
Whose wakening should have been in Paradise,
Where souls brim-full of love abide and meet;
Where thirsting longing eyes
Watch the slow door
That opening, letting in, lets out no more.


Yet come to me in dreams, that I may live
My very life again though cold in death;
Come back to me in dreams, that I may give
Pulse for pulse, breath for breath:
Speak low, lean low,
As long ago, my love, how long ago.

quarta-feira, maio 24, 2006

Boas Vindas ao 1º Parceiro no Publicista

Que as "Letras do Pensamento", o "Observatório Social" e os "Horizontes da Academia"

Sejam para si espaços de expressão que se dispam da 'poeira' que traz a inibição e o bloqueio pelo medo, o constrangimento de quem vive condicionado, ou a hipocrisia dos ignorantes. E assim sendo, que estes não sejam os únicos meios que aqui encontre para manifestar a criatividade que adivinho em si, e que certamente saberá 'publicitar'.
E porque de uma parceira se trata, aproveito o ensejo para também lhe dedicar este poema, simples mas muito sugestivo de quantos vivem como pensam, o que por certo será um bom exemplo de uma das músicas que aqui quero fazer reviver, porque vale a pena, em mensagem psi ... . Como veremos, este é para si 'terreno' caseiro, o de necessitarmos de traduzir as letras de músicas feitas em comunhão de sentimentos com os seus destinatários ... que bons que foram estes anos de uma musicologia com apogeu, talvez, naqueles mágicos anos 70 ... muitos vamos esperar por esses posts, Ana Márcia! Obrigado!

Three Roses

Sitting by the fireside with a book in your hand
Two lazy dogs sittin' watchin' your man
Three roses were bought with you in mind
Three roses were bought with you in mind
I gotta stop and see what I'm on about
Stop and feel what I want I gotta
Stop and see what I'm on about
Stop and feel what I want with you
Ah

Walking through a wonderland, I got you by the hand
Every move we made, just as if it were planned
Three roses were bought with you in mind
Three roses were bought with you in mind

I gotta stop and see what I'm on about
Stop and feel what I want I gotta
Stop and see what I'm on about
Stop and feel what I want with you
Ah

(album America, dos America)
America - Three Roses (America)