Observatório da nossa Polis à luz das memórias contínuas do pensamento filosófico português. Inspirado nos «Modernos Publicistas», segue o mesmo espírito crítico e de indignação:«De feito. Ardeu-me de todo o topete». Porque nunca calaremos no descampado onde reina a verdade que nos traz glória, repetiremos sempre a vontade de mestre Herculano: "é que não costumo calar nem attenuar as proprias opiniões onde e quando, por dever moral ou juridico, tenho de manifestá-las" ...!
quarta-feira, novembro 19, 2008
De novo "em baixa"
quarta-feira, novembro 05, 2008
5 de Novembro: o primeiro dia de uma nova era?
Então, eu diria que os Estados Unidos da América são um país, e mais ainda uma nação, feita por subscrição mundial. Essa é a grande, se não a maior, causa da sua força no mundo, e certamente a garantia que ao mundo pode dar quanto às expectativas que muitos cidadãos do Mundo nessa nação depositam.
Muito portuguesmente (na esteira da nossa simbólica esfera armilar, das nossas cinco quinas e dos nossos sete mares, e a nossa "Procura da República Maior"), não posso deixar de relembrar aquele momento discursivo, proferido perante uma das maiores concentrações populares que o Mundo já conheceu, exactamente com a mesma exortação que o candidato democrata Barak H. Obama dirigiu, afinal, não só ao povo americano, mas a todos os cidadãos do Mundo:
"I have a dream"
E que eu actualizaria, dizendo We had a dream, oh mighty God, that finally You may come true.
Se assim for essa a vontade de Deus, God bless you, Barak. Our heart and our minds will follow You!!!
Oxalá!!!
PS: Em apreço pela honrosa missão que mestre JA Maltez tenta cumprir em Dili (Timor Lorosae), aqui deixo uma nota de discurso (do já eleito Barak Obama) que gostaria que ele passasse aos seus alunos e, se possível, que este fosse mais um bom exemplo para a unificação dessa tão simpática nação!!! Com mais um abraço de sincera amizade!
O Professor José Rodrigo Coelho
quinta-feira, outubro 30, 2008
Revisões da história e das ideias, durante mais uma "baixa" médica
(…) Veio depois a perda da unidade espiritual dos povos, porque como o sistema funcionava sobre o logro das maiorias, todo aquele que aspirava a ganhar o sistema tinha que procurar a maioria dos sufrágios. E tinha que procurá-la roubando-a, se preciso, aos outros partidos, e para isso não tinha que hesitar em caluniá-los, em verter sobre eles as piores injúrias, em faltar deliberadamente à verdade, em não desperdiçar um só recurso de mentira e de aviltamento. E assim, sendo a fraternidade um dos postulados que o Estado liberal nos mostrava no seu frontispício, não houve nunca situação de vida colectiva na qual os homens, injuriados, inimigos uns dos outros, se sentiram menos irmãos do que na vida turbulenta e desagradável do Estado liberal.
E, por último, o Estado liberal veio a apresentar-nos a escravidão económica, porque aos trabalhadores, com trágico sarcasmo, dizia-se-lhes: «sois livres de trabalhar o que quereis, ninguém pode compelir-vos a aceitar umas ou outras condições; agora: como nós somos os ricos, oferecemo-vos as condições que entendemos; vós, cidadãos livres, se não quereis não estais obrigados a aceitá-las; mas vós, cidadãos pobres, se não aceitais as condições que nós vos impomos, morrereis de fome, rodeados da máxima dignidade liberal». E assim veríeis como nos países onde se chegou a ter parlamentos mais brilhantes e instituições democráticas mais finas, não tínheis mais que afastar-vos uns cem metros dos bairros luxuosos para deparar com tugúrios infectos onde viviam amontoados os trabalhadores e as suas famílias, num limite de decoro quase infra-humano. E encontraríeis trabalhadores dos campos que de sol a sol se dobravam sobre a terra, de costas abrasadas, e que ganhavam em todo o ano, graças ao livre jogo da economia liberal, setenta ou oitenta jornas de três pesetas.
Por isso teve que nascer, e foi justo o seu nascimento (nós não escondemos nenhuma verdade), o socialismo. Os trabalhadores tiveram que defender-se contra aquele sistema, que só lhes dava promessas de direitos, mas não se preocupava em dar-lhes uma vida justa.
Agora, o socialismo, que foi uma reacção legítima contra aquela escravatura liberal, veio a descarrilar, primeiro numa interpretação materialista da vida e da História, segundo num sentido de represália; terceiro na proclamação do dogma da luta de classes.
O socialismo, sobretudo o socialismo que construíram, impassíveis na frieza dos seus gabinetes, os apóstolos socialistas, em quem acreditavam os pobres trabalhadores, (…) o socialismo assim entendido, não vê na História senão um jogo de recursos económicos: o espiritual suprime-se, a religião é um ópio do povo, a pátria é um mito para explorar os desgraçados. Tudo isso diz o socialismo. Não há nada mais que produção, que organização económica. Assim resulta que os trabalhadores têm que espremer bem as suas almas para que não sobre dentro delas a menor gota de espiritualidade.
O socialismo não aspira a restabelecer uma justiça social rompida pelo mau funcionamento dos Estados liberais, mas aspira à represália, aspira a chegar na injustiça tão longe quanto chegaram em sentido contrário os sistemas liberais.
Por último, o socialismo proclama o dogma monstruoso da luta de classes, proclama o dogma de que as lutas entre as classes são indispensáveis, e produzem-se naturalmente na vida, porque não pode haver nunca nada que as aplaque. E o socialismo, que veio a ser uma crítica justa do liberalismo económico, trouxe-nos, por outro caminho, o mesmo que o liberalismo económico: a desagregação, o ódio, a separação, o esquecimento de todo o vínculo de irmandade e solidariedade entre os homens.(…)
O movimento de hoje, que não é de partido, mas é um movimento, quase poderíamos dizer um anti-partido, saiba-se desde já, não é de direitas ou de esquerdas. Porque, no fundo, a direita é a aspiração a manter uma organização económica, ainda que seja injusta, e a esquerda é, no fundo, o desejo de subverter uma organização económica, ainda que ao subvertê-la se destruam muitas coisas boas. Logo, isto decora-se nuns e noutros com uma série de considerações espirituais. Saibam todos os que nos escutam de boa-fé que estas considerações espirituais cabem todas no nosso movimento, mas que o nosso movimento jamais amarrará o seu destino ao interesse de um grupo ou ao interesse de classe que habita sob a divisão superficial de direitas e esquerdas.
A Pátria é uma unidade total, em que se integram todos os indivíduos e todas as classes; a Pátria não pode estar nas mãos da classe mais forte nem do partido melhor organizado. A Pátria é uma síntese transcendente, uma síntese indivisível, com fins próprios que cumprir; e nós o que queremos é que o movimento deste dia, e o Estado que crie, seja o instrumento eficaz, autoritário, ao serviço de uma unidade indiscutível, dessa unidade permanente, dessa unidade irrevogável que se chama Pátria.
E com isso já temos todo o motor dos nossos actos futuros e da nossa conduta presente, porque seríamos apenas mais um partido se viéssemos anunciar um programa de soluções concretas. Tais programas têm a vantagem de que nunca se cumprem. Em troca, quando se tem um sentido permanente perante a História e perante a vida, esse mesmo sentido dá-nos as soluções perante o concreto, como o amor nos diz em que caso devemos discutir e em que caso nos devemos abraçar, sem que o verdadeiro amor tenha feito um mínimo programa de abraços e discussões.
Eis aqui o que exige o nosso sentido total da Pátria e do Estado que a há-de servir.
Que todos os povos de Espanha, por diversos que sejam, se sintam harmonizados numa irrevogável unidade de destino.
Que desapareçam os partidos políticos. Nunca ninguém nasceu membro de um partido político; em troca, todos nascemos membros de uma família, somos todos vizinhos num Município, esforçamo-nos todos no exercício de um trabalho. Pois se essas são as nossas unidades naturais, se a família e o Município e a corporação é no que verdadeiramente vivemos, para que necessitamos do instrumento intermédio e pernicioso dos partidos políticos que, para unir-nos em grupos artificiais, começam por desunir-nos nas nossa realidades autênticas?
Queremos menos palavreado liberal e mais respeito pela liberdade profunda do homem. Porque só se respeita a liberdade do homem quando se o considera, como nós o consideramos, portador de valores eternos, quando se o considera invólucro corporal de uma alma que é capaz de condenar-se ou de salvar-se. Só quando se considera o homem assim se pode dizer que se respeita verdadeiramente a sua liberdade, e mais se essa liberdade se conjuga, como nós pretendemos, num sistema de autoridade, de hierarquia e de ordem.
Queremos que todos se sintam membros de uma comunidade séria e completa, isto é, as funções a realizar são muitas, uns com o trabalho manual; outros com o trabalho do espírito; alguns com um magistério de costumes e refinamentos. Mas que numa comunidade tal como a que queremos, saiba-se desde já, não deve haver convidados nem deve haver zangões.
Queremos que não se cantem direitos individuais dos que nunca podem cumprir-se em casa dos famintos, mas que se dê a todo o homem, a todo o membro da comunidade política, pelo facto de sê-lo, a maneira de ganhar com o seu trabalho uma vida humana, justa e digna.
Queremos que o espírito religioso, chave dos melhores arcos da nossa História, seja respeitado e amparado como merece, sem que por isso o Estado se imiscua em funções que não lhe são próprias nem compartilhe como fazia, talvez por outros interesses que os da verdadeira religião, funções que lhe compete realizar por si mesmo. (…)
Mas o nosso movimento não seria de todo entendido se se cresse que é tão-somente uma maneira de pensar; não é uma maneira de pensar: é uma maneira de ser. Não devemos propor só a construção, a arquitectura política. Temos que adoptar, perante a vida inteira, em cada um dos nossos actos, uma atitude humana, profunda e completa. Esta atitude é o espírito de serviço e sacrifício, o sentido ascético e militar da vida. (…)
Creio que está alçada a bandeira. Agora vamos defendê-la alegremente, poeticamente. Porque há alguns que, frente à marcha da revolução, acreditam que para reunir vontades convém oferecer as soluções mais tíbias; crêem que se deve ocultar na propaganda tudo o que possa despertar uma emoção ou assinalar uma atitude enérgica e extrema. Que equívoco! Os povos nunca foram movidos por mais que os poetas, e ai de quem não saiba levantar, frente à poesia que destrói, a poesia que promete! (…)"
sexta-feira, outubro 24, 2008
Uma prece por minha MÃE!
Não é apenas amor! É paixão!
Não consigo dizer por outras palavras o que neste momento me vai na alma e o que me atingiu no coração, depois de familiares me comunicarem o estado de saúde de minha mui querida MÃE! Depois de tantas das minhas próprias recentes maleitas, eis mais esta! Se não é Deus que me submete a tamanha prova, então eu não sei mais o que é minha razão!
Só com a liberdade posso ser!
quinta-feira, outubro 23, 2008
Um destes dias todos seremos "fugitivos"!
segunda-feira, outubro 13, 2008
Escola ?!... Que saudades!
Mais uma vez me manifesto com a deixa das afirmações de mestre JAM! Não sem relevância actual, num dia em que assinalo ter observado, na sala de professores onde trabalho, um abaixo assinado contra os processos avalianígenas que a tecnocracia avalióloga (leia-se e pasme-se com os termos em que estão definidas, normativamente, as equipas de avaliação) vai tecendo para dominar "esta pastelada de massa tenra, muito maleável que, estando em condições precárias, é passível de ser domesticada pela tecnocracia dos reformismos de fachada, à espera de aval decretino".
E o que me lembrou, hoje, esta deixa, foi o que li há já um mês atrás, na 'Notícias Magazine' do JN de 14 de Setembro, numa entrevista à Professora Maria do Carmo Vieira, uma pessoa que, pelos ditos e vistos, muito me orgulho de chamar colega. Donde destaco:- "... Finalmente, com a implementação desta nova reforma em 2003, oficializou-se a mediocridade na escola, numa atitude de arrogância nunca experimentada, que anunciava o acto de pensar e de reragir, e mesmo de desobedecer, como algo intolerável. ...";
terça-feira, outubro 07, 2008
Homens sem idade, sem tempo, neste ... "tempo que passa"!
segunda-feira, agosto 18, 2008
Para além da "escuridão"!
quarta-feira, julho 30, 2008
Hoje deu-me para mandar ...
Exª Srª Dr.ª Maria de Lurdes Rodrigues,
Muito haveria a dizer, da minha parte, a favor e não assim, em relação às suas medidas educativas em geral. Para que, logo à partida desta minha comunicação, se auto-convencesse da sua imparcialidade, isenção e de qualquer despretrensiosismo. Prefiro falar só de mim.
Professor. Da área disciplinar das ciências sociais (7º grupo), agora agregado no 430.
Exigente comigo mesmo, e assim com aqueles a quem pretendo dar alguma coisa, por vocação, primeiro, e por dever de contrapartida pelo que a sociedade me paga para tal, depois.
Já leccionei todas as disciplinas atribuídas a este grupo, de que V. Exª tenha memória. Por minha discricionaridade, nunca "chumbei" um aluno. Poucas vezes foram aquelas em que não consegui fazer o suficiente para evitar que alunos não tivessem o aproveitamento mínimo.
Já fui, durante longos anos, corrector de exames nacionais, de todas as disciplinas que, no meu grupo, a eles eram sujeitas. Nunca fui alvo de qualquer reparo. Das reapreciações que me solicitaram, diz-se o mesmo.
De formação académica teoricamente multifacetada (curso de ciências sociais e políticas do ISCSP - UTL: "Gestão e Administração Pública", na especialização de Administração Urbana e Municipal), frequentei o Curso Conducente ao Grau de Mestre em Ciência Política, pela mesma Escola, e actualmente tenho projecto de investigação para doutoramento em Ciência Política aprovado, oficialmente, na mesma Escola ("Cultura Democrática e Educação para a Cidadania em Portugal do Século XX - Contributos para a Reformulação Epistemológica da Democracia e da Deontologia da sua Prática Pedagógica"), e de cuja declaração autenticada já remeti fotocópia ao Conselho Executivo da Escola onde lecciono.
Por outro lado, há quem, nos meandros do poder interno desse estabelecimento, não goste de mim! Acho que com razão, respeitando o dever que reconheço nesses mesmos actores de zelarem por princípios de boa educação democrática, e de práticas pedagógicas com eles consentâneas.
Com um senão: como as suas próprias acções de boa educação democrática e de práticas pedagógicas a ela conducentes ficam, nesse âmbito, a competir com as minhas, por defeito, há muito tempo que, não sendo eu um dos que se perdem nos meandros daqueles "passos perdidos", por convicção e verticalidade de carácter, sou completamente ostracizado por esta autêntica "casta" docente (tantas e tantas há para contar ...!!!). Por isso lhes reconheço razão!
Há dois anos, quando pela primeira vez apareceu a Disciplina de C. Política no 12º ano do Ensino Secundário, fui no meu Grupo incumbido de a leccionar, preparando a dita ab initio, com as dificuldades mas, também, com as motivações inerentes a algo que, na minha actividade profissional, me era tão chegado. E os tais sabem-no.
Assim, neste ano lectivo que se aproxima, a C. Política volta a ter alunos nesta Escola. Mas, não vá tão 'profano e herético' professor (que, supostamente, devo ser eu) perverter os alunos em tão importante disciplina para a formação política de autênticos cidadãos que queremos formar, atribui-se, dentro do silêncio que o tempo que vai passando não desvela, a tal Disciplina ao grupo de História (sim, que a Nova Ciência Política deve ser uma matéria centrada na análise histórica das ideias políticas ou na história dos factos políticos ... (?)!, com todo o respeito e reconhecimento que os respectivos representantes merecem ).
O Supremo Juízo do Publicista manda que se investigue!
Queira V. Exª, Srª Ministra, dar um bom exemplo de governança democrátrica, seguindo este juízo ancião, mandando investigar isto e tudo o resto, mas todo quanto humana, juridica e tecnicamente possível, que este meu País, de que estamos todos à espera (à excepção dos tais que já vivem no Éden da vida e da Academia), bem precisa. Desde há muito (1970/71) que este que se lhe dirige lutou para isso. Ao lado de actuais conhecidos seus (e colegas do ISCTE).
PS: Assumo, juridicamente, todas as consequências disciplinares deste meu público acto.
O Professor,
José Rodrigo Coelho
sábado, julho 26, 2008
Deus deu-me esta missão, Nesta ventura, Majestade
terça-feira, junho 24, 2008
Ouvir Portugal

sexta-feira, junho 20, 2008
Portugal! País "emergente" ..., mesmo depois de mais uma 'humilhação'?!!!

Ainda à espera das verdadeiras calendas deste ano
volto a agradecer toda a disponibilidade académica e pessoal a meu mui citado mestre e amigo JA Maltez ...! E vou lendo, como aqui referencio (passo a publicidade comercial), mais um desses livrinhos (que até nos hipermercados se vendem), agora traduzido em português de Portugal. "Time it was, and what a time it was, it was
A time of innocence, a time of confidences
Long ago, it must be, I have a photograph
Preserve your memories, they're all that's left you"
Um abraço a eles, por tudo!
sábado, abril 26, 2008
25 de Abril, Sempre ... por realizar!


Trinta e quatro anos depois do 25 de Abril, o deputado socialista Osvaldo de Castro vai lembrar, no Parlamento, o que era o Portugal dos tempos da ditadura e a evolução depois da revolução dos cravos.
" (...)
Na verdade, porém, o sentimento de que predominavam os interesses de todos e não em especial de alguma área ideológica, e a sensação de mudança efectiva é o que prevaleceu ao fim destas três décadas de democracia. Assim, quando o passado vem à memória já não tem relevância para o presente: é uma mera questão histórica ou um motivo de discussão que já não interessa praticamente a ninguém, se assume um mero carácter pontual ou "folclórico"."
Então, tem ou não pertinência o poema que editei, há já três anos, num jornal local?
31 de Abril! Quem?
Deixa-te abrir, de novo
Abril, de ti possam trazer
Tudo o que de ti não sabem,
Mas mereces: o teu povo
Deixa-t’ abrir, sem queixume
E sem remorso, nem temor,
Sem esses lamentos de dor
Que dão em coisa nenhuma
Deixa-te abrir, agora,
Tirar de ti a semente,
Que dará fruto na gente
À espera, a vida fora!
Deixa-t’ abrir, finalmente
Voltar a pensar, que em ti
É tão bom poder sorrir,
E abraçar o que se sente
Deixa-te abrir, é hora
P’ra de novo dizer que não
Aos vis rapinas da razão
Desse ser que em nós mora
Só então, Abril, verás! Quem
Em ti, sempre viveu e amou
Te quis, te bebeu e chamou
Para chegar ao mais além!
Quem!
Abril, de novo?!
J. R. Coelho
(em versão métrica)
domingo, abril 20, 2008
Do devir da democracia virtual
sábado, abril 19, 2008
Um contributo oportuno para o Tibete
ISBN: 978-972-23-3937-7
Nº de Páginas: 248
Data da 1ª Edição:17-4-2008
Não sendo neófito na matéria, não sou um seu especialista. Mas sou, seguramente, um devoto e humilde contemplador desta filosofia (Zen). Cheguei´mesmo, em tenra juventude, a alinhar numas dietas macrobióticas ...! Alimentei-me, muito mais, da parte espiritual e estética destes ensinamentos, muito úteis a quem tem abertura de mente, suficiente para, muito portuguesmente, se conciliar com o cosmos.
Zen é a forma de Budismo mais conhecida e praticada no Japão. Mais do que uma religião ou seita, o Zen é uma filosofia vivencial que ainda hoje influência muito o povo japonês.
A filosofia do Zen consiste na procura da iluminação através do auto conhecimento; uma busca que ultrapassa os obstáculos mentais criados por nós mesmos a fim de encontrar a verdade em seu estado puro. Trata-se de uma percepção extra-sensorial das coisas, um ensinamento especial que não envolve palavras; apenas chama a atenção para a verdadeira essência do homem. O Zen é também a prática do o auto-controle, da disciplina e da simplicidade no viver.As raízes do Zen estão na China, onde foi trazido da Índia por Bodhidharma no século VI. É uma variação do Budismo tradicional tibetano. A diferença básica entre os dois, é que a filosofia do Zen tenta reduzir ao mínimo as doutrinas e o estudo das escrituras sagradas. Para os praticantes do Zen, a palavra escrita é dispensável no caminho da iluminação."
quinta-feira, abril 17, 2008
Estado-Sociedade-Educação
segunda-feira, abril 14, 2008
Do Jazz fusão sobre o Garb Al-Andalus
Do álbum que adquiri, de Renaud Garcia-Fons - "Navigatore" - vê-se a miscegenação instrumental, do clássico ao tradicional folk e ao moderno, onde ressaltam faixas idênticas a esta:

domingo, abril 13, 2008
Uma boa lição sobre 'Políticas Públicas'
"O nojo
Pedro Santos Guerreiro
psg@mediafin.pt
Não é pelo que fez no passado que Coelho é o preferido pela família que controla a empresa, mas pelo que pode fazer no futuro. Politicamente, é claro.
Se sete anos não é tempo suficiente para período de nojo, então mais vale decidir que ser governante é um caminho sem saída: nunca mais se pode ser nada na vida excepto continuar político ou ser académico. Nesse caso é necessário pagar essa exclusividade: Abel Mateus sai da Autoridade da Concorrência com uma inibição profissional, e bem, de dois anos; por isso recebe, e bem, um subsídio de dois terços da sua anterior remuneração.
Mesmo validar uma contratação desde que seja para empresas que nada tenham a ver com o sector que o ex-ministro tutelou é uma contradição: se o novo gestor nada percebe do sector, a única razão da sua contratação é política.
É evidente que António Mota quer recrutar Jorge Coelho pelos seus contactos políticos. Pela sua influência no PS, que governa. Porque a Mota-Engil está prestes a renegociar com Mário Lino os contratos de concessão de estradas. Porque estão anunciadas oito novas auto-estradas. Mas qual é o mal de querer contratar alguém pela sua rede de contactos?
O mal existe mas é outro: é termos uma economia assente em favorecimentos e dependências recíprocas entre Governos e algumas empresas. São os intervencionismos compulsivos dos ministros, o que cria economias paralelas de privilégios e monopólios. Os métodos são opacos e as justificações populistas. Como dizia António Borges em entrevista há oito dias, a economia está fechada como uma espécie de oligarquia de mercado. Como hoje escreve José Manuel Moreira, num texto obrigatório a páginas 9, “quanto mais se abusa dos meios coercivos do Estado para intervir na economia, mais o sucesso depende da acumulação de capital político”.
Em capital político, António Mota não corre qualquer risco de estar a comprar gato por Coelho. Os accionistas da empresa foram os primeiros a reconhecê-lo, quando valorizaram as acções imediatamente depois da notícia. Mas Mota e Coelho são mais vítimas das circunstâncias em que eles próprios prosperaram do que agentes de uma promiscuidade subitamente desflorada. Na verdade, sempre foi assim. Esse é que é o problema.
Há poucos assuntos tão dados ao populismo como o da migração de políticos para as empresas. E é também por causa do moralismo fácil (a par do aparelhismo cacique e desqualificado) que muita gente de qualidade não está disponível para a política. Mas mal está o País quando o seu Governo só interessa ou a missionários ou a gangsters.
O mundo das empresas está cheio de animais anfíbios, como Luís Filipe Pereira, António Vitorino, Armando Vara, Fernando Gomes ou Ferreira do Amaral e gente que, ao contrário de Coelho, nem nojo teve quando saiu de funções governativas. Entretanto, a Mota-Engil garantiu uma suspeição colectiva e demagógica, que aliás se vai virar contra si, pois todos os concursos que Jorge Coelho ganhar serão sempre linchados na opinião pública.
Se a acção política e os contratos públicos fossem transparentes e escrutináveis, metade desta suspeição sobre a classe política esfumava-se. E metade dos ex-ministros perdia o emprego."
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