terça-feira, outubro 07, 2008

Homens sem idade, sem tempo, neste ... "tempo que passa"!

Quo vadis, magister?

Para onde fores, também gostaria de ir, nessa tal "procura do mais além", que nos possa trazer fortuna, dessa bem aventurança que, mesmo que não faça dos homens ricos, traz a maior riqueza de todas, que será sempre a da alma.

Por tudo isso te deixo essa força contida em minha vontade e desejo, esse sincero desejar ao próximo o que gostaríamos que nos desejassem a nós, em circunstâncias semelhantes. Para onde vais, creio, nada disso é estranho.

Que faças ESCOLA onde, quando e como for merecido, obedecendo sempre a essa Vontade que é a grande Julgadora. Deixa isso bem escrito, de tal forma que perdure a crua e dura simplicidade cristalina da água pura, tão natural como Deus a fez, por onde possa transparecer, a cada passo dado pelos que a procuram, a Verdade que os ilumine. Não espero menos de ti, mestre.

Que nesse Oriente, tão longe e tão próximo, possas deixar semente de futuro, daquele que sempre se espera trazer para melhor. Outro não pode ser o sentido do devir, com o qual podemos dizer desenvolvimento. Nesse eterno sonho de "mais além"!

Deixo, por isso, esse grande momento de exortação à portugalidade, por que não à humanidade, legado pelo grande pedagogo (que também referencio na obra que tenho em empreendimento, por ti orientada) António Gedeão. Talvez ao som dessa melodia, com o encanto desse cântico, a sementeira decorra sem maiores sobressaltos, e a obra chegue a bom fim. "Porque Deus quis, porque o homem sonha, porque a obra pode nascer."



Quando fores, leva então este abraço amigo, e partilha-o, se tiveres oportunidade para isso, com todo esse Povo irmão e, em especial pela saudade que há muito trago em mim, com o meu ex-colega docente na Casa Pia e bom conviva Vicente Guterres.

segunda-feira, agosto 18, 2008

Para além da "escuridão"!

Começo a ter saudades de publicar algumas das minhas coisitas. Mas a desdita, a "cólera" e a "raiva", com que teceram o destino que me queriam "traçar", têm feito com que tenha que refazer e reorganizar algumas das ideias, assim como, consequentemente, alguns dos "cantinhos" da minha vida!

O que nunca mudará (até que Deus me diga o contrário) é a minha vontade de resistir a tudo quanto emporcalha o ser humano, seja de que maneira e/ ou por que motivos forem. Nestas circunstâncias de parametrização do conflito social, nada menos que a vitória sobre a morte! Sempre a glória! Sempre a vontade de viver como Deus nos fez para viver a vida que nos deu! Mesmo para além da "escuridão"!

Só que há que ter sempre cautela com esse desconhecido/ escuro/ tenebroso ...! A partir de uma justa homenagem de Clapton a George Harrison, que algo aprendeu sobre isso com Ravi Shankar! Que evocava Khrishna! Eu digo:

Deus seja louvado!


quarta-feira, julho 30, 2008

Hoje deu-me para mandar ...

Um recado à Srª Ministra da Educação de Portugal:

Exª Srª Dr.ª Maria de Lurdes Rodrigues,

Muito haveria a dizer, da minha parte, a favor e não assim, em relação às suas medidas educativas em geral. Para que, logo à partida desta minha comunicação, se auto-convencesse da sua imparcialidade, isenção e de qualquer despretrensiosismo. Prefiro falar só de mim.

Professor. Da área disciplinar das ciências sociais (7º grupo), agora agregado no 430.

Exigente comigo mesmo, e assim com aqueles a quem pretendo dar alguma coisa, por vocação, primeiro, e por dever de contrapartida pelo que a sociedade me paga para tal, depois.

Já leccionei todas as disciplinas atribuídas a este grupo, de que V. Exª tenha memória. Por minha discricionaridade, nunca "chumbei" um aluno. Poucas vezes foram aquelas em que não consegui fazer o suficiente para evitar que alunos não tivessem o aproveitamento mínimo.

Já fui, durante longos anos, corrector de exames nacionais, de todas as disciplinas que, no meu grupo, a eles eram sujeitas. Nunca fui alvo de qualquer reparo. Das reapreciações que me solicitaram, diz-se o mesmo.

De formação académica teoricamente multifacetada (curso de ciências sociais e políticas do ISCSP - UTL: "Gestão e Administração Pública", na especialização de Administração Urbana e Municipal), frequentei o Curso Conducente ao Grau de Mestre em Ciência Política, pela mesma Escola, e actualmente tenho projecto de investigação para doutoramento em Ciência Política aprovado, oficialmente, na mesma Escola ("Cultura Democrática e Educação para a Cidadania em Portugal do Século XX - Contributos para a Reformulação Epistemológica da Democracia e da Deontologia da sua Prática Pedagógica"), e de cuja declaração autenticada já remeti fotocópia ao Conselho Executivo da Escola onde lecciono.

Por outro lado, há quem, nos meandros do poder interno desse estabelecimento, não goste de mim! Acho que com razão, respeitando o dever que reconheço nesses mesmos actores de zelarem por princípios de boa educação democrática, e de práticas pedagógicas com eles consentâneas.

Com um senão: como as suas próprias acções de boa educação democrática e de práticas pedagógicas a ela conducentes ficam, nesse âmbito, a competir com as minhas, por defeito, há muito tempo que, não sendo eu um dos que se perdem nos meandros daqueles "passos perdidos", por convicção e verticalidade de carácter, sou completamente ostracizado por esta autêntica "casta" docente (tantas e tantas há para contar ...!!!). Por isso lhes reconheço razão!

Há dois anos, quando pela primeira vez apareceu a Disciplina de C. Política no 12º ano do Ensino Secundário, fui no meu Grupo incumbido de a leccionar, preparando a dita ab initio, com as dificuldades mas, também, com as motivações inerentes a algo que, na minha actividade profissional, me era tão chegado. E os tais sabem-no.

Assim, neste ano lectivo que se aproxima, a C. Política volta a ter alunos nesta Escola. Mas, não vá tão 'profano e herético' professor (que, supostamente, devo ser eu) perverter os alunos em tão importante disciplina para a formação política de autênticos cidadãos que queremos formar, atribui-se, dentro do silêncio que o tempo que vai passando não desvela, a tal Disciplina ao grupo de História (sim, que a Nova Ciência Política deve ser uma matéria centrada na análise histórica das ideias políticas ou na história dos factos políticos ... (?)!, com todo o respeito e reconhecimento que os respectivos representantes merecem ).

O Supremo Juízo do Publicista manda que se investigue!

Queira V. Exª, Srª Ministra, dar um bom exemplo de governança democrátrica, seguindo este juízo ancião, mandando investigar isto e tudo o resto, mas todo quanto humana, juridica e tecnicamente possível, que este meu País, de que estamos todos à espera (à excepção dos tais que já vivem no Éden da vida e da Academia), bem precisa. Desde há muito (1970/71) que este que se lhe dirige lutou para isso. Ao lado de actuais conhecidos seus (e colegas do ISCTE).

PS: Assumo, juridicamente, todas as consequências disciplinares deste meu público acto.

O Professor,

José Rodrigo Coelho

sábado, julho 26, 2008

Deus deu-me esta missão, Nesta ventura, Majestade















Deus deu-me esta missão,
Nesta ventura, Majestade:
Restaurai este seu Reino
Por sua própria vontade.

E com fé n’Ele fundai
De novo a glória, apagada
No seu Povo, atendei
P´ra que seja abençoada!

Será então, Destino seu
Merecer de tal sorte, Amor
Que não esmoreceu,
Sempre contigo, Senhor!

Ouvir Portugal (6)

terça-feira, junho 24, 2008

Ouvir Portugal

Deste lado do 'canal'!

Parece que, agora, não sei escrever outra coisa que não seja Portugal!

Longe dos futeboleiros negócios da engenharia sócio-financeira que, por dez réis de circo, se diverte com a anestesia com que enebria a consciência de um Povo que já sonhou Mundo!

Triste destino o daquele entregue à sorte dos que enriquecem com a pobreza que chamam, a cada estação que passa, a "alma da gentes". Até parece que temos de dar razão ao diabo que os pariu, aos que suam as moedas que nunca nos cabem na mão! Por isso pedimos, sempre pedimos, lamentando.

Para agora começo, então, com as minhas "Lamentações" (4)


Retorna a manhã
d'intenso nevoeiro
memórias em mim
que procuro, atordoado
encontrar alma sã;
rever, primeiro
a História do Destino
meu País, amordaçado
que não pede amanhã
nem outrora sedentário
quis chegar inteiro,
unido, abençoado!
P'ra saber onde está
a salvação, queira,
vá p'ra frente, assim:
c'o destino pensado!

e com o primeiro dos poemas "Ouvir Portugal" (1), dedicados às meditações de meu mui citado mestre JA Maltez, lá para as bandas insulares onde, espera-se, ainda haja do tal Povo ...

Sempre à espera, é sina
de ontem, de amanhã
e hoje, porque anima
esquece o que vem, vê
o degredo por cima!

Oh etérea desventura
que guardas no passado
as chaves do segredo
com que abrirás
o nosso futuro!

Diz ao vento que nos traga
alento p´ra mais ouvir
o que tem a nos dizer
o Guardião do Segredo
em que a alma se afaga!

Assim troam sinais
nesta terra, Humanidade;
quantos em ti escreveram
Portugal, que disseram
teus avós, celestiais!

Um grande abraço de serena saudação.

JRC, Lx no solstício de 2008

sexta-feira, junho 20, 2008

Portugal! País "emergente" ..., mesmo depois de mais uma 'humilhação'?!!!

Parece que as calendas acordaram!


Acordo, forçado por compromissos da minha agenda odontológica, com as notícias televisivas a evidenciarem como "Portugal acordou triste"! Como se os portugueses tivessem, pelo menos nos últimos tempos, motivos para andarem alegres ...?!!!

A não ser os que façam parte desse eventual país "emergente", de que nos fala o artigo do DN de hoje (embora já se saiba que a injustiça social, traduzida, no poder de compra, pelo cada vez maior fosso entre ricos e pobres - qual consequência dessa selvática globalização):
«Crise é um acessório que não se usa aqui
Luxo. A crise não parece afectar os bolsos de todos os portugueses. Mesmo caro, muito caro, na hora de comprar um produto de marca famoso, a emoção vence sempre a razão. O mercado do luxo, ao contrário de outros, está a viver dias de crescimento. (...)
Ao contrário de outros, "este é um mercado em rápida expansão em todo o mundo", alimentado pelas grandes e pequenas fortunas que estão a surgir na Rússia, mas também na China e em outros países emergentes, reconhece o empresário.»

Mas, parece ... que chegou o Verão!
Não querendo ser tão academicamente profundo como o artigo de hoje do Sobre o tempo Que Passa, direi que, de todas as anestesias (psicossociais ou outras), a do meu dentista é a que menos se sente! Afinal, em Portugal ainda há quem trabalhe, neste país pseudo-emergente!

Arre!!!?

Ainda à espera das verdadeiras calendas deste ano

Ainda à espera das verdadeiras calendas deste ano, aqui na capital deste antigo reino que fez "A Primeira Aldeia Global - Como Portugal Mudou o Mundo",

volto a agradecer toda a disponibilidade académica e pessoal a meu mui citado mestre e amigo JA Maltez ...! E vou lendo, como aqui referencio (passo a publicidade comercial), mais um desses livrinhos (que até nos hipermercados se vendem), agora traduzido em português de Portugal.
E, porque de retomar memórias que se vão perdendo se trata, parto desta evocação que tem a ver com as tais razões académicas, muito cúmplices de um renovar da nossa verdadeira esperança de fazermos algo pelo nosso cantinho do (deste) Céu, com a qual 'abro peito', a preceito (não vá algum cientista contestar, de boa ciência feita ?, as minhas boas intenções ...), e com esta evocação trago, também, à memória o que com todo este enredo se liga, desde o tal nome de Portugal, ao meu antigo companheiro de outros tempos de 'luta' AC Pinto, ao meu amigo e mui citado mestre JAM ...!
Bom, o melhor é, para eles (se o quiserem), pararem um minuto para ouvir esta daquela dupla musical que deu pelo nome de Simon & Garfunkel:



"Time it was, and what a time it was, it was
A time of innocence, a time of confidences
Long ago, it must be, I have a photograph
Preserve your memories, they're all that's left you"

Um abraço a eles, por tudo!

sábado, abril 26, 2008

25 de Abril, Sempre ... por realizar!

"Em certo sentido, o 25 de Abril ainda está por realizar"!



Coloquei bem a vermelho esta constatação presidencial (veja aqui o discurso do PR), revelada nas comemorações de uma data que, embora muitos possam recordá-la, de facto, como eu que estive naquele dia, já nem tantos poderão dizer, como eu, que para ela tenham colaborado! No entanto, este publicum servitore, na mais estrita missão de cultivar a constitucional liberdade de ensinar e aprender, já foi processado, punido, vilipendiado e completamente ostracizado por todos aqueles que, na sombra que os ganhos de Abril a todos proporcionaram, não gostaram (nem ainda gostam) de serem, quando e porque o merecem, apontados como maus exemplos de democracia e de ensino para a cidadania.

Mas, sempre que se aproximam inaugurações, festas, comemorações, ou qualquer outra forma de evocações democráticas, são os primeiros a engalanarem-se e, de peito levantado pelo fôlego que ainda lhes resta por tudo quanto nunca fizeram, prostram-se no mais graxista reverencialismo dos que continuam a querer manter os privilégios que os donos da revolução lhes concederam, quais micro poderes subestatais, burocraticamente escondidos nos meandros das interpretações normativas que o império da lei ainda não soube resolver, para gáudio dos mesmos açambarcadores das clientelas que sobrevivem no limbo da moral de favores caciquistas! É a este Portugal de Abril que a referência presidencial aponta o dedo!

Bem haja, Sr. Presidente! Com essa já ganhou mais um admirador! Gostaria, profundamente, é que estas minhas "lamentações" lhe chegassem aos olhos de ler, ou tão pouco aos ouvidos, para que de qualquer forma se inteirasse de casos como o meu. Tenho a certeza, sobretudo por quanto já li nas consultas internéticas já efectuadas, que estes casos de joguinhos de poder e de lobisinhos bem anichados nos processos de decisão administrativa da gestão escolar pública, em todas as áreas de actividade, são a prova factual e plena do controle das escolas públicas por grupos de interesse, com ou sem ligações partidárias, pseudo-democráticas e altamente lesivas para o interesse dos alunos e expectativas das respectivas famílias, em geral, e do interesse na educação e formação dos cidadãos de amanhã, acima de tudo!

POR FAVOR, SR. PRESIDENTE, INTERVENHA!
APELANDO A TODAS AS SUAS COMPETÊNCIAS CONSTITUCIONAIS!
DENTRO DO CONSENSO MAIS ALARGADO POSSÍVEL!
AO MAIS ALTO NÍVEL DAS INSTITUIÇÕES DEMOCRÁTICAS E DOS PODERES DE AUTORIDADE DO ESTADO PORTUGUÊS!

Por isso, não deixei de observar, em mais este postal de meu mui citado mestre JA Maltez, as referências que faz a mais uma evocação de Otelo e das FP-25 Abril.

Aí também pude ler um outro artigo de opinião, redigido em cima das comemorações do hemiciclo de S. Bento, sintetizando as alusões que caracterizaram o conjunto das intervenções dos grupos parlamentares, com o tal destaque para os "problemas actuais":

"Um 25 de Abril virado para problemas actuais

EVA CABRAL

Oposição aproveita sessão solene para atacar Governo PS
Trinta e quatro anos depois do 25 de Abril, o deputado socialista Osvaldo de Castro vai lembrar, no Parlamento, o que era o Portugal dos tempos da ditadura e a evolução depois da revolução dos cravos.

Antecipando o seu discurso de hoje, Osvaldo de Castro frisa ser importante realçar a melhoria da qualidade de vida conseguida com a democracia em Portugal e o facto de esta ter sido aprofundada ao longo dos últimos anos.

Já politicamente activo à data do 25 de Abril de 1974, Osvaldo de Castro - que antes do PS militou no PCP - garante ir fazer uma "saudação especial à juventude" e lembrar factores decisivos para o presente como o processo de integração do País na União Europeia.

Mas, na sessão parlamentar de hoje, os discursos feitos com base numa memória própria vivida nos dias e emoções do 25 de Abril de 1974 acabam no deputado socialista.

Todas as outras bancadas optaram por escolher parlamentares muito jovens que apenas têm da data hoje evocada solenemente uma mera memória histórica. São todos jovens que estão hoje mais virados para os muitos problemas do quotidiano e que atacam as actuais políticas do Executivo.

Miguel Tiago, da bancada do PCP, vai denunciar a "provocação feita pelo Executivo PS ao fazer coincidir a aprovação do Tratado de Lisboa e a revisão do Código Laboral com as comemorações do 25 de Abril".

O jovem deputado comunista frisa que o actual Governo socialista tem seguido uma política de "destruição dos ideais e conquistas de Abril", designadamente nas áreas de serviços públicos de educação e saúde.

Já José Moura Soeiro, do Bloco de Esquerda, vai centrar toda a sua intervenção na questão da educação, "considerada como o factor essencial para o Portugal do futuro".

Numa altura em que os jovens são muito afectados com problemas como os da precariedade laboral, José Soeiro diz ser necessário "uma escola que esbata as diferenças sociais dos alunos". O deputado bloquista adianta ser preciso alterar a ideia de que a escola "deve preparar pessoas para responder ao mercado de trabalho", garantindo que esta deve assegurar muito mais do que isso.

Pedro Mota Soares, vice-presidente da bancada do CDS/PP, vai centrar a sua intervenção nas questões da demografia. O deputado popular - que nasceria só em Maio, cerca de um mês depois do 25 de Abril - defende que a evocação da data histórica deve evoluir.

Para Mota Soares, a sessão solene no Parlamento, até por contar com a presença do Presidente da República, deve ser o momento certo para se fazer "discursos de maior alcance em matéria de futuro". Se reconhece que a evocação histórica é importante, considera ser ainda mais relevante dar resposta a problemas concretos dos dias de hoje. Assumindo que a sua bancada tem tido uma agenda centrada em questões como a protecção da maternidade e paternidade e a criação de um sistema fiscal mais amigável para quem quer ter filhos, Pedro Mota Soares garante ir ainda abordar as questões relacionadas com a criação de emprego, o que passa por alterações a nível da taxa social única (TSU) e da tributação sobre os trabalhadores e empresas.

Luís Montenegro, da bancada do PSD, tinha um ano quando se deu o 25 de Abril, cabendo-lhe a tarefa difícil de nestes dias de turbilhão no mundo social-democrata abordar as questões da qualidade da democracia portuguesa .O deputado do maior partido da oposição refere "ser necessário valorizar a actividade política, e dar um sinal de esperança para a juventude portuguesa".

E, por falar em mais esta episódica referência à “falta de motivação das novas gerações para a política” (veja no site da Presidência o estudo referenciado pelo PR), em plena sessão comemorativa na Assembleia da República, relembro umas linhas de um pequeno livrinho[1] que ando a ler, de Carlos Diogo Moreira, Professor que muito bem conheço do meu ISCSP, quando aponta:

" (...)

Na verdade, porém, o sentimento de que predominavam os interesses de todos e não em especial de alguma área ideológica, e a sensação de mudança efectiva é o que prevaleceu ao fim destas três décadas de democracia. Assim, quando o passado vem à memória já não tem relevância para o presente: é uma mera questão histórica ou um motivo de discussão que já não interessa praticamente a ninguém, se assume um mero carácter pontual ou "folclórico"."

Então, tem ou não pertinência o poema que editei, há já três anos, num jornal local?

31 de Abril! Quem?

Deixa-te abrir, de novo
Abril, de ti possam trazer
Tudo o que de ti não sabem,
Mas mereces: o teu povo


Deixa-t’ abrir, sem queixume
E sem remorso, nem temor,
Sem esses lamentos de dor
Que dão em coisa nenhuma

Deixa-te abrir, agora,
Tirar de ti a semente,
Que dará fruto na gente
À espera, a vida fora!


Deixa-t’ abrir, finalmente
Voltar a pensar, que em ti
É tão bom poder sorrir,
E abraçar o que se sente

Deixa-te abrir, é hora
P’ra de novo dizer que não
Aos vis rapinas da razão
Desse ser que em nós mora

Só então, Abril, verás! Quem
Em ti, sempre viveu e amou
Te quis, te bebeu e chamou
Para chegar ao mais além!

Quem!
Abril, de novo?!

J. R. Coelho
(em versão métrica)

________________________________________________________
[1] MOREIRA, Carlos Diogo, Pátria, Identidade e Nação, UTL, ISCSP, Lisboa, 2007, pág. 42.

domingo, abril 20, 2008

Do devir da democracia virtual

Ou da virologia social vigente

Vejo nas notícias de agora sinais de preocupação que me deixam preocupado: qualquer destes sinais mediatizados caberiam, nos meios jornalísticos por onde discretamente (ou receosamente) circulam, nas 1ªs páginas respectivas, com mérito, dignidade profissional e toda a pertinência como serviço público prestado.

Como vai a democracia que temos!?
Apenas anoto, hoje, dois destes sinais. Sem qualquer preconceito, vindos de vozes que, pela escrita falada, apenas apontam sinais de revolta: o excerto de uma entrevista a uma senhora ex-deputada da nossa Assembleia da República (de quem nunca gostei do estilo, mas que "põe o dedo na ferida", lá isso põe), de uma área ideológico-partidária historicamente revolucionária; e um artigo de opinião que, em 360º graus de perspectriva crítica, pinta o quadro da "doença virológica" que infectou o que ainda esperávamos da democracia ideal. Por isso, talvez nunca tenha passado de virtual - realidades democráticas sustentáveis parecem quimeras ou, no mínimo, fantasiosas utopias dos que habitam o submundo!

Excerto da entrevista a Odete Santos:

"(...) Qual é o partido mais próximo do stand-up comedy real?
O Bloco de Esquerda.

Porquê?
Não me convencem com aquelas tiradas revolucionários. Representam a burguesia intelectual.

À Direita, Aguiar Branco afirmou estar disponível para derrotar Sócrates. Pode ser ele o salvador da pátria laranja?
O PSD tem um drama inultrapassável, seja por que figura for Sócrates faz ainda mais política de Direita do que faria o PSD."


E o artigo de opinião da secção cultura do J Notícias de hoje:

"O vírus e a democracia

1. A vitória eleitoral de Berlusconi, num país de milenárias raízes culturais, não pode passar despercebida. Vivemos uma realidade globalizada, como sublinhou, nas páginas deste jornal, Paquete de Oliveira, em artigo emotivo e inteligente (qualidades não incompatíveis, completam-se e enriquecem-se). Escreve Paquete de Oliveira "as democracias estão a ser impregnadas de perigosos e ameaçadores "vírus". Antes, sublinhava o divórcio do povo e dos políticos, o crescente desprezo daquele por estes. Referia o caos crescente e decorrente. Assim é. Ao chegar a Itália (Janeiro de 1975), onde me demorei quase 15 anos, fervia uma polémica apaixonante, entre Calvino e Pasolini, que o assassínio do segundo interrompeu. Os dois escritores debatiam a sociedade e a política, cuja prática marcava (e, no fundo, continua a marcar) os italianos. Discutiam-se ideais, moral, o presente e o futuro. Mas tudo involuíu - a sociedade deixou que a comprassem, para a explorarem. O vírus instalou-se.

2. E instalaram-se os anos do consumismo inconsciente. Aliás, tornar os cidadãos inconscientes, anestesiá-los, afastá-los de preocupações "incómodas" - ética, justiça, solidariedade - era a meta da política neo-liberalista, que tomou as rédeas. O resultado foi desastroso corrupção, queda do poder de compra, desemprego. Obviamente: no frenesi do consumo, o cidadão mandara às ortigas a intervenção cívica e assim que a casa começou a abrir brechas, responsabilizou os políticos, esquecendo que ele é que os deixara livres: incontroláveis. Virando-lhes as costas, reforçara-lhes a venalidade. E, mesmo assim, ou por isso, buscou um magnata salvador: Berlusconi (na imagem), ao qual volta, agora. Não todos, claro!, mas a maioria - e uma maioria folgada. A década das vacas gordas - os anos 80 - representou o triunfo da contra-cultura. E um país só é dono de si próprio quando investe na cultura - na inteligência e conhecimento.

3. De manhã à noite, somos objecto e vítimas da publicidade de um trabalho de sapa, continuado e implacável, que nos vai vulgarizando, anulando. Quero dizer: que vai uniformizando e enfraquecendo a nossa personalidade. Nunca é de mais lembrar o cão de Pavlov e a campainha. Hoje, a Itália - e muitos outros países - anseia pelo que lhe deram e roubaram: dinheiro. E o drama é que não entendem os que se queixam o seguinte: para atingir a justa estabilidade económica é indispensável não perder de vista a defesa e exercício dos direitos inerentes à democracia."

sábado, abril 19, 2008

Um contributo oportuno para o Tibete

Política e ... Meditação!

Não fazia nada mal aos nossos políticos profissionais enveredar, de quando em vez, por umas meditações 'transcendentais' q. b., qual purga das convulsões neurocognitivas a que, constantemente, se vêm sujeitos, tão hipermaquiavelicamente vivem o empenho com que se devotam à causa pública ...!(?)

Recordando o nosso "Alma sã em corpo são", do saudoso programa público televisionado de Vitorino Nemésio, vou ler mais um texto, certamente apaixonante pela especificidade e diferença cultural da que estamos habituados.



ISBN: 978-972-23-3937-7
Nº de Páginas: 248

Data da 1ª Edição:17-4-2008

Sinopse:"Da autoria de um dos maiores especialistas em medicina tibetana no Ocidente, esta é a primeira obra que nos ensina a aplicar os princípios milenares da sabedoria tibetana Bön à nossa vida quotidiana. Com um carácter profundamente holístico, esta leitura revela-nos a íntima ligação entre corpo, mente e alma, e as formas simples como estes conhecimentos ancestrais podem actuar sobre eles restaurando o seu equilíbrio dinâmico. Hansard desvenda-nos todos os aspectos essenciais à mudança das nossas atitudes mentais e comportamentais - ensina-nos a despertar a sabedoria interior, a conseguir a cura emocional, a fortalecer a mente, técnicas de massagem e rejuvenescimento e ainda exercícios de auto-cura e de meditação. Uma obra que reflecte o percurso de iluminação e de experiência clínica de toda uma vida e que contém em si um extraordinário potencial de renovação."



Não sendo neófito na matéria, não sou um seu especialista. Mas sou, seguramente, um devoto e humilde contemplador desta filosofia (Zen). Cheguei´mesmo, em tenra juventude, a alinhar numas dietas macrobióticas ...! Alimentei-me, muito mais, da parte espiritual e estética destes ensinamentos, muito úteis a quem tem abertura de mente, suficiente para, muito portuguesmente, se conciliar com o cosmos.


"Filosofia Zen

Zen é a forma de Budismo mais conhecida e praticada no Japão. Mais do que uma religião ou seita, o Zen é uma filosofia vivencial que ainda hoje influência muito o povo japonês.
A filosofia do Zen consiste na procura da iluminação através do auto conhecimento; uma busca que ultrapassa os obstáculos mentais criados por nós mesmos a fim de encontrar a verdade em seu estado puro. Trata-se de uma percepção extra-sensorial das coisas, um ensinamento especial que não envolve palavras; apenas chama a atenção para a verdadeira essência do homem. O Zen é também a prática do o auto-controle, da disciplina e da simplicidade no viver.As raízes do Zen estão na China, onde foi trazido da Índia por Bodhidharma no século VI. É uma variação do Budismo tradicional tibetano. A diferença básica entre os dois, é que a filosofia do Zen tenta reduzir ao mínimo as doutrinas e o estudo das escrituras sagradas. Para os praticantes do Zen, a palavra escrita é dispensável no caminho da iluminação."



quinta-feira, abril 17, 2008

Estado-Sociedade-Educação

Da violência reprodutora (ou de como a pseudo-cultura democrática gera múltiplas violências)

Depois de receber mais mail postal do "Portal da Educação", sobre a violência nas escolas de Portugal (algures também), e de, por um acaso, ter lido mais um postal em que o meu mui citado mestre JA Maltez dá uma excelente lição sobre a essência da democracia:

"... O essencial da democracia está no estabelecimento do diálogo entre adversários, como dizia Ortega y Gasset, ou em controlarmos o poder dos que mandam, através do sistema de pesos e contrapesos, visionado por Montesquieu. Melhor ainda: o essencial da democracia está em podermos fazer um golpe de Estado sem efusão de sangue, como dizia Karl Popper. A democracia mede-se menos por resultados eleitorais e mais pela prática governativa das maiorias absolutas. A democracia vive-se e mede-se pela distância que vai da teoria à prática. (...)",

veio-me à ideia o tema da minha proposta de investigação para tese de doutoramento:
"Cultura Democrática e Educação para a Cidadania em Portugal de Abril (Contributos para a formulação de uma epistemologia da democracia e de uma deontologia da sua prática pedagógica).

E, de algumas coisinhas que já me passaram pelos olhos de ler, lembro-me de esta (1):

"... a política de avaliação [dos professores], embora declarando promover o desenvolvimento profissional dos professores e a melhoria organizacional das escolas, não incluía algumas características que a literatura considerava fundamentais para atingir esses objectivos. A implementalão da política visava sobretudo a finalidade administrativa de possibilitar a progressão na carreira docente. Em consequência, foram apresentadas recomendações para a reformulação da política e para a sua implementação de forma mais consonante com as finalidades assumidas."

Dito isto, de outra maneira, o trinómio Estado-Sociedade-Educação desfaz-se num acolchoar de interesses mútuos, entre quem escolhemos para nos governar, e que elegemos para nos avaliar. O sistema que se estruturou com a anterior política de avaliação pariu, há muito, seniores bem instalados nas cadeiras directivas que, à boa maneira caciquista, serão os chefes de equipa das comissões internas que, nas escolas de Portugal, continuarão a gerir os interesses já há muito gerados pelas cliques instaladas.

Por isso, não haverá solução, certamente, que não passe pela analógica instalação, essencialmente democrática, de controlarmos o poder de quem manda, no tal jogo de equilíbrios que só o Estado (a tal componente essencialmente externa e, por isso, isenta e imparcial da avaliação) pode assegurar. As comissões internas de avaliação continuarão, forçosamente (pela inércia característica dos fenómenos grupais intra-organizacionais), a acarretar o pendor das suas decisões a favor daqueles que, em contrapartida, garantirão a continuidade dos seus privilégios.

___________________________
(1) Curado, Ana Paula, Política de Avaliação de Professores em Portugal: Um Estudo de Implementação, Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa, 2002, pág. 9. (tradução portuguesa da dissertação de doutoramento da autora).

segunda-feira, abril 14, 2008

Do Jazz fusão sobre o Garb Al-Andalus

«O Andaluz tem sido comparado por muitos autores ao paraíso terreal» (1)

Descobri, agora, este músico (também fusionista cultural através da música) que interpreta soberbamente a convergência mundovidente que reinou neste canto do Mundo chamado al-Andalus.

Do álbum que adquiri, de Renaud Garcia-Fons - "Navigatore" - vê-se a miscegenação instrumental, do clássico ao tradicional folk e ao moderno, onde ressaltam faixas idênticas a esta:




"(...) O Irão, onde antes se implantara o Império Sassânida, revelar-se-ia como um alfobre neste mundo medieval islâmico. A sua influência fez-se sentir no comércio, nas técnicas, nas ciências, na farmácia, na arte, nos termos literários, na música, nas técnicas agrícolas, nos gostos culinários".


"(...) Com o triunfo da Reconquista, o Andaluz surge depois aos olhos dos exilados como o paraíso perdido"

"O amor transforma o amador num pastor de estrelas e planetas:

Pastor sou de estrelas como se tivera a meu cargo
apascentar todos os astros fixos e planetas.
As estrelas na noite são o símbolo
dos fogos de amor acesos nas trevas da minha mente.
Parece que sou o guarda deste jardim vedrde escuro
do firmamento cujas altas ervas estão bordadas de narcisos.
Se Ptolomeu vivesse, reconheceria que sou
o mais douto dos homens a espiar o curso dos astros."




_____________________________________

(1) Autores vários, citados em História do Pensamento Filosófico Português, (Dir. de Pedro Calafate, Círculo de Leitores, vol. I (Idade Média), 2002, pp. 141 e ss.

domingo, abril 13, 2008

Uma boa lição sobre 'Políticas Públicas'

Se eu estivese a passar o capítulo das políticas públicas numa das aulas de Ciência Política adoptaria este artigo de opinião como obrigatório para os meus alunos - eu já o tinha bedm referido: este jornal ainda vai tornar-se uma academia de articulistas.
Eis mais este artigo do já mui referido "Pedrito", com painel de votação para uma pequena sondagem de opinião (já agora, depois explico porque votei 'sim'):

"O nojo

Pedro Santos Guerreiro
psg@mediafin.pt

A indicação de Jorge Coelho para presidente da Mota-Engil convocou o debate das promiscuidades entre política e empresas. E dividiu o País em duas facções: os moralistas e os ingénuos. A demagogia adora divisões assim. Pensar que Coelho está a ser pago por favores prestados é um insulto à inteligência de António Mota.

Não é pelo que fez no passado que Coelho é o preferido pela família que controla a empresa, mas pelo que pode fazer no futuro. Politicamente, é claro.

Se sete anos não é tempo suficiente para período de nojo, então mais vale decidir que ser governante é um caminho sem saída: nunca mais se pode ser nada na vida excepto continuar político ou ser académico. Nesse caso é necessário pagar essa exclusividade: Abel Mateus sai da Autoridade da Concorrência com uma inibição profissional, e bem, de dois anos; por isso recebe, e bem, um subsídio de dois terços da sua anterior remuneração.

Mesmo validar uma contratação desde que seja para empresas que nada tenham a ver com o sector que o ex-ministro tutelou é uma contradição: se o novo gestor nada percebe do sector, a única razão da sua contratação é política.

É evidente que António Mota quer recrutar Jorge Coelho pelos seus contactos políticos. Pela sua influência no PS, que governa. Porque a Mota-Engil está prestes a renegociar com Mário Lino os contratos de concessão de estradas. Porque estão anunciadas oito novas auto-estradas. Mas qual é o mal de querer contratar alguém pela sua rede de contactos?

O mal existe mas é outro: é termos uma economia assente em favorecimentos e dependências recíprocas entre Governos e algumas empresas. São os intervencionismos compulsivos dos ministros, o que cria economias paralelas de privilégios e monopólios. Os métodos são opacos e as justificações populistas. Como dizia António Borges em entrevista há oito dias, a economia está fechada como uma espécie de oligarquia de mercado. Como hoje escreve José Manuel Moreira, num texto obrigatório a páginas 9, “quanto mais se abusa dos meios coercivos do Estado para intervir na economia, mais o sucesso depende da acumulação de capital político”.

Em capital político, António Mota não corre qualquer risco de estar a comprar gato por Coelho. Os accionistas da empresa foram os primeiros a reconhecê-lo, quando valorizaram as acções imediatamente depois da notícia. Mas Mota e Coelho são mais vítimas das circunstâncias em que eles próprios prosperaram do que agentes de uma promiscuidade subitamente desflorada. Na verdade, sempre foi assim. Esse é que é o problema.

Há poucos assuntos tão dados ao populismo como o da migração de políticos para as empresas. E é também por causa do moralismo fácil (a par do aparelhismo cacique e desqualificado) que muita gente de qualidade não está disponível para a política. Mas mal está o País quando o seu Governo só interessa ou a missionários ou a gangsters.

O mundo das empresas está cheio de animais anfíbios, como Luís Filipe Pereira, António Vitorino, Armando Vara, Fernando Gomes ou Ferreira do Amaral e gente que, ao contrário de Coelho, nem nojo teve quando saiu de funções governativas. Entretanto, a Mota-Engil garantiu uma suspeição colectiva e demagógica, que aliás se vai virar contra si, pois todos os concursos que Jorge Coelho ganhar serão sempre linchados na opinião pública.

Se a acção política e os contratos públicos fossem transparentes e escrutináveis, metade desta suspeição sobre a classe política esfumava-se. E metade dos ex-ministros perdia o emprego."

Vote no painel do artigo do J Negócios

sexta-feira, abril 11, 2008

Liberdades, poderes, Natureza, deuses e etc.

Pelo Tibete!

Aqui deixo uma tirada cinematográfica de grande beleza estética, nas mais variadas das suas facetas apreensíveis. Agora que a causa tem uma visibilidade mediatizada, remeto esta evocação para as eloquentes contemplações metacríticas de meu mui citado mestre JA Maltez, nos dois postais de ontem.




"Que delito fiz eu para que sinta
o peso desta aspérrima cadeia
nos horrores de um cárcere penoso
em cuja triste, lôbrega morada
habita a confusão e o susto mora?
Mas se acaso, tirana, estrela ímpia,
é culpa o não ter culpa, eu culpa tenho.
Mas se a culpa que tenho não é culpa,
para que me usurpais com impiedade
o crédito, a esposa e a liberdade?"


Pela liberdade natural
Pela ordem social
Pela memória histórica
Pelo poder espiritual
Pela autoridade temporal
Pela civilização do amor!





Para outras referências audiovisuais sobre o Tibete ver, no youtube:

domingo, abril 06, 2008

E se houvesse PIE's (projectos de interesse educativo)?

Vejo e revejo-me em mais estas linhas do "Pedrito" do J Negócios.

Ao ler mais este artigo do 'Pedrito' do JNegócios veio-me à ideia essa figura normativa dos projectos e/ ou participação em actividades de interesse educativo que os professores deste portugalório devem apresentar para serem devidamente avaliados. Mas já o tenho dito: são os interessados em manter o status quo educativo aqueles a quem, essencialmente, está destinado o controle da avaliação. Por outras palavras, vamos entregar a 'julgamento' muitos 'não-culpados' pelos actos ilícitos dos que os vão julgar. Ou seja, ainda, o problema da eficiência do sistema educativo não está tanto em professores que não 'cumpram', mas naqueles em quem recai a responsabilidade de controlar, sistematicamente, osz métodos, os instrumentos e os resultados, em cada ano lectivo. E ESSES NÃO CUMPREM!
Por isso, gostaria de ver até que ponto não aconteceria o mesmo a eventuais PIE's (Projectos de Interesse Educativo) que aos PIN's referidos neste artigo:

"A montanha pariu um PIN
Pedro Santos Guerreiro

psg@mediafin.pt

Ou melhor: nenhum. Três anos depois do arranque dos fabulosos Projectos de Interesse Nacional, não há que esteja a laborar. Os únicos salários que estão a ser pagos por estes “projectos de elite” são os dos construtores que os erguem e dos consultores que tratam da papelada. Os PIN são um fracasso? Não. O fracasso está no País que tomba à força da inércia.
Os PIN foram lançados como uma “Via Verde” para o investimento; pertencem à era da entrada de leão de Sócrates, quando disse ao que vinha em meia dúzia de semanas, lançando o Plano Tecnológico, os PIIP, os PIN, o PRACE ou o Simplex.
Num país onde qualquer empresário desesperava com as iterações necessárias para pôr de pé um projecto, os PIN propuseram o oásis. Em vez de mudar leis, propunham alterar o processo decisional para contornar os custos de contexto: juntavam todas as autoridades numa sala e desatavam-se todos os nós. Simples, não era?
É uma utopia. Os papéis dos PIN vão para o cimo da pilha de papéis, mas a pilha permanece. Há uma diferença abissal entre os megaprojectos anunciados por Manuel Pinho, os números fantásticos de Basílio Horta e esta realidade funil: de 147 propostas de PIN, a AICEP aceitou 77; apenas 11 estão em execução; nenhum em laboração.
Os empresários queixam-se de haver projectos de primeira e de segunda. Por causa disso, estão a querer chamar PIN a tudo. É como os remetentes de correio normal depois de aparecer o correio azul: o azul passou a ser o normal... Resultado: as direcções regionais de Economia queixam--se de uma “overdose” de PIN. Voltou-se à casa da partida.
O problema não está nem em Pinho, nem em Basílio. As empresas ainda hão-de construir uma estátua ao trabalho da API (cuja cultura e gestão, espera-se, contagiará o ex-ICEP). A questão a colocar é outra: se é assim com os investimentos que têm passadeira vermelha na Administração, como será com os milhares de projectos que não possuem cunha de ministro?"

quinta-feira, abril 03, 2008

Em Nome do Pai

Sobre a Justiça na Educação: um caso revelador de um Estado sem graça!

Veio-me à ideia, agora que revi no canal HWD o filme "Em Nome do Pai", e durante mais este período convalescente em que me encontro, após mais uma recaída dos esquemas kafkianos que os meandros situacionistas dos micropoderes subestatais da educação provocam a "inconvenientes" como eu ..., veio-me à ideia, dizia, a tentação de poder mostrar o que praticamente todos nós já vimos, na vida ou em representações dramatizadas: como se sente um inocente, culpabilizado de actos que o condenam, sistematica e impunemente (dado que quem promove estes procesos já foi indicado, em alegações finais de um processo, como sendo quem deveria estar a ser julgado ...). E nada melhor para o conseguir que através de algumas passagens deste filme, aqui evocado. Especialmente uma das últimas passagens, em que se mostra algo que, em julgamente, é omitido pela acusação, escondido da defesa! Para gáudio da vil condenação de alguém que se sabe inocente! Para se resguardarem do sistema, que teimam em querer defender! Para agradarem e mostrarem serviço que, de outra forma, só revelaria incompetência!




Por isso vou aqui mostrar, a partir de agora, em que irá consistir a campanha que, à semelhança do que também mostra no filme, talvez seja o único caminho para um desamparado social como eu conseguir fazer chegar a voz e a imagem da verdade às devidas instâncias da JUSTIÇA ! Chega de humilhação e instrumentalização! Teremos que VER o que se passa nas escolas de Portugal! Para bem de todos! Para mim, basta! (continua)

PS: E, já que estamos em ambiente cinéfilo, que tal revermos a mensagem de mais este filme (ficcionado) revelador dos meandros ocultos dos poderes instalados? Acho que vale a pena, sobretudo para quem nunca o viu! Também pela analogia que, a partir deste filme, podemos tecer relativamente aos meandros alienígenas de quem nos engana, oprime e controla! Vá, vá lá que vale a pena. Vá ...!

segunda-feira, março 31, 2008

Temos precedente Carolina Micaelis?

"Se Vossa Excelência, Sr. Presidente, viesse cá almoçar mais vezes ..."

Como eu gostava de ser ouvido, Sr. Presidente!

Volto a escrever ao som de Adriano!

Depois de ler mais um artigo de opinião (que subscrevo e exorto), agora pela excelente pena de Mário Crespo, não posso deixar de clamar por JUSTIÇA: há mais ou menos 10 anos que sou, sistemática e ostracivamente, perseguido e linchado (moral e profissionalmente) nesta Escola onde professo, pelos mais kafkianos e pseudo-maquiavélicos ardis de gente sem escrúpulos, bem 'sentados à mesa' do poder que querem (e têm conseguido) manter. Para quê? Para gerirem os seus eventuais interesses de grupo sócio-profissional, à revelia e ao arrepio de alunos e professores não-alinhados.

Já vou no quarto processo disciplinar por culpas inventariadas, tanto por alunos manobrados, como por outros tantos professores cúmplices e/ ou coniventes com o esquema.

Do primeiro, resultou o arquivamento, talvez perla excelente intervenção de um advogado do Sindicato, não sem que esse advogado dissesse, em alegações finais, que quem deveria estar sentado no banco dos arguidos fosse a própria Administração escolar ...!

Nos três seguintes, fui condenado a um mês de suspensão com perda de vencimento (2º processo), e a multa de 400 euros (3º e 4º processos).

E por que factos fui condenado? Sempre por se alegar conduta imprópria para com alunos, na maioria das alíneas, e mesmo por falta de respeito para com colegas e, até, para com o Sr. Presidente da Escola! Em que circunstâncias? Por não pactuar nem ser permissivo (sempre tolerante, quando a situação o justifique) com a laxívia, a corrupção e tráfico de influências, e com a indisciplina! Por tentar ser sempre um digno servidor da sociedade que me paga para isso, ou seja, por intermédio do ME e do Estado! Sou um servidor público, não de interesses particulares ou, mesmo, regionais de onde me encontro a viver e a trabalhar! Tenho dito.

Por tudo isto, não digo que, no meu caso, tenha feito qualquer "braço-de-ferro" com alguém. Não. No meu caso, o que eu tenho exercido é, nas circunstâncias que tentei resumir, um autêntico "alma-de-ferro", tais são as marcas que, na minha saúde psíquica, já são manifestamente probatórias. O que me leva, em tom de profunda revolta, a denunciar esta situação, analogando-a a todo este caso mediático:

"Não houve braço-de-ferro nenhum


Mário , Crespo, Jornalista

Acho espantoso que sobre a ocorrência na Carolina Michaelis várias opiniões insistam que a professora não devia ter entrado em "braço-de-ferro" com a aluna por causa do telemóvel. Não houve "braço-de-ferro" nenhum.

A Professora recusou-se a capitular. Não deixou que lhe tirassem à força algo que, no exercício das competências em que está investida, tinha achado por bem confiscar. E não cedeu face a pressões selváticas. E não capitulou face a agressões verbais. E manteve-se digna no posto que lhe foi confiado pela sociedade, com elevação e consistência, cumprindo as expectativas depostas na sua missão.

A Dra. Adozinda Cruz é um modelo de coragem que o país tem que aplaudir. Que a nossa confusa sociedade precisa de aplaudir porque é uma sociedade carente de pessoas como ela. A Professora de francês fez aquilo que tinha que ser feito. Sozinha. Porque trabalha numa escola onde o Conselho Directivo tolera que a placa com nome do estabelecimento, baptizado em honra de uma excepcional pedagoga que foi a primeira mulher portuguesa a conseguir leccionar numa universidade, esteja conspurcada, num muro com inenarráveis graffitis que mandam cá para fora a mensagem que lá dentro tolera-se a bandalheira. Numa escola onde durante minutos se ouviu a algazarra infernal dessa bandalheira, onde ela estava a ser agredida e nenhum colega ou funcionário ou aluno se atreveu a abrir a porta e ver se podia ajudar. Foi dessa cobardia geral e conformismo abúlico que a Dra. Adozinda Cruz se demarcou quando não deixou que a desautorizassem. É por isso funesto não lhe reconhecer a coragem e diminuí-la num bizarro processo de culpabilização da vítima.

Estar a tentar encontrar fragilidades comportamentais num ambiente de tal hostilidade é injusto. E o facto é que não fora a louvável e pronta actuação do Procurador-geral da República a Dra Adozinda Cruz ficaria sozinha. Abandonada pelo Ministério que a tutela, porque entende que o seu calvário é resolúvel nas meias tintas do experimentalismo burocrático, distante das realidades do terreno e que os problemas de segurança da escola são questões menores que se decidem dentro dos muros cheios de graffitis ameaçadores, em ambientes onde circulam armas e drogas. Abandonada pelas organizações laborais porque não está filiada. Com assinalável candura Mário Nogueira confessou em entrevista que a Fenprof não tinha feito nenhuma intervenção nem a faria porque "a colega não está sindicalizada". Abandonada no arrazoado palavroso do Bastonário da Ordem dos Advogados que, desconhecedor da Lei, achava que tinha que haver queixa para que a Procuradoria iniciasse algum procedimento e que, como tal, a professora deveria ser deixada ao sabor das indecisões da desordem que reina dentro dos muros graffitados. Felizmente o Estado não se limita a estas entidades.

O Procurador-geral actuou a tempo e o Presidente da República, ao chamá-lo a Belém, diz ao país e em particular ao governo que o caso não está nem resolvido nem o executivo conseguiu um vislumbre de solução.

Talvez fosse importante reforçar esta mensagem de preocupação, solidariedade e cidadania recebendo em Belém a Professora que não se intimida e é capaz de ser firme no meio do caos em que se tornou a educação pública em Portugal. As famílias entenderiam que a tolerância cúmplice e desleixada do Ministério, das escolas, sindicatos e acratas irresponsáveis iria acabar e poderiam começar a mudar o seu próprio comportamento."


PS: o negrito a vermelho é de nossa autoria, para reforçar a tal analogia e pelo qual gostaríamos que este constituisse um precedente judiciário (temos jurisprudència?).
Gostaria, também, de chamar a atenção para um artigo de hoje, no "Quarta República", onde se descreve uma situação caricaturada mas bem exemplificativa das posturas assumidas em contextgos análogos, nas escolas portuguesas.

quinta-feira, março 27, 2008

A César o que é de César, ao Povo o que é do Povo!

E não metam Deus ao barulho...!
Há já algum tempo que observo este articulista do aqui muito citado JNegócios (já lhe chamei escola prática de sociologia). Mas neste artigo dou-lhe nota superior, pela pertinência (conteúdo e oportunidade) que aí revela.

E, além das razões evocadas para os excesos desta norma 'anormal', justificadora de um Portugal cheio de 'Robins dos Bosques e das Cidades', ainda nos resta averiguar da bondade da mesma na perspectiva catolaica, onde certamente se dirá: "A Deus o que é de Deus, a César o que é de César". Mesmo com pretextos de um novo e eventual cisma portucalense, onde se arvora a virtual lusa protestandade(?...). E que não venha o PS clamar pela laicidade do Estado, agora arrastado por esta onda pseudo-socialista e para-ateísta q.b., se os canais comunicacionais da Igreja condenarem a dita, queixando-se à AdC - vistas bem as coisas (coisas de observação microssociológica 'à lupa'), se se adoptar por uma posição moral comum ainda se esvaziam as fontes de receita de tão virtuosa Instituição, que trabalha para tão digníssimos fins ...(?!) ...

Bom, vejamos o que nos diz, sobre esta nubentíssima mas (parece) enublada norma, o já referido

João Cândido da Silva







"O nó do Fisco

Exigir aos recém-casados que dediquem uma parte do seu tempo e paciência à denúncia de eventuais irregularidades fiscais, parece uma medida um tanto ou quanto antipática e disparatada. Sobretudo quando o papel de inspector a que o casal é forçado, sob a ameaça de vir a ter de pagar coimas pesadas, visa expor os fornecedores de serviços que ajudaram a assinalar a celebração do nó.

Ainda assim, entre o objectivo de combater a fuga aos impostos e os meios que o Estado se mostra disposto a utilizar, nem tudo é motivo para revolta e indignação.

Algumas estimativas, provavelmente conservadoras, referem que a economia paralela representará, em Portugal, um quinto do valor total da produção anual de bens e serviços. Está em causa dinheiro suficiente para, num passe de magia, fazer desaparecer os problemas nas finanças públicas, se a carga fiscal que pesa sobre a economia oficial incidisse, na mesma proporção, sobre os fluxos que, ano após ano, vão escapando aos circuitos formais.

Pensar que seria possível reduzir aquele fenómeno a zero, é apenas um belo sonho na mente do mais criativo ministro das Finanças. Num país de baixos rendimentos e carga fiscal elevada, a pressão para o mais honesto dos cidadãos se tornar cúmplice da informalidade é enorme.

Encontra-se na diferença de preços a que lhe são propostos os numerosos serviços de que necessita. Terá de os adquirir mais caros se exigir recibo, já que o fornecedor tratará de incluir não apenas o IVA, mas também a soma relativa a outros encargos que terá de liquidar, como o imposto sobre o rendimento. Tudo isto, naturalmente, sem abdicar da margem de lucro. Como decisor racional que é, o consumidor faz as suas contas e opta por aquilo que melhor se adequa aos seus interesses. Acaba por comprar o mesmo, por um preço menor, ainda que à custa de uma perda para os cofres públicos.

Ao decidir colocar pressão sobre os recém-casados para que mostrem toda a documentação relativa à aquisição de bens e serviços relacionados com o matrimónio, a administração fiscal revela querer dar luta à informalidade nesta área de negócios. Se um dos mais poderosos incentivos para cumprir as obrigações fiscais está na necessidade de haver uma percepção generalizada de que quem a elas se furta sofre consequências, então o Fisco decidiu transmitir sinais de que pretende apertar o cerco e acabar com a impunidade. Da máquina que cobra os impostos é isto que se espera. O problema está nos excessos.

Nas cartas enviadas aos contribuintes recém-casados pede-se, expressamente, a denúncia de situações para as quais aqueles não são tidos nem achados. E lança-se, de forma coerciva, o ónus do combate a eventuais situações irregulares exclusivamente sobre uma das partes envolvidas nas transacções efectuadas. A ânsia de cobrar mais receitas de impostos não justifica que se utilizem quaisquer meios. A capacidade dos contribuintes cumpridores para compreenderem e aceitarem a actuação da administração fiscal tem limites, quando não vislumbram os benefícios que o sucesso no combate à fuga fiscal deveria proporcionar-lhes."

sábado, março 22, 2008

"A Vida de Jesus Cristo" (Sem preconceitos, ao jeito cientológico)

Porque vivemos uma época de "eternos retornos", sejam ou não mitos ...!
E porque é Páscoa ...!

Acresce sempre algo à especificidade literária quando o tema seja de interesse universal ou para isso caminhe. Tal é o que acontece com este tema, numa primeira abordagem, tradicionalmente religioso. Mas, como é muito frequente nestas ciências que se ocupam do social e do humano, raro é encontrarmos assunto que não interesse a qualquer politólogo (basta termos sempre presente a sábia máxima de Marcel Mauss, para quem "todo o fenómeno social é um fenómeno social total").

É nestes termos que encontrei as afirmações para-científicas que, epistemologicamente, tornam a qualidade académica desta obra tão interessante quanto o seu tema. E porque vivemos tempos em que a necessidade de dedicação a grandes causas nos parece evidente, deixo aqui uma pequena análise desta obra, mas com a pretensão de lhe dar um sinal mais, um destaque merecido pela importância histórico-social das questões para as quais os autores também conseguiram, inequivocamente, deixar um contributo singular:

1º- Apresentação editorial da obra

2º- Sinopse (retirada da contracapa do livro)

3º- As questões fulcrais e as perspectivas axiológicas levantadas

4º- Índice dos conteúdos

1º-
ISBN: 978-972-23-3912-4
Nº de Páginas: 220
Data da 1ª Edição: 4-3-2008
Editorial Presença

2º- "A VIDA DE JESUS CRISTO

Augias, Corrado

Pesce, Mauro

Nos últimos cinquenta anos, novas descobertas arqueológicas e estudos filológicos têm permitido somar dados à tentativa de responder a uma das perguntas fundamentais da história da humanidade: quem foi, na verdade, em toda a sua dimensão concreta, o homem cuja existência viria a mudar o mundo de forma irreversível?
E foi precisamente para fazer uma síntese clara das últimas investigações sobre a vida e a mensagem de Jesus que Corrado Augias, jornalista e escritor, entrevistou Mauro Pesce, um dos mais notáveis biblistas italianos. Socorrendo-se tanto dos textos canónicos como dos apócrifos, ambos se debruçam, despojados de dieias preconcebidas, sobre questões acerca das quais muito se tem especulado e debatido nas últimas décadas.
O resultado é este livro que traz à luz alguns dos aspectos menos conhecidos, e decerto surpreendentes, da vida do homem real para além do mito e das efabulações. Um documento de indiscutível interesse, que vendeu 650 000 exemplares em Itália e será também publicado em Espanha, França e Brasil.
Corrado Augias, jornalista e escritor, é autor de diversos livros de sucesso e programas de televisão. Foi também deputado do Parlamento Europeu.
Mauro Pesce, é docente de História do Cristianismo na Universidade de Bolonha e eminente biblista, sendo autor de vários textos sobre o Novo Testamento."

3º- Questões fulcrais e axiologia

- É possível conhecer, concretamente, a vida e a mensagem do home que mudou o Mundo?

- As investigações despreconceituosas, baseadas em textos canónicos e apócrifos, não trarão a este trabalho características científicas ?

- O resultado do trabalho elaborado a partir dos dados desta pesquisa concede-nos horizontes de conhecimento sobre o assunto que estão para além dos mitos e das efabulações: "a pesquisa histórica não compromete a fé", nem deixa de pôr em causa "certas afirmações toscamente antieclesiásticas".

- Jesus era apenas um entre centenas de outros pregadores itinerantes?

- Foi Jesus ou Paulo de Tarso o fundador do cristianismo?

- Por que razão não ficaram vestígios daquela multidão de "profetas"?

- Onde, quando e de quem nasceu, realmente, Jesus?

- O que há a dizer sobre as semelhanças e a concorrência religiosa do mitraismo?

- Que razões encontramos para o êxito de lendas, mitos, livros e filmes sobre Jesus? A curiosidade, a ânsia generalizada de saber a verdade sobre Jesus.

- "É possível que as coisas se tenham realmente passado como refere a Vulgata das Igrejas cristãs?"

- Há ou não razões para julgar quem suprimiu dados históricos "porque era demasiado difícil fazê-los coincidir com o quadro que a doutrina construiu"?

- curiosidade e ciência, duas dimensões da procura da verdade que os dois autores em apreço souberam cruzar para, declaradamente e em boa-fé, colaborarem na feitura deste livro.

4º- Índice de Conteúdios

Preâmbulo: Muitas perguntas,algumas respostas de Corrado Augias

I. Primeira abordagem a Jesus

II. Jesus judeu

III. Os muitos aspectos de Jesus

IV. Jeusu político

V. É mais fácil um camelo

VI. Fariseus e outras polémicas

VII. O mistério do nascimento

VIII. Virgem mãe

IX. Jesus e os seus irmãos

X. Aqueles homens, aquelas mulheres

XI. Jesus taumaturgo

XII. As causas da detenção

XIII. O processo

XIV. A morte

XV. A ressurreição

XVI. Tolerância/ intolerância

XVII. Nascimento de uma religião

XVIII. O legado de Jesus

XIX. Novos evangelhos, antigas lendas

À procura da figura "histórica" de Jesus, de Mauro Pesce

Elementos de uma lesquisa, de Corrado Auguias

Bibliografia

Agradecimentos

Abreviaturas

Índice das citações bíblicas

Índice onomástico

quarta-feira, março 19, 2008

Meandros políticos da função pública

Relembrando o estudo dos fenómenos de contra-poder na Administração Pública.

José Maria Teixeira da Cruz

790 pp. Ed. 2002


"Estudo comparado das posições da Alemanha, Grã-Bretanha, França, Portugal e EUA em relação a alguns aspectos da função pública, tais como a influência do sector político na gestão de pessoal, as possibilidades de acesso dos funcionários ao poder político e o papel destes na tomada de decisões políticas."